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Reitores das melhores universidades debatem o rumo da empregabilidade e inclusão

      
Foto oficial do 27º Conselho de Reitores Universia
Foto oficial do 27º Conselho de Reitores Universia  |  Fonte: Leo Freitas - Universia Brasil

A Universia Brasil realizou na manhã desta quarta-feira (21), na sede do Banco Santander, em São Paulo, a 27ª Reunião do Conselho de Reitores Universia com a participação de 16 reitores das mais importantes universidades do Brasil para um debate sobre os principais desafios da educação superior no País.

Estavam presentes os Reitores da Universidade de São Paulo – USP (Marco Antonio Zago), Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN e presidente da ANDIFES (Ângela Maria Paiva Cruz), Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG (Jaime Arturo Ramírez), Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS (Rui Oppermann), Universidade Federal de Pernambuco – UFPE (Anísio Brasileiro de Freitas Dourado), Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC (Luiz Carlos Cancellier de Olivo), Universidade Federal do Pará – UFPA (Emmanuel Zagury Tourinho), Universidade Federal Fluminense – UFF (Sidney Luiz de Matos Mello), Universidade de Brasília – UNB (Marcia Abrahão), Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP (Maria Amalia Pie Abib Andery), Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUC-Rio (Josafá Carlos de Siqueira), Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos (Marcelo Fernandes de Aquino), Universidade Cruzeiro do Sul – UNICSUL (Sueli Cristina Marquesi), Fundação Getúlio Vargas – FGV-RIO (Antonio Freitas), Laureate International Universities (Oscar Hipólito) e presidente do Semesp (Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior), Hermes Ferreira Figueiredo.

O evento também contou com a presença do presidente do Banco, Sérgio Rial, do diretor do Santander Universidades, Ronaldo Rondinelli, e do diretor-geral da Universia Brasil, Anderson Pereira, entre outros executivos do grupo.

O tema da empregabilidade no século 21 teve destaque na discussão. "Estamos vivendo um mundo onde a pluralidade de pensamento, culturas e raças se fazem fundamentais hoje na construção de novas empresas, produtos e projetos e até de uma nova sociedade. O papel da universidade como o agente que fomenta e dá acesso a essa geração no tema da empregabilidade é fundamental. A Universia tem a honra de ser a plataforma oficial de emprego de uma aliança chamada Iniciativa Empresarial pela Igualdade Racial. Em parceria com a Afrobras, apoiamos a diversidade de negros nas empresas", contou Anderson Pereira.

Na pauta, os acadêmicos assistiram também a uma apresentação da Vice-Presidente de Recursos Humanos do Banco Santander, Vanessa Lobato, sobre diversidade nas empresas.

Negros e pardos representam 54% da população do Brasil. Mulheres são maioria no País com 51,5% da população. 23,9% dos brasileiros declaram ter alguma deficiência. Diante desses números, Vanessa Lobato fez uma projeção: “estudos apontam que, caso não haja uma mudança, serão necessários 150 anos para haver um equilíbrio entre negros e brancos nas lideranças das empresas, 81 anos para ter equidade entre mulheres e homens nas lideranças das organizações e 1.700 anos para pessoas com deficiência atingirem igualdade em posições de liderança. A pergunta que faço todos os dias é: queremos esperar todos esses anos?”, questionou Vanessa com base nos dados apresentados.

Lobato também enfatizou que os reitores representam a liderança intelectual do País e o poder que possuem para transformar esse cenário. “É esse o legado que a gente quer deixar? Ainda é necessário falar e, às vezes, até gritar sobre diversidade. Precisamos tentar mudar essa realidade”, diz. “Existem vários estudos que mostram que uma empresa mais diversa é também mais lucrativa. Eu acho que não é pela diversidade em si, mas sim pelo o que a diversidade provoca. Em um mundo tão complexo que a gente vive hoje, as soluções não são mais óbvias”.

A executiva aproveitou a apresentação para mostrar o impacto significativo que a diversidade tem nas organizações em três dimensões:

1 - REPUTAÇÃO CORPORATIVA
# A diversidade em uma empresa impacta em até 80% a reputação corporativa # Diversidade nas equipes influencia fortemente as percepções das pessoas sobre a dimensão sócio responsável das empresas # 69% das empresas com políticas ativas de diversidade possuem reputação corporativa acima da média do mercado.

2 - PERFORMANCE FINANCEIRA
# Negócios com força de trabalho diversa tem maior probabilidade de entregar valor de longo prazo aos seus consumidores e ter melhor performance # Empresas no quartil superior em diversidade obtém performance financeira 35% superior do que aquelas com diversidade no quartil inferior

3 - RELEVÂNCIA E PRODUTIVIDADE
# Gera motivação para ir além das responsabilidades, ajuda a reduzir conflitos # Propicia abertura para ideias e soluções criativas para problemas do dia-a-dia # 50% maior desempenho das pessoas

Em relação à empregabilidade, a executiva alertou que 50% dos empregos que existem hoje nas empresas não vão existir em 2025, e que 65% dos jovens que entram no Ensino Superior devem trabalhar em funções que não existem. “Vocês têm vivido isso no dia a dia das universidades. Como podemos olhar para isso não como ameaça, mas como uma oportunidade de reinvenção?”, questionou.

“Com quais competências e habilidades precisamos começar a trabalhar para gerir esse mundo tão complexo? As hierarquias e as estruturas organizacionais que tanto funcionaram começam a ser questionadas. Eu não acredito que vão desaparecer. Acredito que vamos ter que conviver com outras estruturas”, completou.

A executiva contou que a diversidade no ambiente corporativo é um tema que ganha cada vez mais espaço no Grupo Santander e entre os seus profissionais – isso é válido desde diversidade de gênero, cor, religião, deficiência, orientação sexual, identidade de gênero e de gerações.

Segundo ela, o Banco Santander busca em seu quadro de colaboradores a diversidade de formação, mulheres na liderança e executivos negros. A diversidade pode trazer soluções mais assertivas e rompedoras. “Temos uma concentração de Administradores trabalhando aqui. Isso não é um pecado, mas como é que a gente abraça outras profissões? Eu já tenho no RH um designer. A gente já tem no Banco um gamer. No Santander você pode ser quem você é. Essa frase tem um poder e uma força. Preconceito todos nós trazemos. A pergunta é: como a gente se liberta disso? Ver como a gente neutraliza isso”, falou.

Não basta falar ‘tratamos todos iguais’. É preciso ter equidade. Equidade é um ‘empurrãozinho’, é um mentoring, é um fazer acreditar em si. Pensando, por exemplo, em uma pessoa com deficiência física temos que olhar para as suas habilidades, mas também precisamos olhar para a sua deficiência. Um deficiente físico demora mais tempo para ir ao banheiro, demora mais tempo para chegar ao trabalho. O que eu preciso fazer para que ele tenha condições iguais ao outro que demorou menos tempo para chegar ao trabalho? Uma organização que você não pode ser quem você é tem muita energia minada, muito desgaste e angustia. É muito potente liberar essa energia em prol dos objetivos comuns. A gente quer ser plural. Queremos que as pessoas sejam quem são”, finalizou.



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