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Guia completo do Sisu: tudo o que você precisa saber

      

Vinculado ao atual Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o Sisu permite que o candidato inscrito concorra a vagas em universidades de todo o Brasil.

A diferença é que o Enem, além de funcionar como um vestibular, também é utilizado pelo MEC como uma ferramenta para avaliação da qualidade do ensino médio.

De qualquer forma, antes de participar, você deve estar atento à nota de corte, política de cotas e outros aspectos que fazem a diferença para a classificação. Tudo isso e muito mais será explicado em detalhes agora, neste guia completo para que você saiba como funciona o Sisu.

Esperamos que seja útil em sua jornada rumo à graduação. Boa leitura!

O que é o Sisu

Como descrito na página oficial, o Sisu é um sistema informatizado de seleção voltado ao ensino superior público brasileiro. Não há provas, você é classificado por meio de um sistema automatizado que contabiliza a nota do Enem.

Uma vez inscrito, é possível concorrer a vagas em cursos que vão conferir graus de formação em:

  • licenciatura: credencia seu portador a dar aulas no ensino médio ou fundamental;
  • bacharelado: habilita a exercer atividade profissional, acadêmica ou cultural após a conclusão do referido curso;
  • tecnólogo: modalidade de ensino superior que permite aos graduados atuar em áreas tecnológicas específicas.

A confirmação da enorme abrangência do Sisu é o aumento significativo no número de candidatos inscritos. No período de sete anos, o sistema de seleção aumentou em 4 vezes o número de vagas.

De 10,7% das vagas oferecidas em instituições públicas de ensino superior em 2010, em 2018 o percentual passou para 43%.

Com tantas vagas em disputa, aumentam as chances, como aumenta também a concorrência. Por isso, quanto antes você der início à preparação e intensificar os estudos para fazer o Enem, mais fácil será conseguir a sonhada classificação para estudar em uma faculdade pública.

Como surgiu?

Criado em 2010, o Sisu funciona como um reaproveitamento do Enem. É por isso que um dos requisitos para poder se inscrever é estar inscrito também no exame do ensino médio.

Seu mecanismo de seleção se baseia no programa Universidade para Todos. Portanto, o foco do Sisu é inclusivo, de certa forma. Até porque a política de cotas está prevista em seu edital, como veremos adiante.

No total, 94 instituições de ensino superior brasileiras aceitam a nota do Enem, por intermédio do Sisu, em seus vestibulares. Em 2017, foram abertas mais de 238 mil vagas, não apenas nas universidades, como em 35 institutos e 2 centros federais de educação tecnológica.

Qual é o objetivo?

Como já deu para perceber, a proposta do Sisu é ser um mecanismo de seleção inclusivo. Ou seja, um de seus objetivos é ampliar o acesso ao ensino superior, permitindo que mais pessoas participem dos processos seletivos para os cursos de graduação.

Por meio da democratização do acesso às vagas nas instituições públicas, espera-se que gradativamente os currículos do ensino médio possam ser reestruturados.

A ideia é reforçar o vínculo entre as escolas públicas e as universidades, aumentando a proporção de alunos matriculados nos cursos de graduação oriundos do ensino gratuito.

Como funciona?

Uma das vantagens de se inscrever no Sisu é que, por se tratar de um sistema 100% informatizado, não há necessidade de comparecer em nenhum local para fazer a inscrição. Outra boa notícia é que ele é totalmente gratuito, sem cobrança ou taxa.

Você pode fazer a sua inscrição pela internet, acessando o site do Sisu. É necessário apenas ter o número de inscrição no último Enem. Portanto, em 2018, foram aceitos apenas candidatos inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio de 2017.

Uma vez admitido, é possível concorrer a uma vaga em até 2 cursos distintos, conforme as vagas em aberto. No momento da escolha, é solicitado que você opte pelo regime de ampla concorrência ou pela modalidade de cotas, chamadas de ações afirmativas.

Os resultados podem ser consultados online, no site do Sisu. Entretanto, é preciso ter atenção a certos cursos, que podem exigir exames de habilidades específicas para admissão. Nesses casos, sua vaga não estará garantida apenas pela classificação divulgada.

Em caso de vagas remanescentes, também é possível fazer inscrição para a lista de espera. Como podem ser feitas inscrições para o Sisu duas vezes ao ano, uma em cada semestre, é justo dizer que as chances de conseguir uma vaga são muito boas.

Quem pode participar?

