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USP estuda impactos do turismo no Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira

      
O doutorando Leandro Luiz Giatti, da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP (Universidade de São Paulo), está pesquisando os impactos ambientais relacionados ao turismo na Região de Iporanga (SP), município onde fica grande parte do Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR). A pesquisa, ainda em andamento, constatou deficiências de saneamento e índices relevantes de poluentes e coliformes nas águas ao redor do parque, o que levou à promoção de um trabalho de educação sanitária com a comunidade do Bairro da Serra.

Nesta sexta-feira, dia 23, Giatti e um grupo voluntário de alunas de enfermagem da UniFMU farão atividades educativas com os estudantes da escola do bairro, durante o dia, e à noite reunirão a comunidade para expor as deficiências constatadas e fazer orientações a respeito destes problemas.

O trabalho de educação sanitária teve início com entrevistas em 55 das 122 residências do Bairro da Serra. O conhecimento da população quanto a transmissão, tratamento e perigos de verminoses ou outras doenças transmitidas pela água foi considerado insatisfatório. Foi verificado que parte das casas utiliza água captada diretamente dos rios e cavernas do Parque, sendo que os moradores a consomem com pouco ou nenhum tratamento. A maioria das residências recebe água tratada da Sabesp, mas não há rede de esgoto. Os dejetos correm, em grande parte, a céu aberto, sendo despejados em córregos afluentes do rio Betarí, que é usado para lazer. As fossas construídas são na maioria muito rudimentares, podendo contaminar o lençol freático.

População triplicada

O PETAR é uma reserva de mata atlântica repleta de cachoeiras, rios e cavernas, posicionada entre São Paulo e Curitiba. Muitos pesquisadores e turistas atraídos pelo parque se hospedam no Bairro da Serra, próximo ao Parque, que oferece pousadas, bares e áreas de camping. Segundo o pesquisador, os problemas de saneamento da comunidade local são agravados nos feriados, quando a população do bairro chega a triplicar com a presença dos visitantes, que podem ser contaminados por verminoses. A falta de recursos também contribui para que doenças levadas de fora também sejam transmitidas. "Um guia turístico do parque pegou um tipo de fungo que só aparece no litoral, mesmo sem ter ido à praia", exemplifica.

A pesquisa de Giatti, que resultou no trabalho de educação sanitária, estuda as influências dos turista na região do PETAR, principalmente em relação à água. Outras relações do turismo com a degradação, como o lixo, são levantadas pelo pesquisador. "Dentro do Parque existem poucos problemas, mas os resíduos lá recolhidos são levados a um lixão irregular, próximo a um afluente do rio Ribeira, e tem grandes quantidades de materiais danosos relacionados ao turismo, como pilhas por exemplo", alerta o pesquisador. Segundo ele, as cavernas também são prejudicadas com o vandalismo. O excesso de freqüentadores causa degradação involuntária pelos resíduos de carbureteiras (lanternas a combustão) e a simples presença dos visitantes altera a temperatura e a umidade. Segundo Giatti, o ambiente das cavernas é absolutamente estável e pequenas variações causam grandes prejuízos para a fauna local. "O turismo ecológico é uma atividade econômica altamente promissora. Mas se não forem tomados os cuidados de preservação, a própria atratividade do ambiente pode levá-lo à degradação", completa.

Mais informações: (0XX11) 9807-2263, ou pelo e-mail lgiatti@usp.br.

Fonte: USP
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