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Ministério Público quer atendimento padronizado para deficientes em vestibulares

      
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Crédito: Shutterstock.com

 

Nova proposta pretende criar um documento que atenda as necessidades dos deficientes visuais em provas e vestibulares. A ideia é do procurador Peterson de Paula Pereira, que investiga denúncias de tratamento inadequado a deficientes visuais em processos seletivos realizados pela Cesp e pelo Inep, órgãos responsáveis pela organização do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). A representação com as reclamações dos candidatos foi realizada pela ONCB (Organização de Cegos do Brasil) e apresentada na última terça-feira (7), em audiência pública sobre o caso.

 

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De acordo com informações do portal ig, existem várias barreiras pedagógicas que impedem que os deficientes visuais realizem as provas, já que a maioria dos exercícios propostos utilizam gráficos, tabelas e figuras geométricas que são mais difíceis para os cegos.

 

No caso da deficiente física e visual Maria Eduarda Soares de Mendonça, 20 anos, que por conta de uma doença rara só possui 20% da visão, no dia da primeira prova da avaliação seriada da UnB (Universidade de Brasília), ela não encontrou o apoio que precisava para mostrar o que sabia de cada conteúdo.

 

Inúmeros problemas técnicos e pedagógicos ocorreram na primeira vez e se repetiram nas outras cinco vezes em que Maria Eduarda participou das seleções da UnB: ledores despreparados, locais sem acessibilidade e questões inadaptadas para cegos.

 

O caso de Maria Eduarda não é isolado. É semelhante ao de dezenas de jovens que, na tarde da última terça-feira, se disponibilizaram a contar aos representantes da Procuradoria da República no Distrito Federal, do Cespe (Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da UnB) e do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), todas as dificuldades que enfrentam em exames elaborados por eles.

 

Os representantes das duas entidades que participaram da reunião se comprometeram a estudar o documento com as necessidades dos estudantes e promover mudanças. O procurador Peterson Pereira quer que ao final o grupo elabore um documento que padronize o atendimento a deficientes visuais. Uma reunião técnica vai acontecer daqui 30 dias.

 

 


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