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SALDO POSITIVO - Como bancar a conta da universidade?

      
SALDO POSITIVO: Como bancar a conta da universidade?
SALDO POSITIVO: Como bancar a conta da universidade?  |  Fonte: Universia Brasil
Andy de Santis - Universia Brasil

Andy de Santis

Educadora e consultora financeira. Ela comanda a série Saldo Positivo. Acompanhe!

Para ampliar suas chances de construir um futuro mais próspero, vale a pena investir em um curso de graduação: quem tem formação acadêmica tem mais oportunidades no mercado de trabalho, além de ter acesso a salários até 25% mais altos. No entanto, estudar em uma faculdade pode ser mais caro do que a família do estudante está apta a pagar. O que fazer nesses casos?

Antes de buscar um crédito estudantil, comece fazendo seu planejamento financeiro:

1. Coloque no papel uma projeção de todos os custos que a universidade poderá gerar no seu orçamento mensal, tais como matrícula, mensalidade, livros, cópias impressas, equipamentos, internet, transporte e alimentação. Assim você terá menos surpresas ao longo do curso com despesas não previstas.

2. Busque uma bolsa de estudos: inscreva-se no Prouni, na Fundação Estudar ou procure a própria universidade para negociar uma redução no preço da mensalidade. Com a crise econômica e a concorrência acirrada, as faculdades estão muito mais abertas a dar bons descontos para viabilizar a entrada de novos alunos. O Querobolsa é um portal que reúne centenas de opções de bolsas para você pechinchar.

3. Se você irá pagar pelo curso, veja se a empresa onde trabalha tem programas de incentivo. Algumas companhias pagam até 50% das mensalidades, desde que o curso esteja ligado à sua área ou segmento de atuação. Informe-se no departamento de recursos humanos.

4. Caso seus pais ou familiares custeiem as mensalidades, ofereça-se para organizar as contas e analisar junto com eles o que pode ser eliminado ou reduzido para encaixar as novas despesas no orçamento.

Se mesmo assim, a conta ainda for alta para seu bolso: calma! Cursar uma graduação é um investimento para o futuro e há uma série de opções de crédito que podem contribuir para a conclusão do seu curso. Compare as alternativas a seguir e não deixe nada impedir você de se formar.

CRÉDITO ESTUDANTIL

É sempre uma opção mais indicada do que entrar nos juros do cheque especial ou do cartão de crédito, pois ao definir a finalidade do crédito, permite às instituições trabalharem com juros mais baixos e prazos mais longos do que outras opções de financiamento.

PÚBLICO - FIES

O Fundo de Financiamento Estudantil (FIES) é o programa do Ministério da Educação destinado a financiar a graduação em instituições privadas. Desde 2015, a taxa de juros aplicada no programa é de 6,5% ao ano, prazo de carência de 18 (dezoito) meses e ainda com período de amortização de até 3 (três) vezes o tempo de permanência na condição de financiado. Isso significa que você começa a pagar o financiamento bem depois de iniciar os estudos. Por ser um programa governamental, o orçamento é limitado e a seleção também, por isso a concorrência é alta e muitas vezes não atende a todos os interessados.

PRIVADO

Para atender à grande demanda, alguns bancos privados e financeiras possuem convênio com instituições para oferecer crédito a universitários, tanto para pagar mensalidades quanto para financiar despesas extras como materiais escolares, livros, computadores e outros custos.

A seguir, indicamos links para você simular seu crédito e fazer a escolha com base em suas possibilidades. Lembre-se sempre de calcular o valor total a ser pago e compare o CET (Custo Efetivo Total), que representa a soma de todas as despesas do seu financiamento.

1. O Credi-Universidade do Santander é um programa que oferece crédito de até R$ 2 mil para suas despesas acadêmicas. Quem já tem uma formação universitária e quer fazer sua pós-graduação pode contar com o Programa Jovem Profissional, que oferece até 100% do financiamento de cursos de pós-graduação ou extensão.

2. O crédito universitário PRAVALER é oferecido pela Ideal Invest, uma empresa fundada em 2001 especializada em soluções financeiras para o setor de educação privada, tanto para cursos técnicos, como para graduação e pós-graduação. O financiamento pode ser solicitado mesmo antes de começar a estudar, mas só será aprovado após a matrícula e pode chegar a até 50% do valor do curso.

3. O crédito universitário do Bradesco financia até um semestre da mensalidade em até 12 parcelas. Oferece também opções de crédito para material didático, intercâmbio, MBA e Pós-graduação.

CRÉDITO CONSIGNADO

Outra opção a ser considerada é o empréstimo consignado, oferecido para pessoas com carteira assinada.

Como as parcelas são descontadas diretamente do salário, as taxas e prazos podem atrativas e próximas à do crédito estudantil, porém com um risco adicional que você precisa levar em conta. Se amanhã ou depois você for desligado, ou a empresa poderá usar parte da sua rescisão para quitar o crédito ou você terá que migrar para o credito pessoal, com taxa maior.

Caso tenha interesse, verifique com o departamento de recursos humanos de sua empresa se há convênio com alguma instituição financeira que ofereça o produto.

CONSÓRCIO

Ao contrário do que muitos pensam, o consórcio não serve apenas para comprar carros e imóveis, pode ser usado também para financiar cursos.

É uma boa opção para quem não tem pressa em iniciar o curso ou está programando começar os estudos daqui a alguns anos, pois não tem juros, apenas a taxa de administração da empresa que gerencia os grupos.

Se você tem pressa, não quer correr o risco de começar o seu curso e tem algum dinheiro guardado, uma opção é ofertar um lance para começar seu curso agora. Caso tenha que contar apenas com o sorteio, corre o risco de ser sorteado na última parcela e seu curso terá que esperar. Conheça as administradoras de consórcio autorizadas a operar pelo Banco Central e faça já sua pesquisa.

O QUE NÃO FAZER

Se em algum momento da faculdade você ou sua família tiverem problemas com o pagamento das mensalidades do curso, fuja das dívidas mais caras, como cartão de crédito, cheque especial ou empréstimos pessoais.

Uma conversa pode resolver tudo: universidades costumam ter programas de bolsas específicos para alunos de baixa renda e toda dívida na instituição de ensino pode ser negociada – eles não vão querer prejudicar a formação do estudante e, por isso, podem facilitar o pagamento de acordo com a realidade do jovem.

Em último caso – último mesmo! –, tranque a matrícula e retorne à faculdade quando conseguir quitar as prestações ou dívidas, recomeçando o planejamento financeiro do zero e evitando imprevistos futuros.



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