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Universia e Gen Educação trazem o criador da Sala de Aula Invertida ao Brasil

      
Universia e Gen Educação trazem o criador da Sala de Aula Invertida ao Brasil
Universia e Gen Educação trazem o criador da Sala de Aula Invertida ao Brasil  |  Autor: Léo Freitas  |  Fonte: Universia Brasil

Gestores lotaram as cadeiras do auditório da Sede do Santander em São Paulo, na manhã desta quinta-feira (30/8), para discutir o que é Sala de Aula Invertida e quais os benefícios dessa inovadora proposta no ensino.

Toda essa euforia entre os participantes do 1º FlipCon Brasil – Metodologias Ativas no Ensino Superior tinha nome (e sobrenome): o professor norte-americano Jonathan Bergmann, que foi o principal palestrante do evento.

Considerado o líder do movimento Sala de Aula Invertida, o especialista, que é mestre em Artes e Tecnologia Instrucional pela University of Colorado e bacharel em Ciência e Ciência da Educação pela Oregon State University, trabalha difundindo esses conceitos ao redor do mundo, seja pessoalmente em palestras e oficinas, seja em um de seus 7 livros. O best-seller “Sala de Aula Invertida” já foi traduzido para 10 idiomas.

Além do autor, participaram da conferência nomes como o especialista em EAD, professor do IME, Gabriel Elmôr Filho e a diretora do GEN | Educação, Andrea Ramal, que é consultora de Educação da TV Globo e colunista do tema no portal G1.



Flipped Learning

Em aproximadamente uma hora, o professor Jonathan Bergmann monopolizou os olhares dos presentes com sua apresentação. Com palavras inspiradoras e bem humoradas, traçou um panorama da educação ao redor do mundo desde a Antiguidade.

No telão, conceitos, índices e provocações davam a tônica de todo o manifesto do Flipped Learning. “É hora de fazer a mudança, vivemos em uma nova era da Educação”, exclama Bergmann.

O palestrante exibiu uma versão atualizada do conceito, chamada de Flipped Learning 3.0. Ele explica que, com o passar dos anos, as trocas de experiências na utilização das técnicas da Sala de Aula Invertida ao redor do mundo fizeram com que o método incorporasse melhorias.

Na sua concepção, as técnicas da inversão da sala de aula, assumem a posição de uma base, que ele chama de “meta-estratégia”, que deve dar suporte a todas as outras metodologias ativas disponíveis, como PBL, PjBL, entre outras. “A Sala de Aula Invertida funciona como o sistema operacional de um smartphone e, as demais ferramentas de educação, como os aplicativos”, exemplifica.


Após sua fala, os presentes puderam interagir entre si em uma dinâmica composta por sete questionamentos e reflexões sobre a Sala de Aula Invertida. A cada nova proposta, os acadêmicos tinham 10 minutos para tirar suas conclusões e apresentá-las.

Com microfone aberto para perguntas, docentes e gestores de diversas instituições de ensino superior aproveitaram a presença do especialista para trocar informações e sanar dúvidas.

Clique aqui e confira o conteúdo da palestra e a entrevista exclusiva que Jonathan Bergmann concedeu ao portal Universia Brasil.

Como funciona a sala de aula invertida no IME

Representando o Instituto Militar de Engenharia (IME), o doutor em Ciências pela UFRJ e especialista em EAD da GEN | Educação, Gabriel Elmôr Filho, exibiu o case da IES, que há dois anos implantou o modelo híbrido de aprendizagem invertida.

Em entrevista ao Portal Universia Brasil, o docente comentou sobre os desafios da aplicação prática do conceito. “Eu chamo esse benefício de o poder da inversão: quando o aluno tem contato com o conteúdo antes de vir para a sala de aula, ele ganha segurança e isso aumenta sua confiança”, comenta.


Na disciplina de Fenômenos de Transporte, objeto do projeto-piloto, os 51 alunos do curso recebem a pré-aula, composta por e-books e vídeos bastante completos sobre o conteúdo.

Em sala de aula, os estudantes preenchem um teste on-line, com o objetivo de verificar os materiais disponibilizados na pré-aula. Um detalhe: as questões e as alternativas são embaralhadas no ambiente digital, o que impossibilita que as respostas sejam copiadas.

Em seguida, os resultados do teste são analisados e tem início a etapa que Elmôr Filho chamou de “a cereja do bolo”: o estudo de caso, sempre trazendo problemas reais.

No pós aula, os estudantes recebem listas de exercícios, trabalhos colaborativos e teste de mapa de conhecimento.

O docente do IME não escondeu a satisfação de conhecer pessoalmente o autor da obra “Sala de Aula Invertida”. “Quando tive contato com o livro dele foi fantástico – e causou toda essa transformação que me possibilitou a implementação da Flipped Classroom”, afirma.


Solenidade

Responsável pela apresentação do professor Bergmann durante a abertura do evento, a diretora do GEN | Educação, Andrea Ramal falou com entusiasmo sobre as novas possibilidades para o ensino que o método contempla.

“Esse bate-papo de hoje é importante para deixar nos presentes essa ‘pulguinha’ atrás da orelha que é: como vamos fazer isso em nossas salas de aula, como capacitar os professores?”, reflete a diretora, que também é doutora em Educação pela PUC-Rio.

“Como disse o Bergmann, é preciso estudar mais e mais a Sala de Aula Invertida, para que ela seja sempre melhorada”, pontua.

No painel de abertura do 1º FlipCon, o diretor geral da Universia Brasil, Anderson Pereira, comentou que o momento é de mudança em todas as áreas e que não poderia ser diferente nos processos educativos.

“Temos de entender que o mundo vem mudando, seja na forma como a sociedade se comunica, se mobiliza e, até mesmo, como pede um táxi ou comida em casa”, ressaltou o diretor, que vê no evento uma oportunidade de entender o Flipped Learning nesse cenário. “Podemos discutir a transformação de uma educação que seja, de fato, para o século XXI”, diz.

O diretor de Operações da GEN | Educação, Alberto Moscovitz, em sua fala na solenidade, ressaltou que “somente com educação de qualidade é que poderemos alcançar o progresso social”.

Também esteve na mesa da abertura do evento o diretor do Santander Universidades, Ronaldo Rondinelli, que salientou a satisfação de receber na sede da instituição uma personalidade como o professor Bergmann, mundialmente influente na área acadêmica, para discutir um tema tão inovador e atual.

Impressões

“Provocação é a palavra correta para classificar uma conversa como a de hoje. Essa é uma geração bastante provocadora”, relata o professor da Coordenadoria de Graduação da Faculdade de Tecnologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Marco Antonio Garcia de Carvalho.

Atuante em um departamento na IES cujo desafio é buscar as melhores maneiras de integrar tecnologia à educação, o docente aprovou o encontro. “Colabora para pensarmos em propostas inovadoras no dia a dia”, explica.


O vice-presidente Acadêmico da Laureate Brasil, Oscar Hipólito, aponta que esse tipo de evento cumpre o objetivo de tirar um pouco as pessoas do conforto. “É preciso trabalhar novas metodologias de ensino, pois o país está atrasado nesse tema e acredito que um debate com essas personalidades engrandece a comunidade acadêmica”, conclui.

O 1º FlipCon Brasil foi uma realização Universia Brasil e da Gen Educação. Ao reunir em um único evento temas como educação, inovação, treinamento e, ainda, ter a participação internacional do criador do conceito da Sala de Aula Invertida, a Universia Brasil ressalta a importância de proporcionar reflexões positivas para o ensino superior brasileiro.



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