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Literatura no Enem e nos vestibulares: os conteúdos mais importantes

      
Literatura no Enem e nos vestibulares: os conteúdos mais importantes e como eles caem
Literatura no Enem e nos vestibulares: os conteúdos mais importantes e como eles caem  |  Fonte: Shutterstock

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Sabe aquela sensação de ter estudado tudo o que não caiu para uma prova? Então, dá para evitá-la no vestibular. Por mais que a gama de conteúdos em todo vestibular seja muito ampla, o Enem, a Fuvest e a Unicamp têm o costume de cobrar alguns assuntos mais do que outros todos os anos. Nada melhor do que usar esse conhecimento para direcionar os seus estudos!

Claro que isso não significa que não é necessário estudar tudo, afinal, um conteúdo cair pouco não significa que ele não será cobrado, mas pode ser uma boa ideia dar um foco especial nos conteúdos mais recorrentes.

A Universia Brasil conversou com o professor de literatura do Anglo Vestibulares André Koloszuk sobre os temas de literatura que mais aparecem no Enem, na Fuvest e no vestibular da Unicamp.

A seguir, veja as dicas do professor sobre como eles são cobrados, e qual deve ser o foco do estudante na hora de estudar. Confira:

Enem

O movimento literário que mais aparece no Enem é o modernismo. Segundo o professor, a prova dá mais destaque a escolas literárias do final do século XIX e do começo do século XX, o que inclui o modernismo e o pré-modernismo.

Esses movimentos aparecem em questões cada vez mais contextualizadas, e menos diretas, ou seja, dificilmente uma questão pedirá apenas que você nomeie um movimento a partir de uma lista de categorias. Ao invés disso, o exame prefere mostrar um quadro ou o trecho de um texto, por vezes até dizendo a qual movimento ele pertence no enunciado, e pedindo que o candidato diga quais são as características do “A prova do Enem tem mais interpretação de texto e quadro, pinturas famosas e identificação de características do movimento”, afirma o professor.

O foco é muito maior na interpretação do aluno do que em decorar conteúdos. Mais do que saber recitar de cabeça as principais características, é importante saber relacionar um movimento com o outro, e ter a sagacidade de perceber temáticas comuns entre eles, como elas se assemelham e como elas se diferenciam.

Por que estudar todos os movimentos literários

Pode ser tentador pegar essa lista bem mais enxuta de conteúdos para estudar, e deixar para trás conteúdos que não caem tanto, como o renascimento e o parnasianismo. O problema dessa estratégia é que todos os movimentos são interligados. Uma linha de pensamento é sempre uma reação ao pensamento anterior, seja de oposição ou de semelhança. Portanto, para entender bem o modernismo exigido no Enem, é vital que você entenda como ele se opõe ao parnasianismo. Para entender o parnasianismo, deve-se saber a sua relação com o realismo e assim por diante.

Fuvest e Unicamp

Na Fuvest e na Unicamp o foco costuma ser diferente, já que as questões de literatura são relacionadas à lista de leituras obrigatórias. Segundo o professor, “não tem como passar no vestibular sem ler a lista de livros”. Assim como é necessário entender os movimentos para entender as obras, só dá para compreender as obras conhecendo os movimentos aos quais elas pertencem. Ele diz que as provas de literatura estão ficando cada vez mais complicadas, exigindo menos o conhecimento do enredo das obras, e mais análises profundas sobre cada obra.

Os movimentos de destaque costumam ser o romantismo e o realismo. Esse ano, como a inclusão das obras do padre Antônio Vieira na lista da Unicamp, o barroco também ganha importância.

Assim como no Enem, nem a Fuvest nem a Unicamp têm um foco conteudista: “Os vestibulares dificilmente pedem para que o aluno identifique diretamente uma escola, isso caía mais nos vestibulares antigos. Hoje, o que cai mais é identificar a escola literária do livro”, afirma o professor Koloszuk.

Como estudar
O melhor jeito de entender uma escola literário é lendo os livros que pertencem à ela e entendendo o contexto histórico em que ela está inserida. A dica do professor é conectar seus estudos de história e literatura: monte um mapa das escolas literárias e seus períodos, sempre relacionando os principais acontecimentos com a forma como isso se refletiu na mentalidade das pessoas. “A arte é a manifestação da sociedade, entender a arte é entender as pessoas. Entender as pessoas é entender o contexto em que elas vivem”, ele afirma.


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