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Custo da correção da redação do Enem é de R$ 15 por texto

      
Fonte: Shutterstock
O processo de correção das provas de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) envolve mais de 10 mil avaliadores, que corrigem uma média de 70 redações por dia. Os dados que definem o cenário foram obtidos pelo portal G1, por meio da Lei de Acesso à Informação, e também revelaram que desde 2009, quando foram corrigidas 3,15 milhões de redações, o custo de cada avaliação subiu de R$ 3,15 para R$ 15,88, valor praticado na edição do ano passado, quando 6,54 milhões de textos foram avaliados.

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Segundo o Ministério da Educação (MEC) informou ao G1, as redações feitas pelos candidatos não são corrigidas por funcionários do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O órgão, na realidade, contrata instituições especializadas para realizar o serviço, com o objetivo de operacionalizar a aplicação e correção das provas.

O Inep disse também que os custos apresentados incluem todos os valores referentes à estrutura necessária à correção das redações, englobando aparatos físicos, profissionais de logística e funções administrativas, capacitação de corretores e a própria correção em si. Ainda em comunicado ao portal, o órgão disse não saber quanto as empresas contratadas repassam aos corretores.

No entanto, segundo um professor que já participou das avaliações, o valor pago aos corretores é menor, já que existem descontos não comunicados previamente aos profissionais. O professor afirmou ao portal que, nos anos que corrigiu a prova, ganhou de R$ 3 a R$ 3,50 por texto. Como corrigiu 1000 redações, ganhou em torno de R$ 3 mil.

Um corretor que também relatou sua experiência ao portal, mas não pode se identificar por questões contratuais, disse que a situação é muito massacrante, que os olhos ficam ardendo (por conta da imensa quantidade de trabalho) e que por isso passam tantos erros na correção das provas.

Quem corrige a redação do Enem

O levantamento feito pelo portal de notícias da Globo também revelou que, desde a edição de 2009, as mulheres são maioria nas bancas corretoras e o nível de participação se mantém por volta dos 80%¨. Em relação à idade, 23,87% tinha entre 20 e 30 anos, outros 41,96% tinham entre 30 e 40 anos, e outros 21,09% tinham entre 40 e 50 anos.

Os Estados com maior número de profissionais trabalhando na prova, segundo dados da última edição, são São Paulo, Ceará e Minas Gerais, com 1.340, 1.274 e 801 avaliadores, respectivamente.

Para se candidatar ao trabalho, o profissional precisa ser formado em Letras e ter mestrado, doutorado ou especialização em Língua Portuguesa, em Literaturas de Língua Portuguesa ou em Linguística. Além disso, é exigida uma experiência de no mínimo 5 anos em avaliações de textos em larga escala. O nome do professor deve ser indicado à empresa por reitorias das universidades do País ou das Secretarias de Educação de cada estado.



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