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Resumo: Neoclassicismo para Enem e vestibulares

      
Resumo: Neoclassicismo para Enem e vestibulares
Resumo: Neoclassicismo para Enem e vestibulares  |  Fonte: Universia Brasil

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O neoclassicismo é o movimento artístico seguinte ao barroco dos séculos XVI e XVII, e se opõe às principais características dele. O estilo neoclássico dá mais valor à ideologia iluminista, e rejeita a religiosidade exacerbada. É mais provável que ele seja cobrado em provas que têm autores neoclássicos na sua lista, como Antônio Gonzaga e Bocage.

Em parceria com o Anglo Vestibulares, a Universia Brasil preparou um resumo completo dos principais conteúdos de literatura para o Enem e vestibulares. O professor de literatura do Anglo Vestibulares André Koloszuk, contou tudo o que você precisa saber sobre os movimentos literários. Desde o contexto histórico, até os principais autores, você confere tudo sobre o neoclassicismo seguir:

Contexto Histórico

Para estudar o Neoclassicismo é necessário entender o contexto em que ele foi produzido, ou seja, o Iluminismo (século XVIII). Durante essa época, as elites intelectuais da Europa rejeitaram o poder da Igreja e passaram a valorizar a razão, o equilíbrio e a ciência.

Isso é o resultado de uma série de coisas. Entre elas ascensão da burguesia, que passa a ter algum poder e percebe que o poder da Igreja só beneficia os nobres; o terremoto de Lisboa em 1755, que destruiu as construções barrocas da cidade portuguesa e abalou a fé dos católicos; e é a consequência das Reformas Protestantes, que aos poucos descentralizaram o poder da religião.

Antes disso, durante o período da Contrarreforma da Igreja Católica (a resposta da Igreja às reformas protestantes), a religião era o foco das obras e a opulência era a regra. O Neoclassicismo rejeita tudo isso e coloca o ser humano no centro (antropocentrismo) quando antes Deus era o centro (teocentrismo), além de pregar a simplicidade acima de tudo.

Enquanto isso no Brasil...

No século XVIII, o Brasil já era uma colônia bem estabelecida, com elites que estudavam na Europa e voltavam com a mente cheia dos ideais iluministas. Assim como movimentos anteriores, o Brasil não chegou à se desenvolver além do que era trazido da Europa e atingir características propriamente brasileiras, mas isso não significa que ele não teve um grande impacto. Foi apenas no século XIX, com a chegada da corte brasileira, que o neoclassicismo se manifestou de verdade por aqui e substituiu o barroco na arquitetura e na arte. Esses ideais também influenciaram a Inconfidência Mineira, movimento que defendia a liberdade individual (mesmo que só das elites). Na literatura neoclássica, as ideias do bom selvagem e do nativismo são encontradas com frequência.

Principais Características

Ao mesmo tempo que se opõe ao Barroco, o Neoclassicismo resgata as características do Classicismo (movimento anterior ao Barroco), como a valorização da cultura greco-romana, as regras acadêmicas de forma e técnica, e o ideal de equilíbrio.

A principal diferença entre os dois movimentos é que o Classicismo só reproduzia os ideias e mitos greco-romanos, enquanto os neoclassicistas se propunham a discutir os valores clássicos, olhando-os com um olhar crítico com o objetivo de melhor aplicá-los no presente. Pensando na ascensão da ciência e do ideal da razão gerada pelo Iluminismo, essa é uma mudança inevitável.

O ARCADISMO

Na poesia, o Neoclassicismo também é chamado de Arcadismo. Aqui, o principal é a relação dos seres humanos com a natureza, e a rejeição da cidade, que de acordo com eles corrompe o indivíduo. Eles agiam se guiando a partir de 5 máximas em latim. Elas são:

Inutilia Truncat: Cortar da arte tudo o que é inútil. Essa é uma oposição clara aos exageros do barroco.

Locos Amenos: A busca por um local ameno, a paisagem bucólica do campo, afastada das cidades.

Aurea mediocritas: A mediocridade de ouro é a busca por estar na média. O neoclassicismo valoriza muito a natureza, e a natureza está na média, é equilibrada.

Fugere Urbe: A fuga do ambiente urbano para o locus ameno, a paisagem bucólica.

Carpe Diem: Viver o presente em plenitude. Ou seja, aproveitar o que o presente têm a oferecer, cada segundo conta. Não é exatamente no sentido capitalista de produzir o máximo possível, mas sim estar no presente sempre.

Principais artistas

Tomás Antônio Gonzaga

Tomás Antônio Gonzaga

Poeta Português
1744-1810

Tomás Antônio Gonzaga foi o autor da obra Marília de Dirceu, uma grande serenata à sua amada. O livro foi escrito no Brasil, em homenagem à brasileira Maria Doroteia Joaquina de Seixas Brandão, e é tido como um dos melhores livros da língua portuguesa. A poesia é amorosa e os versos são simples como era tradicional no neoclassicismo.

Bocage

Bocage

Poeta Português
1765-1805

Bocage escreveu um grande número de poemas arcadistas. Considerado um dos maiores escritores portugueses, Bocage é conhecido pelos seus poemas eróticos e satíricos. Não é incomum que vestibulares e o Enem cobrem conhecimentos sobre o livro 'Poesias Eróticas, Burlescas e Satiricas', obra que foi publicada após a sua morte.

Neoclassicismo na arte:

Carta de Amor de John William Godward

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Homero e o Seu Guia de William-Adolphe Bouguereau

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Morte de Marat de Jacques Louis David

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Como cai?

Torno a ver-vos, ó montes; o destino
Aqui me torna a pôr nestes outeiros,
Onde um tempo os gabões deixei grosseiros
Pelo traje da Corte, rico e fino.
Aqui estou entre Almendro, entre Corino,
Os meus fiéis, meus doces companheiros,
Vendo correr os míseros vaqueiros
Atrás de seu cansado desatino.
Se o bem desta choupana pode tanto,
Que chega a ter mais preço, e mais valia
Que, da Cidade, o lisonjeiro encanto,
Aqui descanse a louca fantasia,
E o que até agora se tornava em pranto
Se converta em afetos de alegria.

(Cláudio Manoel da Costa. In: Domício Proença Filho. A poesia dos inconfidentes. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2002, p. 78-9.)

(Enem)
Considerando o soneto de Cláudio Manoel da Costa e os elementos constitutivos do Arcadismo brasileiro, assinale a opção correta acerca da relação entre o poema e o momento histórico de sua produção.

a) Os “montes” e “outeiros”, mencionados na primeira estrofe, são imagens relacionadas à Metrópole, ou seja, ao lugar onde o poeta se vestiu com traje “rico e fino”.
b) A oposição entre a Colônia e a Metrópole, como núcleo do poema, revela uma contradição vivenciada pelo poeta, dividido entre a civilidade do mundo urbano da Metrópole e a rusticidade da terra da Colônia.
c) O bucolismo presente nas imagens do poema é elemento estético do Arcadismo que evidencia a preocupação do poeta árcade em realizar uma representação literária realista da vida nacional.
d) A relação de vantagem da “choupana” sobre a “Cidade”, na terceira estrofe, é formulação literária que reproduz a condição histórica paradoxalmente vantajosa da Colônia sobre a Metrópole.
e) A realidade de atraso social, político e econômico do Brasil Colônia está representada esteticamente no poema pela referência, na última estrofe, à transformação do pranto em alegria.

Alternativa: B



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