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Guia completo para quem está na formação e procura de emprego

      

Formação e procura de emprego são dois processos diretamente ligados entre si. Afinal, para encontrar emprego é necessário ter formação. Ou seja, sem qualificação, você não terá como competir dentro da profissão que escolher. De qualquer forma, a dinâmica do mercado de trabalho não é nada simples.

Embora a conquista do diploma seja um fator decisivo na busca pelo emprego desejado, nem sempre ele será garantia de empregabilidade. Dependendo da área escolhida, a concorrência pode ser grande, a ponto de forçar o recém-formado a buscar outros cursos ou mesmo uma pós-graduação para se destacar.

Por outro lado, as profissões estão em constante processo de readaptação. Enquanto umas estão em alta e com perspectiva de aumentar a demanda por profissionais, outras encolhem, a ponto de desaparecer. Por isso, é importante que você também desenvolva a percepção para poder antecipar as tendências, tanto de alta quanto de baixa, enquanto está na graduação.

Mesmo que sua profissão não absorva tantos recém-formados, você pode se adaptar às exigências do mercado de trabalho sem abrir mão da carreira que escolheu. Basta ter um pouco de criatividade e persistência.

Um exemplo disso são as novas funções que estão surgindo nas empresas e que estão recrutando profissionais de áreas até então inexploradas. É o caso dos bacharéis e licenciados em Letras, cada vez mais requisitados para atuarem como revisores de texto em agências de publicidade e de marketing digital.

Dada a complexidade do mercado de trabalho, desenvolvemos este guia completo para servir de referência na hora de conquistar seu lugar ao sol. Leia com muita atenção, salve em seus favoritos e consulte sempre que bater dúvida.

Boa leitura!

Mercado brasileiro para recém-formados

Existem estudos que comprovam que a média salarial de um recém-formado está um pouco acima quando comparada com quem não tem faculdade, mas ainda há muito para melhorar.

De acordo com o Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior (Semesp), 7 em cada 10 estudantes que se formam chegam ao mercado de trabalho recebendo salários na faixa dos R$ 3.000.

Contudo, é preciso considerar outros fatores. O estudo contempla os recém-formados que estão empregados. Ou seja, a realidade pode não ser tão favorável para uma parcela expressiva dos que acabam de se formar.

É o que aponta uma pesquisa do Grupo Ipsos, em parceria com o Banco Santander. De acordo com o estudo, que ouviu mais de 9 mil estudantes, 54% dos entrevistados afirmam que a maneira como o recém-formado entra no mercado de trabalho precisa melhorar.

Os desafios que esse profissional enfrenta não são poucos. Em uma perspectiva mais ampla, podemos destacar alguns. Confira a seguir!

Desemprego em alta

Mesmo tendo registrado queda no trimestre que se encerrou em maio, o desemprego no Brasil ainda é um problema a ser solucionado. Índices altos de desocupação indicam que há mais pessoas do que postos de trabalho, o que gera um ciclo nocivo em que os salários são achatados e o consumo é reduzido.

Salários menores e pouco consumo fazem com que as empresas lucrem menos, o que diminui ainda mais a capacidade produtiva e limita as chances de reajustes acima da inflação. No final, quem paga a conta são os profissionais com menos qualificação ou experiência.

Evasão no ensino superior

Não bastasse o desemprego, a evasão de alunos no ensino superior é outro obstáculo que influencia indiretamente na carreira do recém-formado. Segundo o governo federal, até 2014, 49% dos alunos da graduação abandonaram as salas de aula antes de completar o quarto ano de estudos.

Pode até parecer bom para quem se forma, mas a alta taxa de abandono indica que há um descompasso entre as expectativas dos estudantes, universidades e mercado de trabalho. Assim, aumenta a oferta de mão de obra pouco qualificada e que recebe menos, o que gera impactos na média salarial como um todo.

Busca por emprego imediato

Uma das causas da evasão no ensino superior tem a ver com a citada falta de conexão entre algumas instituições de ensino e mercado de trabalho.

Vendo que os cursos que escolheram não vão resultar nas oportunidades esperadas, muitos estudantes acabam decidindo sair da faculdade em busca de emprego, abrindo mão de trabalhar na profissão sonhada.

Maiores dificuldades para recém-formados

Junto às dificuldades abordadas, os recém-formados precisam lidar com um outro desafio, talvez o mais difícil de superar: a falta de experiência.

Uma pesquisa independente feita pelo professor Hélio Zylberstajn foi conclusiva a respeito do problema. Segundo o estudo, 80% dos recém-formados estão concentrados em apenas 6 áreas de atuação profissional:

  • licenciaturas em geral;
  • saúde;
  • comércio e administração;
  • direito;
  • computação.
  • engenharia.