Para poder participar do Sisu, é imprescindível ter feito o Enem no ano passado ao da inscrição, não ter tirado zero na Redação e não estar na situação descrita no artigo 1.10 do edital.

Assim, menores de 18 anos que ainda não concluíram o ensino médio, enquadrados na categoria “Treineiro”, não poderão utilizar o Sisu em 2018 para concorrer a uma vaga na faculdade.

Cada instituição de ensino é livre para estipular critérios seletivos. Logo, é possível que a universidade que você escolher adote nota mínima no Enem para admissão.

Outro ponto importante é que todo bolsista do Programa Universidade para Todos (ProUni) está habilitado para inscrição no Sisu. Contudo, caso consiga aprovação, será necessário escolher por um dos programas, uma vez que não são cumulativos.

Ficou na dúvida? Conheça um pouco mais do ProUni a seguir!

Programa Universidade para Todos

Tal como o Sisu, o ProUni é um programa inclusivo. Portanto, um de seus objetivos é a criação de oportunidades de cursar a faculdade para segmentos menos privilegiados da população. Detalhe: o ProUni é diferente do processo para se inscrever no FIES.

As oportunidades, por sua vez, se materializam na forma de bolsas de estudo, nas instituições de ensino privadas que integram o programa.

Para poder concorrer a uma das bolsas, é preciso ser estudante egresso da rede pública de ensino ou ter cursado o ensino médio em escola particular na condição de bolsista integral.

Como incentivo, as faculdades privadas que aceitam alunos bolsistas do ProUni contam com isenções fiscais, nos termos definidos pela Lei nº 11.096, de 13 de janeiro de 2005.

Até o ano de 2016, graças ao ProUni, mais de 1,9 milhão de estudantes tiveram sucesso em conseguir uma bolsa de estudos, 70% delas de 100%.

Vantagens para os estudantes

As facilidades do Sisu fazem dele uma das melhores chances que vestibulandos brasileiros têm para garantir uma vaga na faculdade. Continue lendo e veja as principais vantagens de participar!

Cursos em diversas áreas

Independentemente da área de conhecimento na qual você pretenda se formar, é possível encontrar vagas em todos os campos do conhecimento por intermédio do Sisu.

Como vimos, são oferecidas oportunidades em cursos de tecnólogo e nas tradicionais licenciatura e bacharelado.

Grandes instituições de ensino

Em virtude de sua proposta inclusiva, o Sisu abre espaço para que os estudantes consigam estudar na principais universidades brasileiras.

Afinal, um dos requisitos exigidos pelo MEC é que a instituição seja credenciada e tenha boa avaliação no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes).

Assim, você poderá concorrer a vagas em universidades do porte da Universidade de São Paulo (USP), Universidade de Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) ou Universidade de Brasília (UnB).

Muitas vagas

Você já viu que, ano após ano, aumenta a oferta de vagas para o ensino superior por meio do Sisu. São centenas de milhares de oportunidades para que você consiga o sonhado diploma.

Duas chances por ano

Desde que você se inscreva no Enem, estará habilitado para fazer o Sisu, cujas inscrições são abertas duas vezes por ano. Sendo assim, se você fizer o Enem 2018, poderá concorrer no Sisu no primeiro e segundo semestre de 2019.

Só precisa de uma prova

O Sisu é um sistema informatizado e independente, que reclassifica os candidatos aproveitando suas notas no Enem. Dessa forma, você não precisará fazer nenhuma outra prova — a não ser nos casos em que houver necessidade de algum tipo de exame de habilidade específica, como acontece em cursos da área de música e artes cênicas.

O Sisu é 0800

Já que o objetivo do Sisu é ser um exame inclusivo, nada mais justo que isentar os candidatos das sempre pesadas taxas de inscrição. Ou seja, não tem desculpa para deixar de se inscrever.

A gratuidade, por outro lado, também alivia os candidatos de ter que comprovar condição socioeconômica para fazer jus à isenção, o que representa muito tempo e esforço poupados.

Então, é ou não é uma chance de ouro para quem quer se formar e exercer a sua vocação?

Como ingressar nas universidades

As inscrições para o Sisu no primeiro semestre têm início em janeiro. Para as vagas na segunda metade do ano, o processo seletivo eletrônico começa em junho.

Seja qual for a etapa em que você concorrer, é preciso ficar muito ligado nos prazos. Normalmente, o período de inscrições é curto, abrindo em uma segunda-feira para se encerrar na sexta da mesma semana.

