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“O professor passa a conduzir, em vez de somente ensinar”, diz especialista sobre a Sala de Aula Invertida

      
“O professor passa a conduzir mais a aprendizagem, em vez de somente ensinar”, diz especialista sobre a Sala de Aula Invertida
“O professor passa a conduzir mais a aprendizagem, em vez de somente ensinar”, diz especialista sobre a Sala de Aula Invertida  |  Fonte: Shutterstock

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Entenda e saiba mais sobre o papel do professor na condução da Sala de Aula Invertida com Gabriel Elmôr Filho, no 1º FLIPCON Brasil. Compreender o que é uma sala de aula invertida e aplicar essa metodologia de forma que ela seja realmente eficaz, tanto para os alunos quanto para o professor, pode ser mais simples do que muitos imaginam. O ex-diretor de Departamento de Ensino do IME e professor da instituição, Gabriel Elmôr Filho, reforça que, nesse modo de ensinar, o aluno se torna um dos principais agentes de seu próprio aprendizado.

“Na Sala de Aula Invertida, o aluno participa ativamente de seu aprendizado, em vez de somente receber de forma passiva o conteúdo exposto pelo professor. No entanto, o ambiente deve ser conduzido pelo professor para que os objetivos sejam alcançados. Atualmente, é uma das principais metodologias ativas de ensino”, explica Elmôr Filho.

A força dessa metodologia, segundo o especialista, está no fato de o aluno ter acesso ao conteúdo antes de ir para a sala de aula, o que muitos chamam de atividade pré-aula. Esta inversão faz com que ele se sinta mais seguro para interagir com o professor e seus colegas no encontro presencial, que chamamos de aula, verticalizando, assim, seu aprendizado. O conteúdo da pré-aula pode ser disponibilizado para o aluno em diferentes mídias. Lembramos que a Universidade de Harvard conseguiu notoriedade em nível mundial com esse tipo de conceito. Lá, os estudantes recebiam o material (‘case’) com antecedência e, no encontro presencial com o professor, apresentavam as soluções para os problemas reais, gerando discussão profícua e troca de conhecimento e experiências, sempre conduzidas pelo docente.

As inscrições para o FLIPCON Brasil já estão abertas.

De acordo com o especialista, a figura do professor sofre importantes mudanças. “O professor passa a conduzir mais a aprendizagem, em vez de somente ensinar o conteúdo”. Por outro lado, o aluno se torna mais responsável, já que ele precisa conhecer o conteúdo antes da aula, para ter base na discussão que será conduzida em sala. Além disso, nas discussões dirigidas pelo professor os alunos aprendem o conteúdo ao mesmo tempo em que desenvolvem importantes habilidades pessoais e interpessoais, como por exemplo a de trabalhar em grupo.

O especialista conta ainda que, apesar de muitas pessoas ainda não terem ouvido falar sobre a metodologia, ela já começa a ser amplamente difundida no meio acadêmico no Brasil. Êlmor Filho, inclusive, foi um dos responsáveis por sua implementação no Instituto Militar de Engenharia - IME, no Rio de Janeiro. “Iniciamos a implementação formal no IME no primeiro semestre de 2016 e, no segundo semestre desse mesmo ano, já estávamos com mais três disciplinas funcionando nessa metodologia. Hoje, estamos aplicando a Sala de Aula Invertida em seis disciplinas. Existem muitas instituições buscando informações e apoio para implementação do método.”

Apesar da procura crescente há, por vezes, erros na hora de implementar a metodologia. “Confundem hierarquicamente metodologia com tecnologia, colocando a tecnologia na frente. Várias instituições de ensino se precipitam e compram uma 'parafernália' tecnológica e, depois, tentam induzir o corpo docente a utilizar tais equipamentos para implementar uma metodologia ativa. Isso não pode dar certo! Antes de tudo, os professores precisam ser ouvidos e capacitados, para que participem ativamente e desenvolvam uma trilha pedagógica que ajudará a definir a metodologia e, só então, chega o momento de buscar as ferramentas tecnológicas para acomodar e ajudar na consecução dos objetivos da trilha pedagógica.”

A tecnologia deve ser vista como uma forma de auxiliar a aplicação do método. A escolha da metodologia, envolvendo diversas atividades acadêmicas, é feita de acordo com cada Instituição de Ensino e seu corpo docente.

FLIPCON BRASIL

O Professor Gabriel Êlmor Filho será um dos palestrantes presentes na primeira edição do FLIPCON Brasil, congresso mundial sobre inovação na Educação. Organizado pela Universia Brasil e correalizado pelo GEN |Grupo Editorial Nacional, o evento acontecerá no dia 31 de agosto com a participação do educador norte-americano Jonathan Bergmann, pioneiro da Flipped Classroom (Sala de Aula Invertida), e da diretora do GEN Educação e doutora em Educação, Andrea Ramal. Para o especialista, o evento é mais uma oportunidade de divulgar conceitos como a Sala de Aula Invertida. “Uma das principais motivações é dar conhecimento e trocar experiências com professores e dirigentes educacionais interessados em difundir e melhorar o nível de ensino em nossas Instituições de Ensino.”



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