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Como fazer o uso de conectivos em uma redação

      
Fonte: Universia Brasil

Em concursos e vestibulares, o emprego correto dos conectivos para redação é observado pelas bancas corretoras, já que sinalizam o nível de domínio da norma culta. O uso adequado dessas palavras é fundamental para garantir coerência ao texto, contribuindo para a qualidade e precisão do conteúdo redigido.

Para usar com propriedade os conectivos, é importante compreender a função sintática dos termos de uma oração e as diferentes relações entre elas dentro de um texto.

Confira a seguir os tipos de conectivos mais usados e entenda as suas respectivas funções nas orações que integram!

Orações coordenadas sindéticas

Uma oração coordenada é aquela que mantém relação com outra em um texto, mas que apresenta sentido completo se tomada isoladamente. São chamadas sindéticas as que precisam de um síndeto (conectivo) para serem introduzidas.

1. Adição

Conectivos aditivos servem para dar a ideia de acréscimo. Os mais utilizados são “e”, “nem”, “também”, “não só… mas também”

São utilizados em orações coordenadas aditivas, ou seja, períodos que se somam mutuamente.

Exemplo: Debatemos sobre vários temas e avaliamos as possibilidades de financiamento.

2. Alternância

Para transmitir a ideia de alternância nas orações, usamos “ou… ou”, “quer… quer”, “seja… seja”.

As orações coordenadas alternativas se caracterizam, portanto, por representar uma opção perante a outra, sem relação de subordinação.

Exemplo: Fale agora ou cale-se para sempre.

3. Conclusão

Conectivos de conclusão são usados normalmente para elaborar um desfecho a determinada ideia. Os mais comuns são “logo”, “portanto”, “pois”.

Sendo assim, são termos utilizados para ligar orações coordenadas em que uma representa a conclusão da outra.

Exemplo: Gabriel estudou muito, portanto, mereceu a aprovação.

Orações subordinadas adverbiais

Orações subordinadas são aquelas que, dentro de um texto, guardam entre si relação de estrita dependência. Ao contrário das orações coordenadas (que mantêm seus sentidos quando estão separadas), com as subordinadas só a oração principal tem sentido completo.

4. Causa

Os conectivos que exprimem a ideia de causa servem para justificar determinada ocorrência. Nesse caso, são utilizados “porque”, “já que”, “visto que”, “graças a”, “em virtude de”.

São chamadas adverbiais causais por exercerem função sintática de advérbio de causa em relação à oração principal.

Exemplo: Não fui à escola hoje porque fiquei muito doente.

5. Condição

Também chamadas de conjunções concessivas, estabelecem uma hipótese ou um dado fator necessário para que outro seja possível. Os conectivos “se”, “caso”, “desde que”, “a não ser que”, “a menos que”, “embora” são os mais empregados nesses casos.

Sintaticamente, orações ligadas por tais termos são classificadas como subordinadas adverbiais concessivas.

Exemplo: Compareci ao vestibular, embora estivesse muito atrasado.

6. Comparação

Quando a intenção é comparar um objeto, pessoa ou acontecimento, normalmente usamos “como” ou “assim como”.

Fica mais clara essa relação de comparação quando analisamos sintaticamente uma oração subordinada adverbial comparativa.

Exemplo: Aquele jogador cobrava faltas como se fosse um Zico.

7. Conformidade

Conectivos nessa categoria expressam a ideia de estar de acordo com alguma coisa ou pessoa. Portanto, os termos “conforme” ou “segundo” são utilizados para exprimir ideias de conformidade.

São facilmente identificáveis, uma vez que não há muitas opções em termos de conectivos para caracterizá-las.

Exemplo: Realizei a tarefa conforme as orientações do manual.

8. Consequência

Quando a ideia a ser transmitida é de efeito ou resultado, então são usados termos como “tão… que”, “tanto… que”, “de modo que”, “de sorte que”, “de forma que” ou “de maneira que”.

Portanto, a oração subordinada introduzida por esses conectivos é, necessariamente, consequência de um dado exposto na oração principal.

Exemplo: Era tão esforçado que acabou conseguindo a vaga (por ter se esforçado, conseguiu a vaga).

9. Finalidade

Conectivos de finalidade são usados para expressar a ideia de objetivo ou intenção, como “para que”, “a fim de que”, “para (+ verbo no infinitivo)”.

Veja no exemplo que sua identificação também é simples, considerando as poucas opções de conectivos adequados:

Exemplo: Cheguei próximo, a fim de que pudesse entender a situação.

10. Oposição

Também chamados de conectivos adversativos, por expressarem sentido contrário, se exprimem nos termos “mas”, “porém”, “entretanto”, “mesmo que”, “apesar de (+ verbo no infinitivo)”.

Exemplo: A equipe foi bem no jogo, mas não conseguiu marcar gols.

11. Proporção

Conjunções desse tipo indicam intensidade e também são relativamente simples de serem identificadas, pois se expressam com “à medida que”, “à proporção que”, “quanto mais”, “quanto menos”.

As orações subordinadas adverbiais proporcionais têm necessariamente uma relação de gradação.

Exemplo: À medida que estudava, mais aprendia a matéria.

13. Tempo

Já os conectivos temporais servem para marcar o momento em que o fato expresso na oração acontece, sendo os mais usados “quando”, “logo que”, “assim que”, “toda vez que”, “enquanto”.

Repare que a indicação de tempo pode não ser precisa, ou seja, é apenas uma noção de quando algo aconteceu.

Exemplo: Sempre que ele vai ao estádio, o time perde.

Orações subordinadas adjetivas

É preciso ter bastante atenção ao classificar as orações subordinadas adjetivas. A ideia que elas expressam é sempre complementar à da oração principal, sendo subdivididas em restritivas e explicativas.

Exercem a função sintática de adjetivo, por isso são chamadas assim. Podem ter, ainda, relação de coordenação entre si. Por isso, muita atenção com esse tipo de construção.

13. Restrição

O pronome relativo “que” é o mais utilizado para introduzir uma oração subordinada adjetiva restritiva. É uma oração que dá mais informações sobre um termo citado em uma outra, de maneira que o referencie.

Exemplo: Jamais teria conseguido a aprovação, não fosse a competência de um professor que estava à disposição.

14. Explicação

No caso do pronome “que” utilizado para explicar, observe que o sentido da oração explicativa expande o significado do termo a que se refere.

Exemplo: O aluno, que se considera inteligente, acabou errando questões fáceis.

Orações coordenadas explicativas x adjetivas

Tenha atenção para não confundir as orações coordenadas explicativas com as subordinadas adverbiais causais. Existem diferenças marcantes, como apontam os exemplos:

Oração Coordenada Explicativa

A pessoa devia estar sentindo dor, porque gritava muito (O grito não poderia ser o motivo da dor).

Logo, essas orações caracterizam-se por apontar um motivo, explicando a oração que a precede.

Orações Subordinadas Adverbiais Causais

Poliana está triste porque não foi aprovada (A reprovação é a causa da tristeza de Poliana).

Sendo assim, esse tipo de oração exprime a causa do fato. 

Agora que você sabe como usar os conectivos para redação, pratique regularmente, redigindo textos e corrigindo o que precisar. Quanto mais afiado estiver no dia da Redação, melhor!

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