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Protótipo da UEMG participa de competição internacional

      
Já imaginou andar mais de cinco quilômetros com seu carro e gastar apenas uma gota de gasolina? Pois é o que pretendem os participantes da 18¦ Shell Eco-Marathon, competição automobilística realizada anualmente na França, onde é premiado o veículo que maior distância percorrer com a menor quantidade de combustível possível. Entre os competidores desta edição, que acontece nos dia 1 e 2 de junho, está uma equipe brasileira: os estudantes da Escola de Design da UEMG (Universidade Estadual de Minas Gerais) que, coordenados pelo professor Jairo Drummond Câmara, e em conjunto com a Unifei (Universidade Federal de Itajubá), desenvolveram o Sabiá 4.

Os participantes desta competição são todos estudantes e professores de grandes escolas e universidades (a maioria, europeus). Os veículos possuem três ou quatro rodas e são feitos de madeira ou fibra de carbono. Cada carro tem quatro chances para percorrer as seis voltas do circuito (aproximadamente 22 km no total), consumindo o mínimo possível de combustível em, no máximo, 51 minutos. Os carros são testados em gasolina, gasóleo e GLP (gás liquefeito de petróleo). Além do melhor aproveitamento de combustível, a competição também premia protótipos de veículos com o melhor design.

Esta é a quarta vez que o professor Jairo e seus alunos participam da maratona - as outras foram em 1994, 1995 e 2000. Em duas delas, foram premiados. Em 94, o Sabiá 1 recebeu o Prêmio de Honra do Design e, há dois anos, o Sabiá 3 foi escolhido o mais bonito pelo júri e condecorado com o Prêmio Especial de Design para Equipe Estrangeira. "Com certeza esta será nossa melhor participação. Em 94, não conseguimos fazer nosso carro andar no dia da competição, só nos testes. No ano seguinte, foi pior ainda: o carro simplesmente não andou em momento algum. Então, percebemos que sem patrocínio não conseguiríamos nada e nos afastamos. Em 2000, resolvemos participar novamente e foi ótimo. Conseguimos andar nos dois dias e quase nos classificamos. Fizemos o percurso em 52 minutos, um minuto a mais do que o permitido, fazendo 83,7 Km/L", conta Câmara.

Este ano, a parceria com a Unifei teve como objetivo a criação de um modelo com desempenho superior aos protótipos anteriores. Deu certo. Pintado em amarelo metálico, o Sabiá 4, além de mais bonito, é mais competitivo do que as outras versões. Possui computador de bordo que dá instruções ao piloto e mantém o motor ligado apenas quando necessário, evitando, assim, o desperdício de combustível. Além disso, o modelo está muito menor e mais leve do que o Sabiá 3. Diminuiu de 5,5 metros de comprimento e 120 kg para 3,95 metros e 45 kg. Até o motor foi reduzido: passou de 98 cm3 para 22 cm3.

A expectativa da equipe é muito grande. Pela primeira vez, o carro foi testado no Brasil antes de chegar à competição e mostrou ótimos resultados. "Como não tínhamos condições adequadas, nos outros anos os veículos foram para a competição sem que tivessem sido usados. Dessa vez, já atingimos 800 Km/L com ele. Recorde brasileiro". Apesar de excelente, a marca está longe dos carros desenvolvidos em países com tecnologia de ponta - em 2001, o vencedor conseguiu atingir 3444 Km/L, oÿ equivalente a cinco quilômetros com apenas uma gota.

Entretanto, isso não desanima Câmara. Para ele, participar da Eco-Marathon é ótimo para os estudantes. "Somos da área de design, então o aproveitamento não é nossa meta principal. Nosso objetivo é formar bons profissionais de design. E estamos conseguindo. Um dos alunos que participou do projeto do Sabiá 3 foi vencedor do prêmio brasileiro de design da Volkswagen no ano passado, e outro é finalista este ano; outros três conseguiram entrar em um mestrado assim que acabaram a graduação - e o Sabiá 4 é a tese de um deles".

O Sabiá 4 foi desenhado pelos estudantes da UEMG a partir de linhas geométricas retangulares e com frisos bem definidos, seguindo o estilo de design conhecido como "new edge". As formas do protótipo também foram influenciadas pelo trabalho do arquiteto italiano Rafãllo Berti, que projetou a Prefeitura e a Santa Casa de Belo Horizonte.
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