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Ada: Contatos imediatos de terceiro grau

      
Vídeo da Ada
Confira como o piso da Ada reage ao estimulo criado por uma pessoa que transita pela sala. Repare na alteração das cores do piso conforme muda a pressão dos passos.
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Até 30 de outubro o Nics/Unicamp (Núcleo Interdisciplinar de Comunicação Sonora da Universidade Estadual de Campinas) estará participando, juntamente com a Universidade Federal de Zurich (Suiça), da apresentação ao público da Expo 02 - uma das mais importantes feiras de ciência e tecnologia da Europa -ÿ de um ousado e inovador projeto.

Ocupando um espaço de 500 metros quadrados, está a Ada, uma sala inteligente que consumiu quatro anos de pesquisas e US$ 4 milhões. O objetivo principal da Ada é ajudar os pesquisadores a entender, cada vez mais, como funciona o cérebro humano.

Para compreender o que é a Ada, é preciso lembrar que grande parte dos estudos sobre o funcionamento do cérebro são feitos analisando animais - cobaias de experimentos que não poderiam ser realizados em seres humanos. Assim, o que a neurociência sabe hoje é o funcionamento do cérebro de gatos e insetos, por exemplo. O que os pesquisadores pretendem é diminuir o uso destas cobaias e tornar mais rápidas as análises das reações do cérebro, utilizando para isso, o poder de cálculo dos computadores.

Ao construir a Ada, uma equipe de 30 pesquisadores de vários países utilizou modelos computacionais baseados na neurociência e criou um ambiente que funciona como um organismo que responde com luz e som aos estímulos das pessoas que transitam por ele. Todos os sons e movimentos são captados por câmeras e microfones espalhados pela sala e por um piso que calcula a pressão dos pés dos visitantes em tempo real. Agora, os cientistas estão analisando as reações deste organismo à passagem dos visitantes da Expo 02.

Para que a experiência realmente tivesse um caráter interativo, foi preciso pré-definir os "estados" em que o visitante encontraria a Ada. Assim, quando um grupo de pessoas entra na sala, a encontra em um estado "adormecido" que muito rapidamente passa para "acordando". Nestes dois estados, as respostas aos estímulos é lenta, como alguém que está, realmente, acordando. Logo depois, inicia-se o chamado estado "explorador", onde o organismo envia mais informações do que recebe, tentando estabelecer um contato com as pessoas.

O próximo passo é o "agrupador". Nele, Ada pode, por exemplo, tentar agrupar as pessoas, piscando uma luz em um determinado ponto e deixando a música mais suave e lenta,ÿ esperando que os visitantes se dirijam ao foco de luz. Quando as pessoas percebem este "chamado" e correspondem à "expectativa" da Ada, a música se torna mais forte e rápida e a luz deixa de piscar apenas naquele ponto. Depois de estabelecer este contato, o organismo passa para o estado "jogar", onde ele tenta "ensinar" uma brincadeira aos visitantes. No caso, o jogo tem como objetivo aprisionar um determinado padrão de luz num canto da sala. Depois do jogo, que é o momento de maior atividade de Ada, há uma redução gradual que a leva de volta ao estado "adormecido". Para os visitantes, é o sinal de que eles devem sair da sala e permitir que outras pessoas entrem.

"? preciso entender que as reações de Ada não são aleatórias nem previamente definidas. Toda vez que o organismo recebe um estímulo, é como se ativasse um grupo de neurônios, no caso, ele ativa um modelo computacional relacionado àquele estímulo", afirma o coordenador do Nics, Jônatas Manzolli. "Isto quer dizer que Ada é capaz de aprender coisas e de agir de forma totalmente imprevista".
O próximo passo, agora, é analisar as reações de Ada a todos os estímulos das cerca de 400 pessoas que a visitam por hora. Para isso, mestres e doutores irão realizar pesquisas durante todo o evento. As conclusões servirão para tornar Ada ainda mais parecida com o sistema nervoso humano. Uma revolução cujas aplicações práticas poderão ajudar no tratamento de muitas doenças como o Mal de Alzheimer.

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