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Entenda os principais fatores que influenciam a empregabilidade

      

Assim, se você nunca ouviu falar em empregabilidade, está na hora de parar o que estiver fazendo e se aprofundar nesse tema.

Neste artigo, você vai entender o que é empregabilidade, quais fatores a influenciam, quais características interpessoais são importantes para garanti-la, como está a situação dela no Brasil e, por fim, como se capacitar para garantir uma vaga no mercado de trabalho. Preparado? Boa leitura!

O conceito de empregabilidade

Afinal, o que é empregabilidade? O termo passou a ser mais utilizado a partir do acirramento da concorrência por vagas no mercado de trabalho, da introdução de tecnologias para executar funções antes exercidas por humanos e da preocupação das empresas em adotar processos mais enxutos, a fim de aumentar a competitividade.

De maneira geral, o conceito de empregabilidade compreende os atributos e as qualidades que o mercado de trabalho busca em profissionais. Dessa forma, para se adequar ao nível de exigência requerido pelos empregadores, uma pessoa deve apresentar formação intelectual e características interpessoais em conformidade com o exigido pela organização.

Mas como a empregabilidade funciona na prática? Embora o significado pareça abrangente, alguns traços são comuns e possibilitam ao candidato largar na frente para conquistar as melhores vagas.

Como abordaremos em detalhes ao longo deste artigo, profissionais com capacidade de liderança, interessados em aprender, com experiência de atuação no mercado e com a iniciativa para introduzir mudanças estão entre os mais cobiçados.

Sejam pequenas, médias ou grandes, nacionais ou multinacionais, as empresas de hoje precisam atender ao público cada vez mais exigente, preocupado também com os valores, as políticas e a visão de futuro do negócio.

Nesse sentido, um colaborador que esteja em harmonia com tais conceitos terá alto nível de empregabilidade e, assim, estará em condições de assegurar uma boa posição no mundo corporativo.

Os 6 principais fatores que influenciam a empregabilidade

Alguns fatores são diferenciais importantes para destacar o profissional e aumentar o seu grau de empregabilidade. Experiência de mercado, nível de educação, interesse em aprender, flexibilidade, capacidade de inovar e visão estratégica são características importantes, que normalmente destacam um candidato dos demais. Entenda cada um desses fatores.

1. Experiência no mercado

O nível de competitividade entre as empresas exige dos profissionais respostas rápidas e margem de erro mínima. Nesse sentido, embora a formação acadêmica seja indispensável, a experiência no mercado tem cada vez mais relevância na hora de decidir quem vai ocupar uma posição no ambiente corporativo.

Imagine, por exemplo, um jovem que começou a trabalhar desde muito cedo. Entrou em uma empresa como office boy e, enquanto cursava a faculdade, conseguiu avançar posições hierárquicas. Graças ao seu esforço, tornou-se estagiário e, anos depois, conquistou uma vaga de analista.

Ao término da universidade, esse profissional aliou os conhecimentos teóricos à vivência diária do mundo empresarial. Sem dúvida nenhuma, essa formação permitirá que ele esteja mais preparado para assumir um cargo gerencial do que alguém cujo conhecimento se restringe à sala de aula.

Dessa forma, para garantir a empregabilidade no futuro, o jovem deve estar focado em construir uma experiência profissional sólida. Com esse objetivo, o estágio tem grande relevância. Essa iniciação permite ao profissional experimentar diferentes áreas e reunir uma bagagem prática que lhe dará grande diferencial em médio e longo prazos.

2. Nível de educação

Se, por um lado, a experiência prática é um grande diferencial para a empregabilidade, o nível de educação é requisito na formação do profissional.

Em apuração realizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), verificou-se uma alta diferença entre os salários de quem tem curso superior em relação a quem não é formado.

De acordo com os números levantados, a diferença de renda supera 150% em favor daqueles que concluíram a universidade.

No mesmo sentido, um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgado em 2016 constatou que a média salarial aumenta cerca de 15% para cada ano concluído de ensino.

3. Interesse em aprender

Ler, estudar, especializar-se, treinar, aprender: o processo de aperfeiçoamento é contínuo e jamais tem fim. Engana-se quem pensa que o diploma e até mesmo a pós-graduação são suficientes para manter a empregabilidade. Para avaliar seu grau de conhecimento acerca das práticas do mercado, vale a pena se questionar:

  • você domina as novas tecnologias utilizadas na sua profissão?
  • conhece as técnicas, os procedimentos e os processos aplicados na sua área?
  • está por dentro dos últimos estudos e das pesquisas acadêmicas que vêm sendo desenvolvidas?
  • compreende a legislação e as regulamentações que normatizam sua atividade?

