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Inglês americano e inglês britânico: Qual a diferença?

      
Inglês americano e inglês britânico: Entenda a diferença com trailers de filmes
Inglês americano e inglês britânico: Entenda a diferença com trailers de filmes  |  Fonte: Shutterstock
Cecília Melozi - Universia Brasil

Cecília Melozi

Fui professora de inglês. Agora, sou estudante de Jornalismo e faço estágio na Universia Brasil. Participo da série semanal Inglês 101. Inglês 101 significa o básico do inglês. O básico é saber aprender inglês da forma certa, sem sofrimento e com a menor quantidade de dificuldades possível. Por isso vou apontar a direção certa. Vamos começar?

O inglês é a terceira língua com mais falantes nativos do mundo, se espalhando por três continentes, e seis países. Pensando só nos falantes nativos, são mais de 330 milhões de pessoas que não falam exatamente a mesma língua. As diferenças entre essas modalidades do idioma são notáveis, desde pequenas expressões que só existem num idioma ou outro, até a pronunciação das palavras, que pode mudar dramaticamente.

Só pense em como pode ser difícil entender a fala ou a escrita do português de Portugal. Mesmo que você acabe se acostumando, qualquer um vai concordar que não é exatamente a mesma coisa. Para refrescar a sua memória de quão diferente as duas línguas são, veja esse trailer de um filme português:

Diferente, não é? Pois é assim que funciona no inglês também. Principalmente na língua falada, o inglês das diferentes nacionalidades tende a variar muito. É uma boa ideia ter uma noção dessa diferença, seja porque você está aprendendo com o objetivo de ir morar em um certo país, ou para saber o que esperar dos falantes de cada país.

Eu separei as duas modalidades mais populares entre os brasileiros que aprendem inglês - a americana e a britânica - e a seguir, vou explicar algumas das características mais marcantes de cada uma. Assista os vídeos para perceber como cada inglês soa e tente identificar as diferenças além das que eu apontei. Se você se sentir confortável, pode imitar a pronúncia das palavras em voz alta! Confira:

Inglês americano

Já ouviu que para falar inglês você precisa “colocar uma batata na boca”? Isso é especialmente verdade com o inglês americano. Os sons das palavras são abertos, e eles nunca produzem sons como o “r” forte presente em “marido” ou "marreta". Ao invés disso, eles puxam o “r” e produzem um som parecido com como um paulista falaria a palavra “porta”.

No trailer de “Mean Girls” (Garotas Malvadas), repare em como eles pronunciam a palavra “Africa”. O som é arredondado, bem diferente do português, que deixa o “r” mais estridente.

Outra característica do inglês americano é não pronunciar nitidamente algumas letras, ou do jeito que você esperaria. Os “t” são uma vítima comum. Depois de consoantes, o som dele some, em outras ele soa como um "d" e às vezes ele se manifesta como o "t" que você esperava. Repare em como Regina George diz a frase “So you’ve never been to a real school before?” (segundo 0:27 do trailer). O “t” praticamente some. A mesma coisa acontece em palavras como “victim”, “Toronto”, “ninety” e “entertain”.

Diferentemente do português brasileiro, que pronuncia bem o fim das palavras (pense em como você fala a palavra “marcante”. O “te” provavelmente tem um som de “tchi” em algum grau), o inglês americano deixa só um rastro do som, principalmente em palavras como “York”, que terminam com uma letra solitária marcando um som. O “k” é curto e simples, um “qui” discreto, quase um estalo.

Os “g” no fim de palavras também são só decorativos. Em palavras como “writing”, “painting” e “swimming”, o inglês americano simplesmente não pronuncia o “g”. Por isso é comum encontrar a forma mais casual com um ‘ ao invés do g: “comin’”, “dancin’”, “lovin’”. Mas cuidado, o uso da abreviação é extremamente casual, e não deve ser incluído em textos com um grau mais alto de formalidade.

