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Livros Fuvest 2017: aprenda mais sobre Iracema, de José de Alencar

      
Fonte: Shutterstock
A partir deste ano, a lista de livros obrigatórios para o vestibular da Fuvest terá algumas novidades. Para as edições 2017, 2018 e 2019, os alunos encontrarão nas provas alguns velhos conhecidos, mas também algumas novidades que não apareciam há tempos na prova, ou que nunca foram cobradas pelo vestibular da USP.

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A lista de leituras obrigatórias deste ano será composta por Iracema, de José de Alencar, Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, O Cortiço, de Aluísio Azevedo, A Cidade e as Serras, de Eça de Queirós, Capitães da Areia, de Jorge Amado, Vidas Secas, de Graciliano Ramos, Claro Enigma, de Carlos Drummond de Andrade, Sagarana, de João Guimarães Rosa, e Mayombe, do escritor angolano Pepetela.

Para os que planejam prestar a Fuvest 2017, a Universia Brasil entrevistou a professora de literatura Rosana Sol, do Cursinho Poliedro de São Paulo, que deu as dicas mais importantes sobre a obra Iracema, de José de Alencar. Confira a análise a seguir e comece a se preparar para o vestibular.

Iracema na Fuvest 2017

O autor

Segundo Rosana, José de Alencar não teve fases em sua obra, como é o caso de outros autores. “Ele só tem maneiras diferentes de fazer romance”, explica. Iracema, publicada por ele em 1865, é a única obra de um escritor do romantismo que será cobrada na Fuvest 2017. Nela, José de Alencar teve a preocupação de criar uma lenda para a sua terra natal, o Ceará, pois sentia um compromisso em retribuir sua ausência, já que passou muitos anos morando em outros lugares.

Sobre seu processo de criação, Rosana conta que Alencar seguiu o padrão romântico. “Ele cria um personagem idealizado, porque a Iracema é perfeita, e vai atender ao nacionalismo, que é a valorização do elemento nacional, daí a figura indígena”. Ele também desenvolve um enredo amoroso e uma morte por amor, fazendo com que consiga ser indianista, atendendo ao nacionalismo, e também satisfazer o desejo do público por um romance de cunho amoroso.

Outra característica essencial do autor é acreditar na justiça e que o mundo pode ser muito justo. “O mal tem que pagar pelo que faz e o bem tem que triunfar. Ele tem a preocupação de mostrar que o mundo cristão está prevalecendo. Quem faz o bem vai triunfar no céu e quem escorrega paga pelo que faz. Já o mal será punido com a morte”, conta Rosana.


A obra

Um ponto importante da obra é que personagens fictícios se misturam com elementos históricos que realmente aconteceram no Ceará do século XVII, no início da colonização do alto Nordeste. O objetivo de Alencar com esse recurso era trazer uma importância nacionalista à sua produção, mas sem deixar de lado a estética romântica, criando uma trama amorosa totalmente fictícia. “Iracema entra no campo da lenda e Martin entra no campo da história”, conta Rosana, usando as personagens principais para ilustrar a explicação.




Como cai no vestibular

“Pela experiência dos vestibulares passados, eles não ficam apegados apenas ao destino de cada personagem, mas em fazer relações com outras obras cobradas na prova”, alerta Rosana Sol.

Segundo a professora, é importante que o aluno perceba que o fato deste ser o único livro romântico da Fuvest abre espaço para comparações. “ Podem ser feitas comparações com os personagens dos romances realistas e naturalistas, pois são muito contrários uns aos outros. O personagem romântico beira a idealização, enquanto que os personagens realistas possuem defeitos, não são maniqueístas, são verossímeis. E os naturalistas são movidos a instintos, coisa que não acontece em Iracema, que é completamente regida pelo amor”, comenta.

Outra coisa importante é que o aluno perceba que Iracema representa a América, o fascínio da terra brasileira, e que faz com que o estrangeiro fique envolvido por seus encantos. Essa relação também aparece em O Cortiço, com Rita Baiana, que é a mulata miscigenada que fascina o português Gerônimo. Em Iracema, é Martin que cede aos encantos da terra tropical.



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