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24/01/2012
Juiz do TRF-5 afirma que o acordo assinado entre o Ministério da Educação e o Ministério Público Federal só prevê a correção na edição de 2012 do exame
(Crédito: Reprodução)
Presidente do TRF afirma que a correção só será disponibilizada na edição de 2012, de acordo com o TAC
O Tribunal Regional Federal de número 5 (TRF-5) suspendeu nesta terça-feira (24) a liminar que permitia que todos os candidatos tivessem acesso às correções da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2011.
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Na decisão o presidente do tribunal, Paulo Roberto de Oliveira afirma que o Ministério da Educação (MEC) e o Ministério Público Federal (MPF) assinaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para que a vista da redação seja permitida apenas na próxima edição da prova.
Oliveira afirmou ainda que é evidente a politização das questões relativas ao Enem e que se por um lado o exame ainda não tem a qualidade operacional desejada, por outro o descuido não pode ser ignorado. Para o juiz, a freqüência com que novas peças foram adicionadas ao processo mostra que o MPF no Ceará (que entrou com a ação) não sabia o que queria.
O edital do Enem 2011 não prevê a possibilidade de recursos, assim como a de vista das provas. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), os textos são corrigidos por dois avaliadores. Quando as notas de ambos apresentam uma diferença de 300 pontos um terceiro avaliador é chamado para rever o teste.
O ex-ministro da Educação, Fernando Haddad, argumenta que falta preparo tecnológico para disponibilizar as redações corrigidas de todos os candidatos. A ideia é que isso aconteça a partir da próxima edição do Enem (que acontece em novembro de 2012) de acordo com a TAC.
Fuente: Universia Brasil
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