As respostas para essas perguntas variam conforme o tempo passa. Ferramentas, estudos e leis surgem e modificam a percepção que o mercado tem de cada profissão. Nesse sentido, continuar atualizado é um desafio que perdura independentemente do ramo escolhido.

Essa questão ganha ainda mais relevância quando observamos o alto volume de informações que é produzido atualmente. O profissional que não souber filtrar tamanha quantidade de dados ficará para trás dos demais.

Assim, o interesse em aprender é um diferencial importante para que você se mantenha atualizado perante as novidades que movimentam o mercado de trabalho. No cenário de intensa competitividade que se verifica nos dias de hoje, esse atributo é imprescindível para se destacar.

4. Flexibilidade

O conceito de flexibilidade caminha ao lado do interesse em aprender e incorpora também a resiliência necessária para ultrapassar adversidades.

Hoje, num ambiente dominado pela tecnologia, as mudanças ocorrem ao natural — seja em âmbito político, econômico, social ou de mercado. Assim, o profissional com capacidade de absorver essas transformações está um passo à frente da concorrência.

Além disso, podemos resumir esse atributo como ter o famoso “jogo de cintura”. Ou seja, conseguir se adaptar às dificuldades, aos conflitos, aos interesses e às ferramentas que surgem ao longo da jornada.

A chegada da geração Y (nascidos entre 1980 e 1995) ao mercado de trabalho tornou esse atributo ainda mais valorizado. Os jovens de hoje tendem a ser imediatistas, imaginam que são autossuficientes e têm dificuldades para lidar com ambientes que não lhes são favoráveis.

Assim, o profissional que contraria essa tendência consegue aumentar o seu nível de empregabilidade.

5. Capacidade de inovação

Em tempos de redes sociais, aplicativos, mobilidade e equipamentos que revolucionam a maneira com que lidamos com as atividades do dia a dia, a capacidade de se adaptar e de incorporar novidades à rotina de trabalho nunca esteve tão em alta. Contudo, engana-se quem pensa que a inovação está ligada apenas a novas tecnologias.

Na verdade, o conceito é muito mais amplo. Ele abrange a competência do profissional em revisar processos e incorporar melhorias ao sistema de trabalho.

Também conhecido como “pensar fora da caixa”, esse atributo é importante para produzir valor, encontrar soluções criativas para fidelizar a clientela e desbancar a concorrência.

Vale destacar que essa característica não deve ser confundida com “ querer reinventar a roda”, tão comum nos jovens de hoje. Ela trata, sobretudo, da compreensão do profissional acerca do diferencial competitivo da empresa, com o objetivo de introduzir melhorias.

Em um ambiente cada vez mais mecanizado, a capacidade de inovação dá o toque humano ao fluxo de procedimentos. Por essa razão, ela é um diferencial tão importante.

6. Visão estratégica do mercado

A visão estratégica possibilita perceber e apontar em que direção evoluem as tendências que influenciam o andamento do setor em que a empresa está inserida. Essa característica permite ao profissional aproveitar as oportunidades e se preparar para enfrentar ou evitar os riscos próprios do negócio.

  • É o momento de investir na aquisição de novos equipamentos?
  • A empresa deve expandir o número de filiais?
  • Há oportunidade para exportar ou importar mercadorias?
  • O negócio está pronto para iniciar um movimento de internacionalização?

As respostas a essas perguntas exigem conhecimento avançado do cenário do macroambiente econômico. A capacidade de ligar diferentes pontos e tomar decisões complexas não é um atributo simples de se conquistar. São necessários anos de estudo e de vivência de mercado.

Por essa razão, desenvolver a visão estratégica é um quesito muito valorizado para quem deseja assumir a posição de gerente ou sonha em empreender.

A situação da empregabilidade no Brasil

A grave crise econômica que atingiu o Brasil a partir de 2014 — e que causou a maior recessão da história do país — teve consequências no campo da geração e da manutenção dos postos de trabalho. Necessidade de reduzir custos, falta de mão de obra qualificada e a substituição do homem por recursos tecnológicos estão entre outras causas do desemprego.

Em 2017, o número de profissionais sem trabalho chegou a R$ 13,5 milhões, o equivalente a 13% da população. Em 2018, embora o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro tenha demonstrado apenas sinais tímidos de recuperação, a expectativa é de que a taxa de inatividade diminua, mas continue acima dos 10%.

