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Desafio Inglês 101: Rotina para aprender inglês sozinho - Parte 2

      
Desafio Inglês 101: Rotina para aprender inglês sozinho - Parte 2
Desafio Inglês 101: Rotina para aprender inglês sozinho - Parte 2  |  Fonte: Shutterstock
Cecília Melozi - Universia Brasil

Cecília Melozi

Fui professora de inglês. Agora, sou estudante de Jornalismo e faço estágio na Universia Brasil. Participo da série semanal Inglês 101. Inglês 101 significa o básico do inglês. O básico é saber aprender inglês da forma certa, sem sofrimento e com a menor quantidade de dificuldades possível. Por isso vou apontar a direção certa. Vamos começar?

Na última semana de março, eu propus um desafio para quem quer aprender inglês sozinho: seguir uma rotina de aprendizado por pelo menos um mês, e ouvir muita música, assistir muita série e fazer algumas mudanças pequenas na sua rotina. Muito sofrimento, não é? Conta aí nos comentários como está sendo a sua experiência!

Mais uma vez, vale lembrar que seguir o seu ritmo é mais importante do que qualquer outra coisa. Se você sentir que não está pronto para aplicar o seu conhecimento, ou ainda não desenvolveu seu vocabulário o tanto quanto gostaria, continue na primeira parte da rotina. Não precisa ter pressa. Lembre-se que aprender não é uma corrida, e mesmo se fosse, o inglês tem um ditado ótimo sobre isso: “Slow and steady wins the race” (Lento e estável ganha a corrida), ou seja, é melhor ir devagar do que tentar sair correndo e perder o fôlego no final.

Sabe como ter certeza de que você está pronto para passar para a próxima fase? É quando as coisas da parte anterior já estão tão presentes na sua rotina que você não faz mais esforço para incluí-las lá. Aprender inglês é, acima de tudo, uma questão de mudança de hábitos. Então mesmo depois de começar a segunda parte da rotina, não abandone os hábitos que você já adquiriu!

A rotina – Parte 2

Essa é a parte em que você passa a aplica os conhecimentos que têm. Antes, a ideia era observar e absorver. Agora, você vai treinar. Mais uma vez, as atividades estão organizadas em ordem crescente de dificuldade, então comece de cima, e vá descendo.

1. Treine a escrita das palavras

Se você já tem certo conhecimento de vocabulário, vai entender a maioria das palavras que lê, mas na hora de escrevê-las por conta própria, vai bater aquela dúvida em como elas são escritas. É normal. Por enquanto, essas palavras estão guardadas na sua cabeça só como entendidas, não como usáveis. Para tornar o processo de transição de um campo para o outro mais fácil, eu recomendo o site Typeracer.

Ele é um site para treinar a velocidade de digitação, que coloca trechos de livros e músicas e pede que você os redigite o mais rápido que conseguir. Seu objetivo original não é ensinar inglês, mas ele é ótimo para obrigar você a lembrar a grafia das palavras. O site tem uma opção em português, mas obviamente, continue com ele em inglês.

Como fazer: Entre no modo treinamento e leve tanto tempo quanto você quiser. Leia as palavras com calma e digite sem pressa. Se eventualmente você começar a ganhar velocidade, ótimo. Se não, esse não era o objetivo mesmo.

O que é treinado: Gramática, construção frasal, e de lambuja, velocidade de digitação. Frequência: Pelo menos uma vez por semana, tire 30 minutos para digitar. Se você tomar gosto pela coisa, aumente a frequência.

2. Entre num grupo de conversa em inglês

Num passado distante, quando os sites ainda eram quadrados, eu entrei num site infantil chamado Neopets. Eu o frequentei por anos, e foram nos neofóruns que eu tive a primeira oportunidade de conversar com um nativo da língua inglesa. A comodidade de usar um site que eu gostava, fazendo algo que eu gostava de fazer, permitiu que eu aprendesse inglês sem nem perceber. Você pode fazer o mesmo.

