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“Sala de aula invertida aumenta presença na aula”, diz especialista Andrea Ramal

      
“Sala de aula invertida aumenta presença na aula”, diz especialista Andrea Ramal
“Sala de aula invertida aumenta presença na aula”, diz especialista Andrea Ramal  |  Fonte: Shutterstock

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Para quem não está muito familiarizado, o conceito de sala de aula invertida pode soar um tanto estranho. O que seria uma sala de aula invertida? O aluno vira professor? Uma mudança física na sala? Muitos são os cenários, porém, o conceito envolve basicamente o aluno ter autonomia no aprendizado. Diretora do GEN Educação, no Grupo Editorial Nacional, e doutora em educação, Andrea Ramal defende a metodologia como parte da educação do futuro.

“A sala de aula invertida é um modelo metodológico mais alinhado com as novas formas de aprender, pois confere ao estudante mais autonomia, estimula seu protagonismo e seu papel mais ativo, além de partir dos princípios de flexibilidade e personalização”, conta.

Segundo Andrea, ao se fazer a inversão, desloca-se o aluno do papel de ouvinte passivo e ele se torna participante fundamental de seu aprendizado. O motivo? Cabe a ele a responsabilidade de vir preparado para a aula e tirar o melhor dela. “A mudança se percebe de imediato na aprendizagem e nas notas dos alunos. Estas chegam a ser quase duas vezes maiores que a de alunos que tiveram aulas com a metodologia tradicional. Conheço casos em que um aluno que teve aulas com a metodologia de sala de aula invertida aprendeu até o dobro que um que participou de aulas tradicionais, no mesmo intervalo de tempo.”

As inscrições para o FLIPCON Brasil já estão abertas.

Mas como colocar isso em prática? Apesar de parecer um tanto complexo, a metodologia é, na verdade, muito prática. “A proposta da sala de aula invertida é similar a um aluno ler um livro escolar e tirar dúvidas depois com o professor. A leitura antecipada incita o raciocínio prévio e eleva o papel do professor. Este passa de expositor para orientador ou dinamizador, auxiliando e incentivando o aprendizado mais profundo do aluno quando este traz dúvidas, raciocínios e discussões prévias. O aluno estuda antes o conteúdo em casa e, depois, na aula, tira suas dúvidas e faz exercícios, discussões, estudos de caso e outras atividades que envolvem interação”.

Engana-se quem acredita que o conteúdo precisa necessariamente ser ministrado em vídeo. O material pode ser apresentado ao aluno das mais diferentes formas, indo desde leituras a tarefas de casa. O importante é que o estudante esteja a par do que será estudado. “Os trabalhos de casa servem como preparação, retenção e avaliação de aprendizagem do aluno”, explica Andrea.

Como resultado, alunos mais engajados, uma aula mais produtiva e menos tempo explicando o conteúdo. Porém, nem tudo é simples. Existem desafios e eles envolvem ambos os lados. “Os principais desafios estão na necessidade de autonomia e autodisciplina por parte dos estudantes. Além disso um desafio está na mudança do perfil de professor. Em vez de expor longas explicações, como se fosse um apresentador de conteúdos, o professor passa a ser um orientador de estudos e mentor do itinerário de aprendizagem de cada estudante.”

No Brasil, apesar de ainda pouco difundida, a metodologia já alcançou bastante sucesso. Um deles é no IME – Instituto Militar de Engenharia. O outro, na Mackenzie. “Ambas estão usando no ensino de Engenharia, o que é bem interessante, pois costuma-se associar a sala de aula invertida a áreas como humanas e ciências sociais, enquanto que na verdade ela pode ser bem aplicada em qualquer disciplina e área do conhecimento”, conta.

VEM AÍ O FLIPCON BRASIL

Andrea Ramal é uma das palestrantes presentes na primeira edição do FLIPCON Brasil, congresso mundial sobre inovação na educação. Organizado pela Universia Brasil e promovido pelo GEN Educação (Grupo Editorial Nacional), o FLIPCON Brasil acontecerá no dia 31 de agosto, em São Paulo, com a participação do educador norte-americano Jonathan Bergmann, pioneiro da Flipped Classroom e do ex-diretor de Ensino do IME e professor da instituição, Gabriel Elmor Filho.

Andrea explica que a parceria da GEN com a Universia Brasil é fundamental para a difusão deste tipo de evento. “É uma inovação no cenário de eventos educacionais do país. E o público pode contar com o privilégio de ouvir o criador da Sala de Aula Invertida e aprender com toda a sua experiência. Uma chance de colher inovação na fonte.

Em dúvida se vale a pena participar? Andrea tem alguns pontos para te convencer: “A sala de aula invertida apresentada pelo próprio criador, a oportunidade para beber inovação didática direto da fonte, a possibilidade de esclarecer dúvidas com o autor e trocar experiências com profissionais do ensino superior, o público-alvo composto por gestores e lideranças de instituições de ensino superior e horário adequado às necessidades do público, num evento compacto e de conteúdo impactante”. Não perca! As inscrições acontecem no site.



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