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Resumo: Simbolismo e Pré-modernismo para Enem e vestibulares

      
Resumo: Simbolismo e Pré-modernismo para Enem e vestibulares
Resumo: Simbolismo e Pré-modernismo para Enem e vestibulares  |  Fonte: Universia Brasil

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O simbolismo e o pré-modernismo são os movimentos seguintes ao realismo do século XIX. Por mais que nenhum deles seja considerado uma escola literária, ambos foram vitais para conectar a estética realista ao modernismo e aconteceram na mesma época. O simbolismo se opõe aos ideais cientificistas e objetivos, e passa a valorizar os sonhos e o inconsciente. Enquanto o pré-modernismo começa a introduzir os conceitos que dominam as três gerações do modernismo.

O vestibulando deve entender sobre esses movimentos para compreender o modernismo, que é a escola que mais cai no Enem. Veja a seguir o resumo com os principais pontos do simbolismo e do pré-modernismo preparado pela Universia Brasil em parceria com o professor de literatura do Anglo VestibularesAndré Koloszuk:

Contexto Histórico

É no século XIX que surgem as teorias cientificistas e que começa a Revolução Industrial. A reação inicial a isso foi o realismo, que examinava a realidade com um olhar pretensamente objetivo, mas o simbolismo (que surge nas últimas décadas do século XIX) se opõe a essa análise fria. Ao invés disso, esse movimento usa as teorias da psicanálise de Freud e o estudo do inconsciente para criar um olhar subjetivo da realidade, muito parecido com o olhar do romantismo. O pessimismo substituíra o deslumbramento, o que abriu espaço para o simbolismo e o pré-modernismo.

Enquanto isso no Brasil...

O movimento simbolista só chegou no Brasil em 1893, com as obras de Cruz e Sousa. O pré-modernismo se desenvolveu paralelamente, mesmo que não exista uma data oficial marcando seu início. Nessa época, o país passava por guerras civis e mudanças econômicas, ou seja, um período com abertura para questionamento e pessimismo.

Principais características

O simbolismo é ao mesmo tempo uma oposição ao realismo e um apoio ao cientificismo. Os estudos do inconsciente guiaram esse movimento que procura se aproximar dos sonhos, usando uma visão subjetiva da realidade e a combinando com a vagueza (sugerir ao invés de dizer). A preocupação com a forma era grande: a poesia deveria ser aproximar da música.

O pré-modernismo, por outro lado, busca certo realismo, mas não dá mais tanta importância para as teorias cientificistas. O retrato da pobreza e da marginalização começam a ser temas mais centrais, mas nenhuma dessas características chegaria no seu auge antes de 1922, com o começo do modernismo.

Principais artistas

Euclides da Cunha

Euclides da Cunha

Autor do pré-modernismo
1866-1909

Euclides da Cunha foi um dos jornalistas que cobriu a guerra de Canudos. Ele foi enviado pelo jornal “A Província de S. Paulo” para reforçar o discurso aceito na época de que Antônio Conselheiro queria restaurar a monarquia e precisava ser detido. Chegando lá, no entanto, ele encontrou uma situação bem diferente, e registrou tudo jornalisticamente no livro “Os Sertões”. Pela primeira vez, a miséria ganha destaque na literatura brasileira.

Cruz e Sousa

Cruz e Sousa

Poeta Brasileiro
1861-1898

Cruz e Sousa inaugurou o simbolismo no Brasil com os poemas "Missal" e "Broquéis". Como era típico do movimento, as suas obras são cheias de referências ao oculto, além de fazer várias referências à cor branca e à transparência.

Simbolismo e Pré-modernismo na arte:

O Grito

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A Noite Estrelada

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Como cai?

(FCC-BA)
Fazendo um paralelo entre Os Sertões, de Euclides da Cunha, e Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, pode-se afirmar:

a) Em ambas as obras predomina o espírito científico, sendo analisados aspectos da realidade brasileira.
b) Ambas têm por cenário o sertão do Brasil setentrional, sendo numerosas as referências à flora e à fauna.
c) Ambas as obras, criações de autores dotados de gênio, muito enriqueceram a nossa literatura regional de ficção.
d) Ambas têm como principal objetivo denunciar o nosso subdesenvolvimento, revelando a miséria física e moral do homem do sertão.
e) Tendo cada uma suas peculiaridades estilísticas, são ambas produto de intensa elaboração de linguagem.

Alternativa: E

(ENEM – 2010)
Cárcere das almas
Ah! Toda a alma num cárcere anda presa,
Soluçando nas trevas, entre as grades
Do calabouço olhando imensidades,
Mares, estrelas, tardes, natureza.
Tudo se veste de uma igual grandeza
Quando a alma entre grilhões as liberdades
Sonha e, sonhando, as imortalidades
Rasga no etéreo o Espaço da Pureza.
Ó almas presas, mudas e fechadas
Nas prisões colossais e abandonadas,
Da Dor no calabouço, atroz, funéreo!
Nesses silêncios solitários, graves,
que chaveiro do Céu possui as chaves
para abrir-vos as portas do Mistério?!

(CRUZ E SOUSA, J. Poesia completa. Florianópolis: Fundação Catarinense de Cultura / Fundação Banco do Brasil, 1993.)

Os elementos formais e temáticos relacionados com o contexto cultural do Simbolismo encontrados no poema Cárcere das almas, de Cruz e Sousa, são:

a) a opção pela abordagem, em linguagem simples e direta, de temas filosóficos.
b) a prevalência do lirismo amoroso e intimista em relação à temática nacionalista.
c) o refinamento estético da forma poética e o tratamento metafísico de temas universais.
d) a evidente preocupação do eu lírico com a realidade social expressa em imagens poéticas inovadoras.
e) a liberdade formal da estrutura poética que dispensa a rima e a métrica tradicionais em favor de temas do cotidiano.

Alternativa: C


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