Notícias

3º Fórum de Gestores de MBA ANAMBA e UNIVERSIA debate identidade e desafios da gestão dos programas no cenário atual

      

Os desafios da gestão dos programas de MBA e o posicionamento de mercado atendendo ao cenário atual foi a temática da terceira edição do Fórum de Gestores de MBA, promovido pela ANAMBA e UNIVERSIA, no dia 12 de setembro, em São Paulo. O evento, patrocinado pela Thomson Reuters e Santander Universidades, reuniu representantes de instituições de todo Brasil com o objetivo de trocar experiências e debater as principais necessidades do setor educacional em negócios, estratégias de gestão e a excelência em qualidade.

Para o chairman do evento e diretor executivo e de afiliações da ANAMBA, Silvio Abrahão Laban Neto, o destaque do evento foi fornecer mais troca de experiências e menos teoria, para buscar entender os desafios e o momento que vive o País, estimulado pela acelerada transformação do mercado e demais fatores como política, crise, etc. “A necessidade de adaptação por parte das instituições é muito mais latente nesse cenário”, revelou.

Assim, um dos desafios dos programas de MBA é a criação de uma identidade. “As escolas precisam ter claro quem e como são, quem é o seu público, onde e com quem elas querem estar”, disse. Para isso, precisamos possibilitar o debate coletivo, a troca de vivências e percepções sem perder de vista a variável regional, pois o País é muito grande e cada instituição possui suas particularidades”, mencionou.  


Após cerimônia de abertura - conduzida por Laban juntamente com o diretor geral da Universia Brasil, Anderson Pereira, e da diretora de Corporações e Governos da Thomson Reuters, Ana Paula Neves –  o foco foi refletir divergências e convergências na formação de gestores frente ao atual cenário global marcado por inúmeras mudanças, quebras de paradigmas e inovações. 

Na palestra “O papel das novas lideranças em um mundo em constante evolução”, Ana Paula Neves destacou a relevância das instituições de ensino focarem na preparação de líderes que inspirem um ambiente mais confiável, baseado na transparência. É preciso debater assuntos que até então eram secundários nos cursos como, por exemplo, boa conduta e inteligência emocional, fatores que tendem a influenciar positivamente as equipes dentro das empresas. De acordo com Ana Paula o caminho é estimular a “integridade, ética e confiança”.


Necessidades e troca de experiências 

O assunto abordado na palestra possibilitou aquecer a discussão para o painel sobre o Posicionamento dos Programas de MBA com as perspectivas de mercado. Na oportunidade, a presidente da ABRH Nacional e alumni do Insper, Elaine Saad, e a talent acquisiton head da Jonhson & Jonhson e alumni da Katz Graduate School of Business, Danielle Arraes, debateram sobre questões voltadas às expectativas do mercado e dos alunos, competências e habilidades desejadas e a valorização desse profissional depois de formado. O debate foi mediado pelo ex-diretor executivo da Anamba e responsável pela Voyer International Brasil, Armando Dal Colleto.

Seguindo a mesma linha de pensamento, ambas as executivas de RH e alumni de MBA enfatizaram a necessidade de valorizar questões ligadas ao autoconhecimento e às relações interpessoais.

“Eu acredito que são basicamente duas reflexões principais: como surfar a onda das inovações, das tendências de tecnologias e dessas novas necessidades dessa geração que não pensa apenas no lucro. Ao mesmo tempo não podemos deixar de atender as respostas essenciais do ser humano que são buscar entender melhor o papel do líder e como suas próprias características podem ajudar ou não o momento da empresa”, enfatizou Danielle. 

Já o segundo painel da manhã, Gestão de Programas de MBA, buscou apresentar como os cursos podem aprimorar a prestação de serviço, visando atender demandas do mercado e a preparar os profissionais para lidarem com os diferentes desafios. Três profissionais integraram a discussão a partir do compartilhamento de diferentes experiências obtidas.  

O diretor de Credenciamentos, Produtos e Serviços da ANAMBA e diretor de pós-graduação da FIA, Leandro José Morilhas, defendeu que, de forma geral, um dos caminhos é pensar globalmente e agir localmente, ampliar a interação com outras escolas e participar de associações para o aprimoramento contínuo. “É preciso entender a escola de negócio como escola e como negócio”, destacou.   