Com muitos profissionais se formando em poucas áreas, o mercado saturado tende a empregar apenas os mais experientes. Portanto, o mercado não tem como suportar a oferta excessiva de novos profissionais.

Esse é um quadro que pode se acentuar. A maior oferta de vagas em faculdades privadas e o aumento do acesso ao crédito estudantil podem fazer com que a concentração aumente.

Uma válvula de escape seria cursar a graduação em instituições de ensino mais renomadas, sejam presenciais ou a distância — já que as novas universidades nem sempre têm boa aceitação por parte das empresas.

Isso porque, em geral, ex-alunos dessas instituições precisam complementar a formação com cursos de extensão ou uma pós-graduação. Como estão em desvantagem em relação a quem está em formação e procura emprego, mas vindo de faculdades mais prestigiadas, precisarão estar sempre um passo à frente em termos acadêmicos.

É por isso que é tão importante a escolha do curso com base nas suas próprias aptidões. Isso minimiza eventuais frustrações na hora de concorrer por vagas com candidatos mais bem-qualificados.

A motivação pode se renovar com menos esforço. Quem trabalha com o que gosta tende a ser mais resiliente, o que é uma característica positiva e bem-vista pelas empresas.

Importância do diploma

Se por um lado a evasão na graduação pode representar um problema de forma indireta, por outro lado pode significar mais chances para quem acaba de se formar, dependendo do curso.

Para áreas com demanda mais alta ou com tendência a crescer, ter o diploma certo na hora certa faz toda a diferença. Conforme apontam especialistas das consultorias Michael Page e Robert Half, algumas das profissões que estão em alta em 2018 são:

  • analista contábil;
  • analista de mídias digitais;
  • business partner (RH);
  • comprador;
  • cientista de dados.

Sendo assim, é importante ficar muito atento às áreas que deverão apresentar crescimento para os próximos anos, considerando o tempo que você vai levar até se formar. Pode ser que a oferta de postos de trabalho para sua profissão não esteja alta hoje. Mas isso não significa que o cenário será o mesmo quando estiver com o diploma na mão.

Fique atento, procure se informar sobre o mercado de trabalho aqui no blog da Universia Brasil e esteja sempre em aperfeiçoamento. Seu diploma é fundamental, mas a capacidade de se manter atualizado é tão relevante quanto ele.

Importância de ir além do diploma

Já que destacamos a exigência por aperfeiçoamento profissional, devemos salientar também a importância do direcionamento. Não basta fazer cursos de forma aleatória, é preciso conhecer o mercado, saber quais são suas aptidões e escolher o caminho que vai levá-lo ao sucesso profissional.

Com o diploma em mãos, você tem meio caminho andado. Por isso, busque no mercado pelos cursos que possam aumentar as chances de conquistar uma vaga de trabalho.

Pense estrategicamente. Fazer cursos “da moda” pode parecer a escolha mais óbvia e segura, mas é preciso sempre considerar a lei da oferta e da demanda. Será que aquele curso que todos estão fazendo realmente vai abrir seu leque de opções, ou fará com que você seja apenas mais um em meio a tantos?

Às vezes, a escolha que parece menos interessante agora pode ser o diferencial no futuro. Avalie as tendências do mercado, que tipo de profissão está em alta, suas preferências e as possibilidades para os próximos anos. Mais importante que se manter atualizado e ir além do diploma é fazer isso da maneira certa, com foco e direcionamento.

Para facilitar sua tarefa, selecionamos alguns segmentos que estarão em alta até 2020, conforme aponta a pesquisa “Profissões do Futuro”, da FIRJAN:

Compras

Graduação: administração, gestão, engenharia.

Reforçando os prognósticos já apontados pela Michael Page, profissionais que atuam em setores de compras deverão ter mais chances de conseguir emprego até 2020. O profissional de compras é peça-chave para o comércio, seja atacadista ou varejista. Afinal, dele depende o preço de venda, que exerce impacto direto sobre os lucros.

Tecnologia da Informação (TI)

Graduação: informática, Tecnologia da Informação.

No contexto da atual onda de Transformação Digital, uso de Big Data e Internet das Coisas (IoT), o profissional que se formar em TI e se especializar em uma de suas múltiplas vertentes tem mais chance de se manter empregado.

Planejamento

Graduação: administração, gestão, marketing, contabilidade, engenharia.

Em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo e ligado à tecnologia, é fundamental desenvolver o planejamento estratégico em todos os níveis. Quem opta por se especializar em planejamento após a graduação tende a ser absorvido com mais rapidez pelo mercado. A vantagem é que a oferta de cursos é vasta, e aberta a recém-formados de praticamente todas as áreas.