Uma dica: utilize o alerta Google para receber em seu e-mail avisos sobre todos os assuntos relacionados ao Sisu publicados na internet. Assim, você evita dormir no ponto.

A inscrição é feita mediante apresentação do número e senha do Enem do ano anterior. Por isso, certifique-se de ter em mãos os números. Se por acaso você esquecer a senha do Enem, peça recuperação conforme as instruções no próprio site do Sisu.

Ao longo do período de inscrições, é possível alterar o curso escolhido quantas vezes quiser. No entanto, só valerá a última opção. Sendo assim, o ideal é que você escolha criteriosamente, sempre observando a nota de corte, da qual ainda falaremos com mais detalhes.

Por fim, mesmo se você não conseguir aprovação, poderá continuar no páreo, bastando se cadastrar na lista de espera.

Sisutec

As vagas para os cursos de nível superior na área de tecnólogo são distribuídas pela vertente do Sisu chamada de Sistema de Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica (Sisutec).

Na prática, os requisitos, prazos e procedimentos a serem seguidos são idênticos aos do Sisu. A diferença fica por conta da oferta de cursos restrita à área tecnológica e nas instituições que oferecem cursos profissionalizantes — como os Centros Federais de Educação Tecnológica (CEFET), que abrem vagas regularmente.

Notas de corte

Após o término do período de inscrições, é possível consultar na página do Sisu a nota de corte. Assim é chamada a menor nota possível para conseguir vaga no curso escolhido. Caso a sua não seja suficiente, você poderá tentar um outro curso, de acordo com o grau obtido.

Como elas funcionam?

Como o Sisu monta a sua classificação de acordo com as notas do Enem, a lógica das notas de corte segue a margem determinada pelos próprios candidatos.

Elas consistem nas menores notas possíveis para conseguir uma vaga, o que significa que notas menores representam eliminação.

No que eu devo prestar atenção?

Você deve ficar atento à nota de corte antes mesmo de escolher o curso. Avalie se você tem chances reais de concorrer em cursos e instituições com notas de corte muito altas.

Para Medicina, por exemplo, a menor nota do Brasil foi 768 (para a UFERSA, a Universidade do Semi-Árido, em Mossoró, Rio Grande do Norte).

Escolha estrategicamente, conforme as suas chances de obter classificação, a localização e a instituição de ensino. Afinal, valeria a pena conseguir uma vaga em Medicina no Rio Grande do Norte se você mora em Santa Catarina?

Da mesma forma, você poderá decidir com base na nota de corte para a instituição. Na UFMG, a menor nota de corte foi 651, para o curso de Arquivologia, enquanto Medicina teve a maior nota de corte registrada, 811.

Já na UFRJ, a menor nota foi 692, para o curso de Ciências Matemáticas e da Terra, sendo 822 a maior nota de corte registrada, também para o curso de Medicina.

Como calcular?

Não basta apenas considerar as notas de corte do Sisu na hora de decidir. Como a seleção é automatizada e permite mudar de curso quantas vezes o candidato quiser, é recomendável acompanhar diariamente as atualizações no sistema.

Se a nota ficar muito alta, você poderá mudar de curso, optando por um que esteja alinhado às suas preferências e que tenha nota de corte que dê acesso a uma vaga.

Fique também atento aos pesos atribuídos por cada instituição às disciplinas do Enem. Há bancas que corrigem com base na média ponderada, enquanto outras utilizam o sistema de média simples.

Sistema de cotas

Reforçando a proposta inclusiva, pelo Sisu é possível conseguir uma vaga no ensino público superior por meio da reserva de vagas, mais conhecida como Lei de Cotas.

Trata-se da Lei nº 12.711, de 29 de agosto de 2012, pela qual ficou instituída a reserva de metade das vagas nas universidades públicas para estudantes que tenham concluído o ensino médio nas escolas públicas.

Logo, a lei garante que, no Sisu, todo candidato egresso do ensino público concorra em igualdade de condições com outros de mesma origem.

Contudo, além de ex-alunos no ensino médio público, outros candidatos têm direito à reserva de vagas no Sisu. Isso porque metade das vagas reservadas são para quem concluiu o ensino médio em escola pública e cuja renda familiar por pessoa seja de até um salário mínimo e meio.

Há, ainda, a reserva de vagas cujo critério é a cor/raça declarada no momento da inscrição, destinadas a candidatos negros, pardos ou indígenas.