A reforma trabalhista e a empregabilidade

A reforma trabalhista que começou a vigorar a partir de novembro de 2017 é uma aposta do governo para criar vagas de emprego no Brasil. A nova lei simplificou diversos pontos do regramento anterior e promete ser um incentivo para as empresas contratarem. Confira as principais alterações:

  • home office: trabalhar em casa não era previsto pela legislação antes. Agora, as empresas têm segurança jurídica para firmar contratos nesse formato;
  • jornada de trabalho: permite jornadas de até 12 horas, com descanso ininterrupto de 36. O intervalo para almoço pode ser de meia hora;
  • trabalho intermitente: não havia previsão para a modalidade. Agora, é possível contratar o trabalhador para jornadas específicas de trabalho. A condição para isso é de que o colaborador seja convocado com três dias de antecedência. O pagamento deve ser proporcional à jornada.

Além desses, mais de 100 itens foram revisados. Com a flexibilização de diversas questões, a expectativa é de que o ambiente econômico brasileiro se torne mais favorável para os negócios que desejam investir e contratar mão de obra.

A empregabilidade em diferentes setores da economia

Agricultura, indústria, serviços, construção civil, comércio: afinal, quais são as áreas que mais empregam no Brasil?

Embora seja um dos setores mais desenvolvidos do país, o agronegócio, por exemplo, é um dos que menos empregam. Isso porque a atividade utiliza muita tecnologia em detrimento da mão de obra. Por outro lado, a indústria, que sofreu, nos últimos anos, com a valorização do real, poderá ser reaquecida se o movimento de desvalorização da moeda se concretizar.

Outros setores, como a construção civil e o comércio, já foram os motores da abertura de vagas na época em que o consumo era incentivado pelo governo e o financiamento para a casa própria estava em alta.

Mas o que esses movimentos demonstram? Que a economia é muito dinâmica e que os setores que a puxam positivamente variam conforme o cenário interno e externo.

Crise e oportunidade

Mesmo em um cenário de forte crise econômica como o observado no Brasil, é possível identificar áreas nas quais a demanda por profissionais continuou em alta, como nos casos de saúde e educação.

A alta do dólar também fortalece os setores que lidam com exportação de mercadorias. Nesse sentido, o agronegócio, por exemplo, tem o histórico de alavancar as vendas do país e garantir uma balança comercial favorável.

Dessa forma, o que se pode concluir ao analisar o macroambiente econômico do país é que o profissional preparado, embora com mais dificuldades, pode conquistar o seu espaço no mercado de trabalho. É justamente nesse ponto que entram a empregabilidade e os atributos que estamos discutindo neste artigo.

4 habilidades interpessoais decisivas para a empregabilidade

Muito além da formação curricular, as habilidades interpessoais estão relacionadas ao modo de se relacionar com outras pessoas, buscando extrair o melhor dessas ligações.

Atualmente, em um mundo cercado pela tecnologia e pela concorrência extrema, essas características estão muito valorizadas. A partir delas, é possível formar equipes eficientes, com relacionamentos fortes e duradouros entre seus membros. Confira as 4 habilidades interpessoais que mais destacam os profissionais no ambiente corporativo.

1. Empatia

Conseguir se colocar no lugar do outro para entender as dificuldades, os anseios e os medos é um atributo cada vez mais raro. Essa característica é importante porque evita conflitos e permite ao profissional ter uma compreensão ampla da realidade. Fundamental para quem lida diariamente com o público, ser empático também contribui para que times trabalhem com mais harmonia.

2. Assertividade

Apontar divergências, contra-argumentar e defender um ponto de vista são ações importantes para aperfeiçoar uma ideia e construir soluções no ambiente empresarial. No entanto, se o debate for realizado de forma ríspida, mal-educada e intransigente, cresce a chance de haver um conflito que prejudique o negócio.

Nesse sentido, a assertividade está relacionada ao modo de se expressar de forma franca, objetiva e respeitosa. O objetivo é construir uma solução — e não simplesmente vencer uma discussão.

3. Ética

Em um país onde os escândalos de corrupção ocupam todos os dias as manchetes do noticiário, a ética surge como uma habilidade interpessoal muito valorizada. Estabelecer uma posição de respeito às leis e ao próximo eleva o profissional a um alto nível de respeitabilidade.

4. Proatividade

Pessoas comprometidas, que não esperam ordens e vão além das suas responsabilidades diárias: ter proatividade significa estar disposto a contribuir com “algo a mais” para o sucesso do negócio. Esse atributo também está relacionado a ter iniciativa para resolver problemas, sem delegar tarefas ou esperar que outros façam aquilo que está ao seu alcance.

A capacitação para garantir uma vaga no mercado

A educação contínua é a chave para aumentar a empregabilidade. Entenda as diferentes maneiras de qualificar a sua formação.

