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O que fazer para conseguir uma bolsa?

Especialistas explicam o caminho das pedras para a conquista de uma bolsa de estudos no Brasil ou no exterior


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Por Lilian Burgardt


Caminho das pedras para conseguir uma bolsa de estudos

  • Graduação no Brasil: Bom desempenho escolar, espírito empreendedor e pró-atividade. Participar de congressos e seminários também conta pontos a seu favor.

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  • Graduação no exterior: Bom desempenho escolar, espírito empreendedor e pró-atividade, além de bons conhecimentos de idiomas.

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  • Pós-Graduação no Brasil: Bons conhecimentos acadêmicos, experiência profissional e pré-projeto que contribua para o avanço do conhecimento com potencial de inovação no país.

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  • Pós-Graduação no exterior: Pré-projeto com potencial de inovação, flexibilidade de adaptação e abertura para novas culturas.

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  • Doutorado no Brasil: Bom desempenho acadêmico, experiência profissional, potencialidade de futuras contribuições científicas do candidato, além de um projeto que amplie os horizontes em sua área de estudos, contribuindo para o desenvolvimento do país.

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  • Doutorado no exterior: Bom desempenho acadêmico, experiência profissional, potencialidade de futuras contribuições científicas do candidato, qualidade do plano de estudos a ser desenvolvido no exterior, avaliação da instituição de destino sendo qaue são priorizadas as candidaturas envolvendo instituições de renomada excelência e prestígio internacional.

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  • Pós-Doutorado no Brasil: Além de uma proposta inovadora, que contribua para o crescimento e desenvolvimento da área, é avaliada a pertinência da proposta no contexto do país.

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  • Pós-Doutorado no exterior: Além de uma proposta inovadora, é avaliada a pertinência da proposta no contexto institucional do país sede para desenvolvimento da pesquisa.

Disputar uma bolsa de estudos não é um processo fácil. Além dos inúmeros documentos exigidos pelas instituições que as concedem, o estudante deve estar preparado para enfrentar baterias de provas e entrevistas, ou, ainda, contar com uma boa orientação no momento de escrever a proposta de seu pré-projeto. Muito embora o fator "sorte" exerça alguma força nos processos de seleção, um bom preparo ainda é a melhor alternativa para obter sucesso.

Confira, no quadro ao lado algumas dicas específicas que, segundo os especialistas, somam pontos no momento de disputar uma bolsa de estudos.

Segundo especialistas, os candidatos, em geral, devem estar atentos aos fatores decisivos que cada processo de seleção exige, já que cada processo e programa de bolsas estabelece suas próprias prioridades e pré-requisitos na seleção dos bolsistas. Por exemplo, quem pretende concorrer a uma bolsa de estudos no exterior deve, sobretudo, ter bons conhecimentos do idioma do país ao qual se candidata à bolsa. Entretanto, não são apenas estas qualificações que têm levado os recrutadores a escolher determinados bolsistas.

De acordo com a diretora executiva do programa de bolsas da Fundação Estudar - instituição que oferece bolsas de estudo nas modalidades de graduação e pós-graduação no Brasil e exterior -, Elatia Abate, os processos têm se modificado com objetivo de valorizar características pessoais que podem influenciar no desempenho dos estudantes.

"Além de avaliar características como capacidade de liderança, potencial intelectual e profissional, excelência acadêmica e compromisso com o país, procuramos candidatos que se destaquem por um perfil pró-ativo, comprometido e dotado de espírito empreendedor", ressalta. Dessa forma, pretende-se direcionar as oportunidades para estudantes com perfil mais flexível, não apenas aqueles que tiram boas notas.

? importante lembrar, ainda, que grande parte dos programas de concessão de bolsas exige que os candidatos apresentem cartas de indicação, recomendação ou de comprovação de vínculo com alguma instituição de ensino superior. Nestes casos, o mais indicado é pedir tais documentos a professores ou coordenadores conhecidos ou então ao departamento da instituição de ensino em que mantém algum vínculo.

Segundo informações do Departamento de Comunicação da Coordenadoria de Bolsas do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), o critério básico para seleção dos candidatos é sua produção científica. "? importante que o candidato tenha participado de projetos de pesquisa, congressos e, de preferência, já tenha publicações realizadas", informa Mariana Galiza.

? claro que isto depende do tipo de bolsa pleiteada. Um aluno de graduação ou recém-formado, por exemplo, ainda não tem como ter vasta experiência, mas ter participado de congressos científicos, apresentado trabalhos em seminários ou ter participado de programas de iniciação científica são itens que pesam a seu favor.

Bolsas de Pós-graduação

No Brasil, os candidatos que concorrem a bolsas de pós-graduação do CNPq e da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) passam por um processo de seleção dentro das universidades. Estas recebem cotas de ambas as instituições para oferecem os auxílios. Neste caso, os critérios de seleção são definidos pelos próprios institutos e departamentos das universidades.