Outro grupo social que está contemplado na reserva de vagas são as pessoas com deficiência. Entretanto, assim como os candidatos negros/pardos/indígenas, eles só podem concorrer a vagas no estado de origem.

De qualquer forma, para concorrer a uma vaga pelo sistema de cotas, será necessário comprovar a condição referida. Para saber em detalhes, acesse a seção do site do Sisu dedicada à Lei de Cotas.

Resultados

Todos as fases do Sisu podem ser acompanhadas pela internet. Para saber se foi aprovado, basta acessar a home, na qual é possível pesquisar a lista de selecionados na chamada regular ou entrar na lista de espera, acessando a opção “Ver meu boletim”.

Para saber quem foram os aprovados na primeira chamada, em “Lista de selecionados”, a pesquisa é aberta a todos e feita exclusivamente pela instituição de ensino. Preencha os campos solicitados e veja quem são os classificados por curso e campus escolhido.

Caso você não tenha conseguido aprovação, poderá entrar na lista de espera, cuja convocação é feita pelas instituições de ensino. Portanto, essa é uma etapa que deve ser acompanhada diretamente pelos canais da universidade escolhida.

Não menos importante, só é possível concorrer na lista de espera a uma vaga para a primeira opção de curso definida na inscrição no Sisu.

Ao declarar seu interesse em participar da lista de espera, você aguarde a confirmação pelo site, que é feita somente após uma mensagem comprovando que de fato e de direito você está na lista.

Na dúvida, atualize a página “Ver o meu boletim” e faça novo pedido para entrar na lista de espera. Já que não há custos, é melhor garantir do que ter uma surpresa desagradável mais tarde, certo?

Dicas para estudantes

Considerando as alterações nas notas de corte, que são atualizadas diariamente, é importante ficar atento. Afinal, pode ser que a sua nota passe longe da sua primeira opção, mas sirva para um outro curso ou instituição.

Por isso, no último dia de inscrições, você deverá fazer uma última consulta e, dependendo das notas de corte divulgadas, poderá modificar suas escolhas. Mas lembre-se: nem sempre haverá opções na área que você escolheu ou mesmo na sua cidade e estado.

Cursos que abrem poucas vagas terão menos modificações nas suas notas de corte, enquanto nos que têm mais, a lista de classificação passa por modificações com muito mais frequência.

Entretanto, sua escolha não pode ser pautada apenas pela nota de corte. Antes de mais nada, é necessário saber quais são as suas reais aptidões.

Se a escolha for feita apenas com base na facilidade de conseguir a vaga, muito provavelmente o curso será abandonado. Seria uma perda de tempo e de recursos, certo? Por isso, só faça matrícula no curso que realmente deseja frequentar.

Não se esqueça de que a sua primeira opção é a que vai contar também para a lista de espera. Sendo assim, nada de escolher aleatoriamente ou só pela nota de corte.

O mesmo princípio vale para cursos em outras cidades ou estados. Avalie se você tem condições, ou mesmo o desejo de sair do local onde mora. Mesmo com ajuda dos pais, nem todos conseguem se afastar dos familiares e amigos por muito tempo. Se esse for o seu caso, repense uma possível mudança.

Permaneça focado na sua preparação

Embora o Sisu seja um sistema automático de seleção de vagas e candidatos, não será possível obter uma boa classificação sem uma boa nota nas provas do Enem.

Considere também que, quanto mais bem-preparado você estiver, maior será a sua nota. Isso dá liberdade para escolher o curso conforme suas preferências, e não em função de fatores externos.

Os conselhos dos professores são sempre válidos, principalmente no que diz respeito à preparação. Quanto antes você começar, mais amadurecido vai estar para fazer o Enem — inclusive a redação, uma das provas mais difíceis, que serve como critério de desempate em boa parte dos cursos.

Se na primeira vez você não conseguir, não precisa se assustar: o Sisu permite duas tentativas por ano. Dada a grande oferta de vagas em todo o Brasil, certamente suas chances aumentarão em uma segunda tentativa, até mesmo porque você já terá experiência.

O mais importante é que os estudos estejam sempre no centro das atenções. Mantenha-se focado, faça muitos exercícios e repasse diariamente todos os conteúdos aprendidos em sala de aula.

Você fará uma prova do Enem com segurança quando estiver totalmente familiarizado com as matérias exigidas, e isso só é possível por meio de muita repetição. Seguindo essa lógica, o caminho para conseguir a vaga pelo Sisu será ainda mais curto!

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