Não estou falando que é uma boa ideia que um adulto crie um neopet e converse com crianças, qualquer site com uma comunidade ativa serve. O importante aqui é que você interaja. Não basta mais só ouvir, tente responder também. Se você já frequenta algum site que tem a opção em inglês, só passe para esse lado. Se não, a Wikipédia tem algumas listas das comunidades online com mais de um milhão de usuários, divididas por faixa etária principal e temas discutidos (como essa e essa). Algumas sugestões de sites bem amplos em temas são o Tumblr e o Quora.

Se você prefere algo mais rápido, pode aproveitar a internet para começar uma conversa rápida com um estranho. Essa é a proposta do Omegle, escolha um assunto, e fale com um estranho. Eles também têm uma opção em vídeo que pode ser muito útil para o próximo passo.

O que é treinado: Conhecimento de expressões utilizadas pelos falantes da língua, construção de frases e vocabulário.

Frequência: Envolva-se com pelo menos um tópico por semana, tente se enturmar com algum grupo e manter contato com as pessoas. Além de aprender inglês, você pode acabar fazendo amizades no exterior!

3. Converse em voz alta

Falar uma língua nova é motivo para timidez em qualquer um, mas as gaguejadas e palavras pronunciadas erradas fazem parte da jornada de todo poliglota. Respire fundo e saiba: você vai errar, o único jeito de aprender é treinando.

Ter a experiência imersiva de viajar para um país onde as pessoas falam inglês é o melhor jeito de praticar, afinal, você não tem escolha senão falar no idioma. Mas não é a única forma de aprender. Praticar com outra pessoa que também está aprendendo ajuda muito, e deixa todo mundo mais comprometido com o aprendizado. Você pode combinar encontros semanais para conversar em inglês, por exemplo.

Outra forma é encontrar o videochat online que mais combina com você, e conversar com nativos na língua ou outras pessoas aprendendo. As salas de chat de jogos, do Xbox e do Playstation podem ser um desses lugares, afinal, vocês já vão ter um interesse em comum. Também existem vários sites centrados no aprendizado do inglês, como o italki e o How Do You Do?.

4. Gramática

Se você chegou aqui, já deve ter desenvolvido um vocabulário bacana, já é familiar com algumas expressões e até é capaz de escrever por conta própria. Se tudo deu certo, você até passou a gostar desse aprendizado. Pois agora é a hora de oficializar todo esse aprendizado e adicionar um pouco de gramática e regras a essa mistura. Os cursos de inglês são um caminho possível para isso, mas como eu já disse anteriormente, eles não são a sua única possibilidade (e nem uma garantia de aprendizado).

Uma boa ferramenta gratuita para isso é o Duolingo. O aplicativo funciona de forma muito semelhante a um curso de inglês, onde você pode treinar tudo desde pronuncia até a gramática. As lições são aulas bem curtas, que você pode ir fazendo aos poucos de acordo com o seu nível na língua. Ele é recomendado principalmente para “oficializar conhecimentos”, ou seja, validar as coisas que você já desconfia. Eu o usei para aprender francês, e minha experiência mostrou que ele é uma ótima ferramenta para regras gramaticais e estruturas frasais, mas não funciona tão bem em outros aspectos, como aquisição de vocabulário.

Se você for uma pessoa que prefere aprender praticando e quer complementar a teoria, proponha-se a escrever em inglês. Um diário, uma história curta, um poema, qualquer coisa que você queira está valendo. Existem vários programas que se propõe a corrigir textos em inglês, entre eles o próprio Word e o Write&Improve da Universidade de Cambridge.

Para refinar a sua gramática, você também pode usar o Quizlet, que tem milhões de cartas de estudos com os temas mais variados. Entre eles estão os "Embarrassing Mistakes Brazilians Make in English" e o "15 Common Mistakes Brazilians Make in English", que são feitos especialmente para brasileiros, e focam em consertar os erros mais comuns de quem aprende a língua.

O que é treinado: Gramática e o uso prático da língua.

Frequência: Se for usar o Duolingo, obedeça o planejamento diário que mais funcionar para você. Se preferir começar a escrever por conta, defina um número de palavras diário (ou qualquer outro objetivo que você quiser, como escrever meia hora por dia) e tente ao máximo obedecer o seu planejamento.

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