O diretor Financeiro da ANAMBA e coordenador dos cursos de Gestão de Marketing e Vendas, Marketing Digital, MBA e Gestão de Negócios da FECAP, Henrique de Campos Junior, detalhou a iniciativa da padronização de processos, seguido pela exemplificação do case da FECAP. 

Laban, que também é coordenador executivo de Marketing e Conteúdo e do Mestrado Profissional em Administração do INSPER, apresentou o case da referida instituição que obtém como diferencias o aprendizado centrado no aluno, garantia de aprendizagem e o desenvolvimento do corpo docente. 

 

Interação e networking

Um dos pontos altos foi a realização de dois workshops, que possibilitaram aos participantes uma troca de vivências de forma mais ativa. O que nossas escolas fazem para ouvir o mercado (alunos e empresas) e o que nossas escolas fazem para atrair e reter alunos foram os questionamentos debatidos pelo público que foi dividido em grupos.

A mediadora e diretora geral da Faculdade FIPECAFI, Eliana Rodrigues, frisou que esses diálogos permitiram estimular uma aproximação entre instituições em que elas não se vejam como concorrentes, mas como responsáveis pela construção de um processo educativo melhor no País. “É uma união de forças. Ao experienciar e discutir, eles vão ampliar este debate, pensar e analisar como podem aplicar nas suas instituições e regiões, conforme suas realidades”, acrescentou.

 

O Fórum contou ainda com a apresentação de cases práticos para concluir o debate. A Business School IMED focou nos desafios e oportunidades encontrados durante o processo de credenciamento do MBA de Gestão Empresarial no padrão Brasil da ANAMBA, já a Faculdade FIPECAFI abordou o case do MBA Controller, em que destacou a iniciativa de seminários nos cursos e a Sant Paul Escola de Negócios compartilhou a iniciativa de inclusão de monitores na discência e docência no suporte extraclasse nos MBAS. 

 

“Ao transmitir a realidade das instituições de diferentes estados, a ideia foi demonstrar que não existe uma única fórmula, já que cada região do País possui suas particularidades e cada escola possui uma cultura diferente”, definiu o coordenador acadêmico da Saint Paul Escola de Negócios, Renan Riedel.   

 

Percepções

Segundo a organização do evento os saldos são positivos, principalmente em relação ao interesse da audiência. “Isso nos deixa satisfeitos de promover uma troca real de conhecimento entre os participantes. A curto prazo, possibilitamos ao público fazer uma reflexão de longo prazo, que são aspectos de posicionamento estratégico, foco, e as relações de conexões entre os públicos de interesse, como alunos, mercado e empresas”, destacou o chairman da terceira edição do Fórum.

A diretora de Comunicações, Eventos e pesquisas da ANAMBA, Alessandra Costenaro Maciel, acredita que o sucesso está ligado ao aprendizado que foi adquirido ao longo das outras edições. “Fomos aprendendo, tanto no formato quanto no conteúdo. Conseguimos atrair um público qualificado e engajado. Não podemos deixar de citar a importante parceria da Universia que nos ajustou a captá-los”, acrescentou.  

Já a head de Marketing para Finanças e Risco da Thomson Reuters, Ivana Mozetic, definiu o debate como de extrema relevância, já que assim como as pessoas buscam os programas de MBA para se aprimorarem e se desenvolverem, as instituições também precisam estar sempre inovando. “É preciso pensar diferente porque a única constante no mundo é a mudança”, defendeu.

Para o pró-reitor nacional de Pós-Graduação Lato Sensu e Educação Continuada da ESPM, Tatsuo Iwata Neto, a área da Educação mudou muito e desta forma o evento possibilitou uma troca de boas práticas. "Foi um momento de contar e ouvir histórias de sucesso e também de desafios. E principalmente de aproximar mais esses públicos de interesse na construção de uma identidade para os cursos”, destacou.

 



Tags:

Aviso de cookies: Nós usamos cookies próprios e de terceiros para melhorar os nossos serviços , para análise estatística e para mostrar publicidade. Se você continuar a navegar considerar a aceitação de seu uso nos termos estabelecidos nos Política de Cookies.