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A tecnologia e a educação: como os robôs já são usados na sala de aula

      
A presença dos robôs na educação já é uma realidade
A presença dos robôs na educação já é uma realidade  |  Fonte: Shutterstock
Pode até parecer coisa de filme de ficção científica, mas a presença de robôs na educação já é uma realidade. Desde softwares até protótipos reais, a utilização desse tipo de tecnologia vem ganhando força e indicando que veio para ficar.

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Não é preciso ir muito longe para ver os efeitos do uso desse tipo de dispositivo como ferramenta para ajudar na educação. Prova disso são os vários programas de ensino à distância. Utilizando robôs de tele presença é possível dar aulas em praticamente qualquer lugar. Caso você esteja perguntando a diferença entre isso e fazer uma videoconferência, a resposta é simples: o professor em questão é retransmitido para um único dispositivo e, então, por meio do robô, é exibido para todos os alunos.

Outro objetivo dos robôs é fazer com que alunos que não podem comparecer à sala sejam capazes de acompanhar as aulas. Esse é o caso do VGo, um robô com câmera e acesso à internet que faz transmissão em tempo real e pode ser controlado pela própria criança. O VGo também faz o caminho inverso e mostra à classe quem está controlando, possibilitando uma troca similar ao que o usuário teria se estivesse no local.

Outros robôs estão sendo utilizados para ajudar alunos com autismo. O NAO – muito conhecido por dançar e até aparecer em videoclipes – é um exemplo disso. Como a comunicação com outras pessoas pode ser difícil ou até mesmo intimidante, o dispositivo é uma forma de ajudar as crianças a interagir com as outras, ensinando o que determinadas expressões significam. Estudos mostram que crianças pequenas que trabalharam com o robô aprenderam, entre outras coisas, a identificar diferentes tipos de animais e desenvolveram significativamente suas habilidades sociais.

Apesar de revolucionários, os casos citados acima ainda são difíceis de serem implementados devido ao seu alto custo, o que deve fazer com que eles ainda demorem a chegar na maioria dos países. Porém, já é possível usar a tecnologia no auxílio do aprendizado sem um custo tão elevado. Esse é o caso, por exemplo, das plataformas de ensino online usadas para complementar as aulas e que oferecem metas e premiações para que alunos e professorem acompanhem seu desenvolvimento.

Não se sabe ao certo quando o uso de robôs e tecnologias de alta performance serão predominantes no meio educativo, porém, não será surpresa se muito disso for implementado nos próximos dez ou vinte anos. A ideia é que cada vez mais os educadores tenham meios de levar o conteúdo aos seus alunos de uma maneira diferente e interessante. É difícil ter certezas em relação ao futuro – possivelmente, ainda demore um pouco mais para que robôs ocupem de maneira efetiva algum lugar na sala de aula – porém, já é possível saber que a distância não será mais limite para a educação.



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