O pró-reitor de pós-graduação da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Daniel Joseph Hogar, explica que os candidatos passam por uma espécie de "peneira", realizada por meio de uma prova específica aplicada em cada departamento. "Cada instituto e departamento da Unicamp tem um critério. Porém, boa parte aplica uma prova específica com objetivo de avaliar os candidatos, além de optar pelos projetos com base em seu mérito."

Hogar, que atua na área de Humanas, considera que entre os critérios de seleção deve-se priorizar o desempenho do aluno analisando seu histórico escolar. "Assim é possível, `hierarquizar os alunosï, concedendo as oportunidades aos melhores", diz. Segundo o professor, todos os anos as cotas de bolsas não chegam a atender a demanda de candidatos. "A maioria dos projetos apresentados são bons, porém, não há vagas para todos", lamenta.

? importante destacar que, de acordo com avaliações da Capes, a pós-graduação da Unicamp é considerada a melhor do país. O relatório da última avaliação da Capes dos cursos de pós-graduação, na média brasileira, mostrou que a universidade obteve a melhor performance, com 17 deles, entre mestrado e doutorado, elevando-se a níveis de excelência. Além disso, nenhum de seus 62 programas foi reprovado.

Mérito de projetos

Além de opções de bolsa de estudo, muitas instituições oferecem financiamento a projetos, sendo este o grande alvo da avaliação. Na Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), por exemplo, as análises são divididas em três grupos: Linha Regular, que compreende as demandas feitas espontaneamente por pesquisadores e bolsistas; Programas especiais, que priorizam projetos que atendam as demandas dirigidas para programas específicos criados pela Fapesp; e, também, Inovação Tecnológica, que atende a demanda de projetos cujos resultados desenvolvem nova tecnologia e aplicação prática.

No grupo de Programas Especiais, têm mais chances os projetos que tenham por objetivo a capacitação de recursos humanos, modernização de laboratórios ou estímulo à pesquisa em novas áreas do conhecimento. Na área de inovação, como o próprio nome já diz, pesquisas que têm claro potencial de inovação tecnológica ou de aplicação na formulação de políticas públicas merecem destaque. Na Fapesp, são convocados cerca de 6.000 assessores voluntários, a maioria pesquisadores em atividade no Estado de São Paulo, e centenas de pesquisadores espalhados pelo Brasil para avaliar os projetos e selecionar as melhores propostas, sempre de acordo com a natureza e a área disciplinar de cada um.

A Capes, responsável pelos processos de seleção de bolsistas de Doutorado e Pós no Brasil e exterior, também é uma das instituições que prioriza o mérito dos projetos no momento de conceder o auxílio. Avaliando ainda, a importância que este poderá desempenhar no país em que está sendo proposto, tanto no Brasil como exterior. O CNPq é outro órgão que mantém importantes parcerias fora do país.

Bolsas no exterior

Especialistas destacam que para processos de bolsas de estudo fora do país, os requisitos básicos vão muito além de bons conhecimentos no idioma. "? necessário, sobretudo, flexibilidade e capacidade de adaptação a novas culturas para disputar uma vaga de bolsas fora do país", explica Elatia Abate.

Pedidos de bolsas em instituições de alta qualidade também contam à favor dos candidatos. A Capes, por exemplo, é uma das financiadoras que valoriza isso. Neste caso, Elatia dá a dica: "Estados Unidos e Europa são destinos muito procurados por possuírem faculdades de altíssima qualidade".

Outro ponto levado em consideração é a relevância do projeto para o país que servirá de base para seu estudo. Em propostas no exterior, por exemplo, deve-se questionar o propósito do projeto e de que maneira este poderá contribuir para o avanço da região. ? importante que o candidato tenha um projeto adequado ao programa oferecido pela universidade ao qual está se candidatando, já que algumas exigências são feitas pela própria universidade e não pelas financiadoras em questão.

"Avaliamos principalmente critérios técnicos e a importância da pesquisa para o país. Dependendo da instituição estrangeira, são exigidos conhecimentos específicos e, claro, conhecimento da língua. Mas estas são exigências avaliadas pela instituição que irá receber o bolsista", explica Mariana Galiza, do CNPq.

Com o avanço do país, em muitas áreas o Brasil tem condições próprias de formar novos pesquisadores com a mesma excelência do exterior. O CNPq, por exemplo, manteve, na década de 80, mais de 7 mil bolsistas por ano no exterior. Hoje, esse número não passa de 500.


Quer saber mais sobre bolsas de estudos? Então, não deixe de conferir nosso canal
Bolsas e Financiamentos.







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