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Entrevista

"A predominância masculina no poder ainda é maior", diz diretora acadêmica

      
A predominância masculina no poder ainda é maior, diz diretora acadêmica

Anna Maria Guimarães

Diretora acadêmica da B.I. International

Nesta semana, a série "Opinião" aborda o empoderamento das mulheres. A convidada desta edição é a diretora acadêmica da B.I. International, Anna Maria Guimarães. Leia a entrevista:

Segundo dados da ONU, a América Latina é a região com mais mulheres no poder (1 parlamentar para cada 4 homens). Podemos considerar que a América Latina está na vanguarda no tema de paridade entre homens e mulheres na esfera política?
Sim. O fato de a América Latina ocupar a vanguarda na liderança de gênero feminino no poder político é muito positivo. No Brasil, Chile e Argentina as presidentes são mulheres! O perfil feminino é complementar ao masculino, portanto ambos atuando conjuntamente contribuem em tese, para o desenvolvimento político das nações. No entanto, essa característica não é condição suficiente para surtir resultados positivos, outros atributos adicionais são necessários. Percebo que há ainda muito que construir nos países da América Latina, capitaneados por mulheres em termos de crescimento econômico (PIB), evolução IDH, atração de investimento estrangeiro, investimentos em educação e em infraestrutura e acordos de livre comércio bilaterais.


Houve mudanças significativas desde que as mulheres chegaram ao poder em nossa região e no mundo? Quais?
Iniciativas governamentais, das empresas e individuais têm desempenhado um papel importante na condução das mulheres ao poder, tais como o Governo da Noruega que instituiu cotas para mulheres nos Conselhos de Administração, movimentos de liderança feminina como BPW (Business Professional Women) origem Suíça e possui representatividade na ONU, WCD (Women Corporate Directors) origem norte-americana e congrega Conselheiras de Administração no mundo todo, no Brasil temos também movimentos locais, que merecem destaque como o MdB (Mulheres do Brasil) , a “Aliança para o empoderamento da mulher”, que congrega CEO´s comprometidos com a inclusão feminina nas suas organizações, além do IBEF-MULHER que congrega as executivas de finanças.


Quais foram as condições principais para que as mulheres pudessem disputar por um lugar político em nosso continente e no mundo?
Primeiramente, o olhar e abertura do mundo para a mulher que possui alta capacidade de trabalho, além de ser multitarefa, são condições que contribuem para a disputa político e empresarial da mulher! Estimo também que alguns fatores e competências são preponderantes para a mulher chegar ao poder, como: acreditar que tem uma missão a cumprir, vontade genuína de disputar o poder, formação acadêmica diferenciada, capacidade de fazer alianças e de articulação política e ter foco em resultado.


Qual a visão da sociedade em relação às mulheres como líderes?
A predominância masculina no poder ainda é maior. Não vejo muita distinção na visão da sociedade entre gêneros. Acho o que importa são os resultados que a líder mulher consegue atingir, considerando suas competências específicas.


Será possível conseguir uma paridade absoluta entre homens e mulheres não somente na esfera política, mas também acadêmica, científica, empresarial, etc? Quais os principais desafios?
Percebo que a busca pelo equilíbrio de gênero é benéfica para a sociedade. Dentre os desafios para a mulher, a educação é o maior deles. Lembrando a citação da Malala Yousafzai, quando foi à Assembleia da ONU contar a sua história para 400 jovens depois de ter sido punida com um tiro na cabeça por ter defendido o direito das meninas à educação (Uma criança, um professor, um livro e uma caneta podem mudar o mundo). Malala nasceu na região do Vale do SWAT, conhecida como a Suíça do Paquistão, que tem conquistado grandes avanços para o Paquistão através da educação e da escola de mulheres, formando médicas, engenheiras e advogadas.

 



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