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Entenda porque ser bilíngue faz você mais inteligente

      
Entenda porque ser bilíngue faz você mais inteligente
Entenda porque ser bilíngue faz você mais inteligente  |  Fonte: Shutterstock

Falar duas línguas ao invés de só uma tem vantagens práticas óbvias num mundo globalizado. Mas em anos recentes, os cientistas começaram a mostrar que as vantagens de ser bilíngue vão além de poder conversar com uma quantidade maior de pessoas. Aparentemente, ser bilíngue deixa você mais esperto. A habilidade tem um impacto profundo no cérebro melhorando habilidades cognitivas não relacionadas à linguagem e até protegendo o órgão de demência causada pela velhice.

Essa visão do bilinguismo é bem diferente de como ele era entendido durante o século vinte. Pesquisadores, educadores e políticos sempre consideraram uma segunda linguagem como uma interferência - cognitivamente falando - que atrasava o desenvolvimento intelectual e acadêmico da criança.

Eles não estavam errados sobre a interferência: existe ampla evidencia indicando que em um cérebro bilíngue os dois sistemas de linguagem estão ativos quando a pessoa usa um deles criando uma situação em que um sistema obstrui o outro. Mas essa interferência, como descobrem os pesquisadores, não é uma limitação e sim uma benção disfarçada. Ela força o cérebro a resolver conflitos internos, o que é um exercício que fortalece os músculos cognitivos.

Gente bilíngue é, por exemplo, mas apta a resolver alguns tipos de desafios mentais. Um estudo de 2004 feito pelas psicólogas Ellen Bialystok e Michelle Martin-Rhee, ofereceu um desafio mental para crianças da pré-escola bilíngues e monolíngues. Na primeira etapa do desafio, que era mais fácil, os resultados foram semelhantes entre os grupos, mas quando a dificuldade foi aumentada, os bilíngues foram bem melhor, e mais rápidos.

A evidência reunida por vários estudos sugere que a experiência do aprendizado de uma nova língua melhora as funções executivas do cérebro – um sistema de comandos que direciona os processos de atenção que nós usamos para planejar, resolver problemas e realizar outras atividades que exigem trabalho cerebral. Esses processos incluem ignorar distrações para se manter focado, mudar de foco voluntariamente de uma coisa para a outra e manter uma informação guardada – como se lembrar de uma sequência enquanto dirige.

A diferença que permite essa vantagem é simples: uma habilidade melhorada de monitorar o ambiente. “Pessoas bilíngues tem que mudar de linguagem com frequência – você pode falar com o seu pai numa língua e com a sua mãe em outra” diz o pesquisador Albert Costa da Universidade de Pompeu Fabra, na Espanha. “Isso requer que o indivíduo acompanhe as mudanças ao seu redor do mesmo jeito que o cérebro monitora o ambiente enquanto dirige.”

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