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Professor: como engajar os alunos mais desinteressados da sua classe

      
Foto: Shutterstock
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Não é difícil encontrar nas escolas alunos desinteressados, que não parecem se engajar com as discussões da sala de aula por questões familiares e pessoais ou ainda pelas dificuldades em compreender determinados temas. Embora esta situação cause incômodo nos docentes, que desejam ver seus estudantes motivados para aprender e preparados para construir uma carreira nos próximos anos, muitos deles não sabem como podem ajudar estes jovens a reverter este cenário.

 

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Sabendo da complexidade destes casos, a Universia Brasil reuniu algumas dicas que podem facilitar sua aproximação com estes jovens e, assim, encontrar meios de estimulá-los a superar estes obstáculos. Confira-as a seguir:

 

Identifique as habilidades deles, não apenas suas dificuldades

É comum que professores passem mais tempo pensando nos empecilhos que sua classe enfrenta para entender determinadas matérias do que nos interesses e habilidades que seus alunos já têm e que não necessariamente integram o currículo do curso. Embora sua principal preocupação de fato seja resolver estas dificuldades, é necessário que você conheça outras características dos seus alunos para ser capaz de planejar novas abordagens de seus conteúdos, aproximando-os do universo dos jovens. Além disso, esta familiaridade com os gostos dos alunos pode facilitar sua reflexão sobre maneiras de recuperar a motivação deles.

 

Por exemplo, se seu aluno mais reservado é músico, tente pensar em maneiras de unir canções aos temas da sua disciplina. No caso de História, usar “Pra Não Dizer que não Falei das Flores” do Geraldo Vandré ou então “Apesar de você” de Chico Buarque é um modo de discutir a ditadura militar no Brasil. Outra opção ainda é criar músicas que falem dos conteúdos trabalhados em sala de aula como um método de revisar os principais conceitos da disciplina.

 

Caso você não consiga perceber estes aspectos por si só, peça ajuda dos seus colegas que também dão aula para ele. Fazendo isso, você pode fazer uma análise mais rica sobre as aptidões, comportamentos e resistências do adolescente, além de ter a possibilidade de construir em colaboração com todo o corpo docente estratégias para engajar este aluno.

 

Lembre-se de que o importante é o aluno e não a nota

Ainda que o boletim do discente dê indícios das suas dificuldades e possível falta de interesse, ele não é o aspecto mais relevante deste cenário. Esta é uma questão que diz respeito apenas ao aluno e, portanto, seus esforços devem ser voltados para conectar-se a ele. Para tanto, você precisará ganhar sua confiança e, tendo em vista que este processo pode demorar algum tempo, é recomendável que você não comece um diálogo usando clichês, como “quero o seu bem”. Seja honesto, diga que você se preocupa com ele, independentemente do seu desempenho escolar, e cultive uma relação mais próxima com ele, dando conselhos e assistências quando ele der abertura. É demonstrando gentileza e interesse genuíno no crescimento do seu estudante que você conseguirá despertar novamente sua vontade de se dedicar dentro e fora da sala de aula.

 

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