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Mudanças no Enem devem acontecer efetivamente apenas em 2019, diz Ministro da Educação

      
Mudanças no Enem devem acontecer efetivamente apenas em 2019, diz Ministro da Educação
Mudanças no Enem devem acontecer efetivamente apenas em 2019, diz Ministro da Educação  |  Fonte: Shutterstock

O Ministro da Educação, Mendonça Filho, afirmou nesta quinta-feira (16), após a sanção da lei da reforma do Ensino Médio, que as mudanças previstas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) devem ocorrer de maneira gradativa e apenas acontecerão efetivamente em 2019.

Em coletiva de imprensa, Mendonça Filho afirmou que não acontecerão mudanças “repentinas” e que o exame se adaptará aos poucos à nova realidade do Ensino Médio. "Nenhuma mudança ocorrerá de forma repentina e elas obedecerão o rito de aplicação das mudanças do ensino médio", afirmou.

Ainda na mesma declaração, o ministro afirmou que “uma mudança mais substancial no formato só se dará em 2019” e pediu para que os estudantes “não tenham nenhuma preocupação com as mudanças no Ensino Médio”.

Desde o dia 18 de janeiro, o Ministério da Educação (MEC) lançou uma consulta pública sobre as mudanças no novo Enem. A pesquisa, que se encerraria no dia 10 de fevereiro, foi prorrogada e terminará nesta sexta-feira (17). Espera-se que parte do que for decidido junto a ela já conste no Edital do Enem 2017, previsto para ser lançado ainda em fevereiro.

As questões foram elaboradas ao longo de dezembro. Entre as propostas analisadas pelo público será debatido se o exame terá dias diferentes para a aplicação - como dois domingos seguidos ou domingo e segunda-feira - e se a prova deve continuar no papel (física) ou ser realizada em computadores.

REFORMA DO ENSINO MÉDIO

Vale lembrar que, por ter sido enviada ao Congresso por meio de uma medida provisória, a reforma já possuía força de lei desde sua publicação no Diário Oficial, em setembro de 2016. Porém, ela só será colocada em prática após a definição da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que está sendo elaborada e deve ser homologada em 2017.

Entre os destaques do texto, está a permissão para que as escolas escolham como ocupar 40% da carga horária do período de três anos que corresponde ao Ensino Médio. Os outros 60% serão compostos por conteúdos obrigatórios determinados pela Base Nacional Curricular Comum (BNCC), que ainda deve ser debatida.

A escola deverá oferecer aos alunos um dos cinco chamados itinerários formativos que consistem em: linguagens e suas tecnologias, matemática e suas tecnologias, ciências da natureza e suas tecnologias, ciências humanas e sociais aplicadas e formação técnica e profissional.

O ensino de português e matemática será obrigatório. Inglês, artes, educação física, sociologia e filosofia também serão compulsórios. O ensino integral também é apoiado pela medida e estabelece que a carga horária atual deve ser ampliada até atingir 1,4 mil horas anuais. O total cobrado atualmente é de 800 horas. As escolas terão cinco anos para terem uma carga de ao menos mil horas.

Saiba tudo sobre as mudanças no Enem e fique por dentro


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