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Válvula cardíaca humana desenvolvida pela PUCPR será comercializada na Europa

      
Válvulas descelularizadas não apresentam calcificação no período de cinco anos (Crédito: Divulgação)
Válvulas descelularizadas não apresentam calcificação no período de cinco anos (Crédito: Divulgação)
A tecnologia de descelularização de válvulas cardíacas humanas para substituição de válvulas do coração, desenvolvida e em fase final de patente pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), começará a ser comercializada em todo o mundo, com o acordo firmado entre a Universidade e a inglesa Tissue Regenix.

 

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O acordo de comercialização e propriedade industrial garante à empresa de dispositivos médicos regenerativos os direitos exclusivos de comercialização da tecnologia em todos os países do mundo, exceto no Brasil, onde as válvulas cardíacas humanas descelularizadas já são comercializadas pelo Banco de Valvas Cardíacas da PUCPR, o único banco de válvulas do país.

 

A tecnologia consiste na retirada de todas as células da válvula do doador cadáver, por meio de um tratamento enzimático e químico, o que aumenta a durabilidade do enxerto, beneficiando principalmente pacientes infantis e jovens. Segundo o cirurgião cardíaco e coordenador do Núcleo de Enxertos Cardiovasculares do Laboratório de Engenharia de Tecidos e Cultivo Celular da PUCPR, Francisco Diniz Affonso da Costa, mais de 300 pacientes receberam a válvula no Brasil, sendo 140 deles na Santa Casa de Curitiba, hospital referência em cirurgia de substituição de válvula cardíaca.

 

Entre os pacientes operados na Santa Casa de Curitiba, constatou-se que as válvulas descelularizadas não apresentam calcificação no período de cinco anos, em comparação com pacientes que receberam a válvula criopreservada, que contém as células do doador cadáver. Este estudo foi publicado em dezembro de 2010 no The Annals of Thoracic Surgery.

 

Segundo Costa, a eficiência da tecnologia de descelularização motiva a equipe a testá-la em outros tipos de tecido como, por exemplo, o pericárdio, que pode ser aplicado em cirurgias de nariz, ouvido, hérnias e enxertos vasculares. O acordo firmado com a Tissue Regenix será importante neste processo. “Com a comercialização da tecnologia na Europa e no mundo, outros grupos de pesquisa também podem começar a testar a tecnologia em diferentes tipos de tecidos e até mesmo em próteses de tecido animal”, explica.



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