Graduação

Como você pôde perceber ao longo deste texto, concluir um curso de graduação é muito importante para aumentar o nível de empregabilidade. Quem tem diploma concorre às melhores posições, recebe salários mais altos e tem mais oportunidades de ascender na hierarquia de uma empresa.

Pós-graduação

O investimento em educação aumenta a bagagem cultural, o conhecimento técnico e, consequentemente, o nível de empregabilidade. Nesse sentido, o curso de pós-graduação é uma das opções seguintes para quem tem diploma universitário.

A oportunidade de se especializar em uma área de conhecimento é um diferencial competitivo importante para se destacar no mercado de trabalho. O profissional que tem essa formação consegue se candidatar a vagas melhores e disputá-las contra um número ainda mais restrito de interessados.

Embora um curso de pós-graduação possa parecer distante para quem ainda não entrou ou para quem está nos primeiros anos da faculdade, é importante ter em mente a continuidade dos estudos desde cedo.

Utilize o período da graduação para avaliar as áreas em que você tem mais interesse ou que proporcionam um ambiente propício para o crescimento profissional. Essa análise pode contribuir para decidir os rumos a tomar após conquistar o diploma.

Mestrado e doutorado

O mercado profissional oferece excelentes oportunidades para quem faz mestrado e doutorado. Em primeiro lugar, o profissional se credencia à carreira docente. Ou seja, está habilitado para dar aulas em universidades e comandar linhas de pesquisa acadêmica.

Além da carreira universitária, a formação stricto sensu também é um forte diferencial para o mercado de trabalho em geral.

Isso acontece porque, enquanto a pós-graduação lato sensu (cursos de especialização) já predomina nos profissionais em cargos executivos, o número de mestres e doutores ainda é bastante reduzido.

O nível de exigência para cursos stricto sensu também é maior: as faculdades costumam demandar alto nível intelectual para ingresso dos alunos, e o grau de dificuldade para concluir a formação também é maior.

Outros idiomas

Dominar um segundo idioma é um requisito importante para ocupar posições-chave em empresas que trabalham com comércio exterior ou que necessitam atuar com equipes formadas em diferentes partes do mundo.

Nesse sentido, o inglês surge como língua imprescindível. Por incrível que pareça, estudos apontam que a língua ainda é desconhecida por esmagadora parcela dos brasileiros, sendo dominada por menos de 2% da população. Para o preenchimento de determinadas vagas, a fluência nesse idioma tem mais peso do que uma pós-graduação.

Além do inglês, o espanhol também aparece como atributo importante. Basta analisar nossos vizinhos territoriais para justificar a relevância desse idioma.

Intercâmbio

Se aprender um idioma pode ser um processo difícil e demorado, aliar esse estudo a um intercâmbio é uma experiência enriquecedora, que aumentará a empregabilidade do profissional em diversos fatores. Além de conquistar a fluência em outra língua, o intercambista:

  • aumenta a rede de contatos;
  • tem a oportunidade de conhecer em profundidade outra cultura;
  • vivencia novas situações;
  • aprende a lidar com situações inesperadas;
  • amadurece profissional e pessoalmente.

Recrutadores e empresários veem com bons olhos o candidato que tem intercâmbio em seu currículo. A experiência é tratada como um diferencial importante para vagas de estágio e de trainee.

Inglaterra e Irlanda, por exemplo, são países de língua inglesa que recebem muitos estudantes brasileiros e oferecem boas oportunidades para trabalhar. Além do mais, o intercambista pode reservar um período para viajar e conhecer os demais países europeus.

A empregabilidade, portanto, está relacionada à capacidade do profissional em reunir atributos interpessoais e conhecimentos acadêmicos a fim de garantir uma vaga no mercado de trabalho. Para construir esses diferenciais, é preciso estar disposto a manter-se em aprendizado constante: afinal, já passou o tempo em que diploma universitário era garantia de sucesso. Hoje, é necessário dominar as últimas tecnologias e buscar cursos de especialização.

Essa estrutura curricular sólida deve ser acompanhada de alto nível de desenvolvimento pessoal. Ética, assertividade, empatia e proatividade são qualidades que não se aprendem apenas em sala de aula, mas também desde cedo, na família e nas demais relações afetivas. A partir desses cuidados, o profissional está pronto para construir a sua empregabilidade e disputar as melhores posições do mundo corporativo.

Entendeu o significado e a importância da empregabilidade? Como você avalia que está o seu desenvolvimento profissional? Compartilhe este artigo nas redes sociais e incentive os seus amigos a se aprofundar no assunto!



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