Atendimento ao cliente

Graduação: marketing, comunicação, administração.

Estamos em tempos de consumidor omnichannel, aquele que faz contatos, compra e se expressa por múltiplos canais ao mesmo tempo. É um perfil de comprador muito exigente que vai demandar cada vez mais esforços por parte das empresas para atendê-lo bem e com rapidez.

Marketing

Graduação: marketing, comunicação. engenharia.

O marketing oferece um vasto terreno para quem acaba de se formar e quer se tornar um especialista no assunto. Você pode optar por um curso de pós-graduação ou mesmo fazer cursos livres, desde que sejam chancelados por instituições reconhecidas.

Comunicação

Graduação: comunicação social, marketing.

A comunicação social vem passando por profundas modificações nos últimos anos, em virtude dos avanços na tecnologia, usabilidade dos dispositivos e da própria IoT. Já vai longe o tempo em que o profissional formado nessa área estava restrito a funções em agências de publicidade, mídia impressa ou televisiva.

Com o marketing de conteúdo em alta, só tende a aumentar a demanda por especialistas em SEO, redes sociais e outros temas relacionados.

Ouvidoria

Graduação: direito, comunicação, administração.

Se estamos em tempos de consumidores exigentes, então nada mais adequado que esteja em alta o profissional que ouve suas críticas, sugestões e elogios. No entanto, o ouvidor não é apenas um registrador de queixas. A satisfação do cliente é um dos Indicadores-chave de Performance (KPI) mais importantes em empresas de diversos segmentos. Por isso essa especialidade são estratégicas.

Contabilidade

Graduação: contabilidade.

Nunca a profissão de contador esteve tão em evidência como agora. A contabilidade digital trouxe um universo de possibilidades para quem atua na área. Em função disso, quem se forma em contabilidade tem agora diversas especialidades para seguir. As opções vão desde a contabilidade tradicional, passando pela área consultiva, de auditoria e de planejamento estratégico/tributário.

Financeira

Graduação: economia, contabilidade, matemática, engenharia.

Existe ainda uma concepção equivocada de que profissionais de contabilidade e de finanças exercem as mesmas funções. Na verdade, ambos atuam em etapas distintas no contexto operacional.

Enquanto o contador é o responsável por consolidar os dados financeiros, cabe ao especialista em finanças reinterpretar esses dados, para orientar tomadas de decisão estratégicas. De qualquer forma, as possibilidades na área podem se estender por diversos setores, como o de controladoria ou mesmo auditoria financeira.

Gestão da qualidade

Graduação: engenharia, administração, gestão.

As empresas não se mantêm competitivas sem investir permanentemente na qualidade de produtos e serviços. E hoje é muito mais fácil conhecer a reputação das empresas pela internet, em fóruns de defesa como o Reclame Aqui e pelas redes sociais.

Quem não estiver preparado para oferecer o melhor estará em desvantagem, o que abre caminhos para o profissional que se especializar em gestão da qualidade.

Atribuições necessárias de um recém-formado

Conciliar formação e procura de emprego é ainda mais desafiador quando se observa que as empresas querem profissionais prontos, mesmo que inexperientes. Afinal, por melhor que tenha sido o aproveitamento no período universitário, nada como a prática para testar se o conhecimento foi assimilado.

É por isso que as empresas esperam que os candidatos sejam capazes de “pensar fora da caixa”. Não se trata de ter apenas boas ideias, mas sim iniciativa, no sentido de ser um solucionador de problemas. Demonstrar desde sempre que é capaz de apresentar soluções aos desafios que surgem é uma das mais preciosas atribuições de um recém-formado.

Não é fácil desenvolver essa característica, mas com uma dose de ousadia você pode adotar uma postura propositiva. É diferente de ser reativo, ou seja, de somente reagir ao que acontece ao seu redor. Sua atitude será sempre a de tentar resolver os problemas que aparecerem, com autonomia e criatividade.

Podemos destacar outras atribuições que você pode aprimorar para aumentar as chances de ser reconhecido no mercado de trabalho. Veja quais são elas a seguir!

Paciência

Não é fácil ser paciente quando se espera muito tempo por uma oportunidade. Contudo, essa é uma característica bem-vinda também no nível das relações pessoais e que se reflete na rotina profissional. Nesse aspecto, ser paciente significa saber ouvir as pessoas e tomar decisões apenas depois de coletar o máximo possível de informação.

