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Dia Nacional de Combate ao Bullying: entenda a data

      
Fonte: Shutterstock

Em dezembro de 2013, a Câmara dos Deputados aprovou 7 de abril como Dia Nacional de Combate ao Bullying. O motivo da escolha da data foi a chacina cometida em 2011, no bairro do Realengo, no Rio de Janeiro, pelo estudante Wellington Menezes de Oliveira, 23 anos, que entrou na Escola Municipal Tasso da Silveira e assassinou a tiros 12 alunos, com idade entre 13 e 16 anos. Depois do ataque, o estudante acabou cometendo suicídio, assim que foi interceptado pelos policiais, ainda dentro da escola.

 

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O episódio despertou nas autoridades a necessidade de combater o bullying, termo em inglês usado para se referir à violência física e moral praticada entre alunos, dentro do ambiente escolar. O grande problema é que os atos costumam ser repetitivos e focados em alvos específicos, que costumam ser os alunos mais introspectivos ou até mesmo estudantes homossexuais e de etnias e religiões específicas.

 

Para o gestor educacional do Sistema de Ensino Poliedro, Altamar de Carvalho, a melhor forma de prevenir esse tipo de agressão é por meio do investimento em um ambiente escolar com maior respeito às diferenças e com maior espaço para comunicação. “O convívio escolar envolve os primeiros e importantes vínculos entre crianças e jovens de diferentes grupos e, a partir disso, eles passam a enfrentar os desafios da convivência coletiva”, explica o educador.

 

Para ele, a escola deve estar preparada e contar com ações preventivas e interventivas. Dessa forma, o combate será feito da forma mais eficiente. “A escola deve adequar o ambiente, valorizando a diversidade. Promover campanhas [...] e praticar ações com mobilização de toda a comunidade escolar [...] podem ajudar muito a reduzir a incidência de agressões”, opina Carvalho.

 

Para coibir o bullying, é importante descobrir de quem pratica os atos, de que forma acontecem essas agressões, contra quem e se foram repetitivas. Dessa forma, será possível estimular o diálogo entre vítimas e agressores, ao invés de utilizar métodos como incentivar os alunos alvo de bullying a “darem o troco”, acredita o gestor educacional. Para ele, esse tipo de atitude ajuda a construir uma comunidade mais respeitosa. “Quanto mais cedo as noções de ética e de respeito forem discutidas e trabalhadas na escola, e também em casa, melhores serão as soluções dos problemas de intimidação entre jovens e crianças”, afirma Carvalho.

 

Um dica de documentário sobre bullying é a obra Tiros em Columbine, disponível no Netflix. O filme conta a história do ataque ao Instituto Columbine, em Colorado, nos Estados Unidos, em que dois estudantes disparam tiros e armaram explosões, matando 12 alunos e 1 professor. Após o crime, os dois cometeram suicídio.

 

Além de contar o episódio, o diretor Michael Moore tinha como objetivo criticar a cultura de armas de fogo nos EUA e a violência dentro do ambiente acadêmico e na sociedade como um todo. Em 2003, tiros em Columbine ganhou o Oscar de melhor documentário de longa-metragem.



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