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Poli-USP utiliza argila para a disposição adequada de resíduos industriais

      
Dois estudos em desenvolvimento em programas de doutorado na Poli da USP podem trazer contribuições importantes na luta pela defesa do meio ambiente. As pesquisas estão em fase inicial e utilizam argilas como adsorvente (capacidade de fixação e retenção de uma determinada substância) de materiais e resíduos que afetam a natureza.

O objetivo é encontrar soluções para a disposição adequada de resíduos industriais. Os estudos têm a orientação do professor Pedro Maurício Büchler, do Departamento de Engenharia Química e são co-orientados pelo professor Francisco Rolando Valenzuela Diaz, do Departamento de Engenharia de Materiais e Metalurgia.

A primeira pesquisa refere-se ao uso de argilas como impermeabilizante de bacias de contenção de tanques aéreos para evitar vazamentos de combustíveis; como barreiras reativas na remediação de aqüíferos; como materiais absorventes e adsorventes na contenção de derramamentos de petróleo e de seus derivados, e para a disposição de resíduos, utilizando técnica de encapsulamento.

O projeto, iniciado em agosto de 2001, está sendo realizado pela doutoranda Marilda Ramos Vianna, no Departamento de Engenharia Química da Poli. "Recentemente a Cetesb divulgou uma lista com 255 áreas contaminadas com poluentes orgânicos e metais pesados no Estado de São Paulo. Os postos de gasolina são responsáveis por aproximadamente 100 casos, sendo 70 no Município de São Paulo", conta. Segundo Marilda, a pesquisa poderá auxiliar na prevenção, bem como na remediação desses sítios contaminados.

A segunda pesquisa em andamento é a de Carolina Afonso Pinto, no Departamento de Engenharia Química. Em seu mestrado, ela estudou a estabilização por solidificação do cromo - proveniente do resíduo de curtume - em uma matriz de cimento, utilizando argilas como adsorventes. "Esse material pode ser disposto em um aterro industrial e não há problema de contaminação do solo ou do aqüífero, porque o cromo fica fixado à matriz de cimento", afirma.

Carolina desenvolve atualmente seu doutorado também sobre estabilização de resíduos por solidificação. "Agora pretendo realizar análises químicas do cromo e de borra de fluido de perfuração de poços de petróleo, que contêm diversos metais.

Para isso, vou estudar o comportamento dos metais pesados presentes nesses resíduos na matriz de cimento, bem como analisar a adsorção desses metais na argila", explica. Parte de seu trabalho experimental será realizado na Louisiana State University, nos EUA, dentro do Programa de Doutorado-Sandwiche patrocinado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Usina Piloto

Carolina e Marilda estão estudando materiais adsorventes que possam ser usados em aterros sanitários e industriais ou, no caso de estabilização por solidificação, de hidrocarbonetos e de metais pesados. A argila é um dos adsorventes estudados. "O doutorado de Marilda também traz a intenção de implementar uma usina piloto para transformar a produção de argila organofílica - mineral utilizado nas duas pesquisas - de escala de laboratório para escala piloto", comenta Francisco Rolando Valenzuela Diaz.

O professor Antonio Carlos Vieira Coelho, responsável pelo Laboratório de Matérias-Primas Particuladas e Sólidos Não-Metálicos, explica que, na natureza, as argilas só são encontradas na forma hidrofílica e, para serem usadas nessas pesquisas, devem ser transformadas em organofílicas. "O problema é que as argilas organofílicas normalmente são importadas", explica.

Marilda e Carolina afirmam que uma das barreiras para o andamento dos estudos está relacionada à necessidade de alguns equipamentos. "Poderíamos complementar nossas pesquisas se tivéssemos esses equipamentos à disposição, agilizando a obtenção de resultados", enfatizam.

Os equipamentos necessários são: um lixiviador (que serve para averiguar se o resíduo, após simulação de uma chuva ácida, é lixiviado para o meio ambiente) e um espectrofotômetro de emissão por plasma (que quantifica cátions em uma amostra) que está sendo pedido à FAPESP. Além de versáteis, esses equipamentos são utilizados em estudos com outros resíduos e também em outras áreas da ciência.

Mais informações: (0XX11) 3091-2225 com professor Pedro, (0XX11) 3091-2279 com professor Francisco ou e-mail marilda.vianna@poli.usp.br com Marilda e capinto@usp.br com Carolina

Fonte: USP
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