Resiliência

Por resiliência, entende-se a capacidade de permanecer firme em um propósito, mesmo quando as circunstâncias estão contra. É diferente de teimosia, que é a reiterada insistência em algo que não tem como dar certo. Portanto, pessoas resilientes são aquelas capazes de distinguir o certo do errado, persistindo em seus objetivos até o fim e tentando maneiras inovadoras de alcançar o objetivo quando não conseguem da primeira vez.

Produtividade

Para recém-formados, mostrar produtividade pode ser um problema. Afinal, sem emprego, como demonstrar que pode ser produtivo?

Essa é uma qualidade que você pode evidenciar de diversas formas. Estar sempre em aperfeiçoamento, por exemplo, é uma excelente forma de comprovar que pode ser produtivo. Na falta de desafios, crie os seus e mostre que tem valor!

Criatividade

No universo corporativo, as empresas são cobradas o tempo todo para apresentar a seus clientes o diferencial em relação à concorrência e isso tem a ver com capacidade de inovar, ou seja, criatividade.

A lógica é a mesma para quem está na fase de formação e procura de emprego. Afinal, com tantos novos profissionais em situação semelhante, o que justificaria sua contratação?

Pensamento estratégico

Profissionais que pensam estrategicamente têm uma vantagem considerável. Suas decisões são pautadas em dados concretos e não em “achismos” ou gosto pessoal. Essa é uma característica bastante valorizada pelo mercado, até porque o estrategista também é aquele que consegue enxergar a oportunidade onde ninguém mais vê.

Papel da universidade para empregabilidade

Você já viu que, quanto mais renomada for uma instituição de ensino, maiores são as chances de se empregar após a conclusão do curso. Sendo assim, convém citarmos a lista QS Graduate Employability Rankings 2018.

Confira quais são as universidades brasileiras com melhores índices de empregabilidade e, se sua instituição não estiver entre elas, não se preocupe. Como você viu até agora, existem muitas outras formas de aumentar as chances de conseguir um emprego depois de formado.

1. Universidade de São Paulo (USP)

Posição no ranking mundial: 118ª;

Posição entre os BRICS: 3ª.

2. Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)

Posição no ranking mundial: 204ª;

Posição na América Latina: 2ª.

3. Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Posição no ranking mundial: 361ª;

Posição na América Latina: 7ª.

4. Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Posição no ranking mundial: 464ª;

Posição na América Latina: 32ª.

5. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP)

Posição no ranking mundial: 531ª;

Posição na América Latina: 41ª.

6. Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

Posição no ranking mundial: 601ª;

Posição na América Latina: 11ª.

7. Universidade de Brasília (UnB)

Posição no ranking mundial: 751ª;

Posição na América Latina: 18ª.

Aumente as suas chances

As informações deste artigo serão úteis para guiar você ao longo de sua jornada, ajudando a tomar decisões que podem repercutir em seu futuro profissional. Mas há atitudes que você pode tomar agora mesmo e que podem fazer a diferença lá na frente.

A primeira delas não poderia ser outra: ser visto pelas empresas. Para isso, acesse sites de vagas de emprego todos os dias, sem falta. Faça uma busca pelos cargos que têm relação com a sua profissão e não deixe de mandar seu CV para as empresas com oferta de trabalho.

Seja persistente! Até conseguir a vaga, é certo que você vai ouvir “não” como resposta muitas vezes — o que não deve ser motivo para desanimar, muito pelo contrário. Um bom exemplo de que nunca se deve desistir é a história de Jack Ma, fundador e atual CEO da Alibaba, uma das maiores plataformas de e-commerce do mundo.

Não desista nunca

Uma vez que seu currículo esteja sendo enviado, uma hora certamente você será convocado para os processos seletivos. Será hora de colocar em prática as dicas que você aprendeu aqui.

Deixe claro nas entrevistas que você tem um diferencial em relação aos outros candidatos. Tente apresentar ideias ou mesmo corrigir algo que entenda que possa melhorar, desde que não seja ofensivo e que tenha relação com a vaga em disputa.

Não menos importante, tenha atenção à pontualidade. Procure antecipar-se nos compromissos e mostre sempre a melhor disposição ao dirigir-se ao seu futuro empregador.

Atrasos, pelo menos os mais prolongados, são critério de eliminação. Antes de sair de casa, contabilize possíveis engarrafamentos ou problemas no transporte público ao calcular o tempo para chegar à entrevista. Na dúvida, saia uma hora antes do que você acha que deveria sair.

Conciliar formação e procura de emprego não é nunca será algo fácil. Entretanto, quando você conquistar seus objetivos profissionais, poderá olhar para o passado e sentir que todo o esforço valeu a pena, certo?

Agora que você sabe como começar a jornada em busca do emprego, que tal complementar a leitura acessando o artigo em que destacamos os impactos da mentoria profissional?



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