Expressões do inglês americano:

Dude, buddy, pal: as três palavras são sinônimo para amigo, companheiro, colega. É uma forma de tratamento que pode significar tanto que alguém é um amigo quanto uma forma de falar com um estranho.
“He’s my buddy” – “Ele é meu amigo”
“What are you doing, pal?” – “O que você está fazendo colega?”

Fall: palavra americana para outono.

My bad:
significa literalmente “a culpa foi minha”. É uma forma casual de pedir desculpas por coisas pequenas.
“I forgot it, my bad.” – “Eu esqueci, desculpa.”

Do the math: nessa expressão estão duas coisas em que os americanos diferem dos britânicos. A primeira delas é que para o inglês americano, a abreviação de “mathematics” (matemática) é “math”, e no inglês britânico é “maths”. A expressão em si significa raciocinar, entender uma situação.

Inglês britânico

O inglês britânico soa mais "seco" que o inglês americano. Ele dá mais espaço para letras que produzem um som de estalo como o "c" e o "t", e acompanha alguns sons de lufada de ar que os deixa mais em evidência, como "th", "ch" e "f". Perceba como a Emma Watson mostra essas características nesse vídeo:

Lembra como os americanos puxavam todo e qualquer “r”? Os britânicos fazem o contrário. Repare que, no começo do vídeo, as palavras “for”, “word”, “script”, “hours”, “perfect” quase perdem o som de “r”. Eles são mais secos, mais parecidos com a forma de um baiano falaria a palavra “elevador” (“elevadô”).

Outra grande característica são as vogais fechadas. Veja isso no trailer de Harry Potter e a Pedra Filosofal:

Repare em como o Harry fala a palavra “what”, quando Hagrid lhe conta que ele é um bruxo. O som é fechado, parecendo quase um “wót”. Compare com o trailer anterior, de Mean Girls. No minuto 1:50, quando Regina George fala “what”, o “a” é muito mais aberto.

O inglês britânico também tem certas diferenças de grafia que podem causar confusão em quem está aprendendo. Algumas palavras ganham um “u” ou são escritas de forma diferente, como “colour” (no inglês americano “color”), ou centre (que no inglês americano é “center”). É importante ressaltar que nenhuma das grafias está errada, mas é importante que, num texto, você se atenha ou a um inglês ou ao outro. Assim como um brasileiro não escreveria que alguém é um “génio” ou que vai fazer um “planeamento”.

Expressões do inglês britânico:

Mate: amigo, companheiro, colega. É uma forma de tratamento que pode significar tanto que alguém é um amigo quanto uma forma de falar com um estranho.
"He’s my mate." – Ele é meu amigo
"What are you doing here, mate?" – O que você está fazendo aqui, companheiro?

Autumn: palavra britânica para outono.

Sod: essa é uma palavra multiuso que, combinada com outras pode adquirir significados completamente diferentes. “Sod all”, significa “nada”. “Sod off” significa “saia daqui”. “Sod it” significa “eu desisto”.

Bloody: a palavra significa literalmente “sangrento”, mas os ingleses a usam como uma forma de enfatizar uma ideia. É um xingamento leve, que pode ser usado para expressar surpresa ou descontentamento, e encaixado antes de praticamente qualquer substantivo.
“Bloody hell!” – “Que inferno!”
“That’s a bloody disaster!” – “Isso é um grande disastre!”

*Essas características podem variar em intensidade dependendo da região do país (pense nas diferenças entre como fala um mineiro e um carioca).

Mas afinal, qual é o melhor para aprender?

Na maioria das vezes, o inglês americano é a melhor opção. Ele é o mais aceito internacionalmente, o com mais falantes nativos e também é o inglês com que você provavelmente já teve mais contato. Isso não significa que ele é o único que você pode aprender! Se você quer ir morar no Canadá, por exemplo, é uma boa ideia direcionar seu estudo às expressões e pronúncias do país, e o mesmo vale para qualquer outra modalidade.

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