Saturday :: 19 / 04 / 2014

Además Notícias | Erros inglês | Arte por dia | 700 cursos | Livros grátis | Cadastre-se | MAPA DEL SITIO

Noticia

Natal: o fundamento da fé cristã

Significado do nascimento do Messias é o mesmo para católicos e protestantes


Imprimir Imprimir Enviar a un amigo Enviar PDF PDF Traducir Traducir

Em meio às festividades do Natal, algumas religiões destacam uma atenção especial para o dia 25 de dezembro. Estas são as chamadas religiões cristãs, que têm toda sua teologia centrada no advento do nascimento de Jesus Cristo, o Messias. "O Natal é uma data fundamental da fé dos católicos e cristãos em geral, porque nesse dia é comemorado o nascimento de Jesus de Nazaré", afirma o porta-voz da arquidiocese de São Paulo, Monsenhor Dario Bevilacqua.

Essa convicção pela importância da data não diz respeito apenas aos católicos, mas também aos cristãos protestantes. "O Natal é um momento separado para se relembrar o nascimento de Jesus, o salvador do mundo. Essa é a visão geral no cristianismo protestante", conta o diretor da Faculdade Teológica Batista, Lourenço Stelio Rega.

Mais do que isso, praticamente não há distinção na maneira como as duas religiões encaram a data. "Normalmente, na prática, não se percebem diferenças entre o significado do Natal para católicos e protestantes. Muitas das igrejas católicas, inclusive, estão adotando práticas culturais protestantes", diz Rega.

As semelhanças, no entanto, se resumem à maneira como estas encaram o sentido do Natal e sua importância no pensamento cristão. Com um perfil mais afeito a rituais, os católicos contam com um número muito maior de cerimônias do que os protestantes. "As comemorações que existem, em geral, são musicais, com cantatas de Natal ou, às vezes, teatrais. Muitas delas, inclusive, não retratam apenas os acontecimentos de Jesus, mas também seus ensinamentos, e como estes se aplicam como modelo de uma vida saudável", explica Rega.

Enquanto para os evangélicos as celebrações se resumem às suas orações ou mesmo apresentações musicais, para os católicos há toda uma preparação especial. O advento começa no final do mês de novembro e se estende até meados de dezembro, como uma preparação, que é a própria expectativa para o Natal. Neste período, são lidos trechos bíblicos que falam sobre esperança, levando a comunidade a se preparar para esse sentido.

Já no dia de Natal, os católicos celebram uma missa especial, realizada tradicionalmente à meia-noite, que recebe o nome de Missa do Galo. Mas, por que esse nome? "O galo é a primeira ave a ver os raios do Sol, tanto que cantam de madrugada. O único dia do ano em que o galo não precisa cantar é a noite de Natal, porque os homens cantam em seu lugar", explica o padre e professor de Teologia da PUC-Rio, José Roberto Develar.

Cultura transformada

A manutenção dessas tradições está fundamentalmente ligada a rigidez com que a igreja católica lida com sua estrutura. Segundo Rega, as igrejas evangélicas tem um perfil mais flexível em relação às culturas, preocupando-se em manter seus pontos principais. "O protestantismo se adapta às culturas, ao contrário do que acontece no catolicismo, em que a cultura que se adapta a ele", afirma. "Ainda assim, os protestantes mantêm alguns princípios inegociáveis, como a valorização da vida, a pecaminosidade do ser humano, a bíblia como fonte de verdade e outros."

Outro exemplo disto é absorção de uma festa pagã, posteriomente transformada na comemoração do Natal. No segundo século depois de Cristo, os romanos ainda celebravam a festa do Deus Sol. Como na Bíblia diz que Jesus é o Sol nascente que veio nos visitar, os cristãos decidiram não confrontar a fé dominante, mas sim classificar Jesus de "o Novo Sol". "Esse é um processo que se chama inculturação. Ao invés de destruir-se uma crença, mostrou-se que o Sol não era a estrela de quinta grandeza do espaço solar e sim um homem chamado Jesus", remonta Develar.

Símbolos modernos

Boa parte dos símbolos atuais do Natal também encontram suas raíses nas figuras sagradas do cristianismo. Mesmo as mais populares. Durante muitos séculos, o dia de São Nicolau era festejado no dia de Natal. Foi aí que surgiu uma figura gorducha, com barba branca e roupas vermelhas que tomou o seu lugar. "A figura do Papai Noel, lançada numa propaganda de Natal por uma firma norte-americana, caiu no gosto público e então esse gosto começou a entrar em outros grupos religiosos", conta Develar.

árvores de Natal enfeitadas, muitos presentes, bolas coloridas, pisca-piscas e presépio. Tudo isso também faz parte da tradição católica. Mas todos esses elementos têm significados especiais: a árvore representa a vida, as bolas penduradas no pinheiro natalino substituem as frutas, que simbolizavam todo gesto concreto de fraternidade que se fazia no advento do Natal, e o presépio é uma representação artística do nascimento de Jesus.

Em relação ao presépio, uma curiosidade. José e Maria foram os últimos personagens a serem incorporados à cena natalina. Os primeiros foram o boi e o burro, que significavam o povo judeu e os outros povos, respectivamente. "Aquele menino [Jesus] veio unir todos os homens, então não teria mais o boi e o burro, seria o ser humano", aponta Develar.

Além da Missa do Galo e dos elementos tradicionais do Natal, os católicos, bem como os protestantes, costumam se confraternizar através da troca de presentes. Na maior parte das famílias, antes da comemoração é lembrado o verdadeiro motivo do Natal através de orações e preces. "O que a gente espera é que o Natal, que é a comemoração de um aniversário, não seja comemorado sem o aniversariante. Natal sem a figura de Jesus está completamente vazio", finaliza Bevilacqua.







RSS   


Comentarios para esta noticia

 

Publicidad

Publicidad