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Notícias

Divulgação de conhecimento não deve ser tratada como um produto comercial

      

1º Congresso Internacional de Divulgação Científica
Painel: "A ética e os novos desafios da divulgação científica"
Expositores: Oswaldo Frota-Pessoa, professor do IB/USP (Universidade de São Paulo), Leonardo de Castro, membro do comitê de ética das Filipinas, Aziz AbïSaber, professor do IEA/USP e Eugenio Bucci, da Folha de S. Paulo.

O painel que abordou os novos desafios da divulgação científica começou com uma exposição do professor do IB/USP, Oswaldo Frota-Pessoa, sobre o dever dos envolvidos em trabalhos científicos. Segundo ele, os pesquisadores devem identificar e explicar à sociedade onde estão as "falácias" das pseudo-ciências, que têm buscado utilizar a população como massa de manobra.

Segundo Frota-Pessoa, qualquer conhecimento pode ser usado para o bem e para o mal, portanto, cabe aos comunicadores científicos não apenas ensinar e divulgar a ciência, mas também "desensinar" as pseudo-ciências e propagandas enganosas.

Para o professor, é obrigação da ciência - e do jornalismo - investigar e descobrir como as coisas funcionam para divulgar com responsabilidade. O professor reconhece, no entanto, as dificuldades de se identificar algumas distorções. "Quem escreve sobre ciência transita em um campo de batalha", afirma.

O membro do comitê de ética das Filipinas, Leonardo de Castro, falou sobre a liberdade de pesquisa que cabe aos pesquisadores. Segundo ele, esta liberdade deve ser exercida com responsabilidade pelos profissionais, pois, em sua opinião, "o exercício da ciência exige consciência".

Castro afirmou que, muitas vezes, a liberdade de decisão dos pesquisadores vem sendo restringida por fatores externos (políticos, sociais, comerciais e éticos), que influem na escolha do tema, do método e da publicação.ÿ Para ele, a mídia é a escolha lógica para o papel de consciência. Ainda assim, o professor vê restrições no trabalho da imprensa, pois o fato de também ser um empreendimento pode fazer com que as decisões sejam tomadas com base em determinados interesses comerciais.

Eugênio Bucci, da Folha de S. Paulo, também falou sobre o papel da mídia na divulgação científica. Segundo ele, atualmente a mídia tem se mostrado como uma superindústria, transformando o conhecimento em um produto - o que, para Bucci, acaba por atingir a ciência. O jornalista criticou as agências de pesquisa, que segundo ele, têm se posicionado como verdadeiras agências de marketing. "Atualmente, para se legitimarem, essas agências, como a NASA, precisam ser populares", critica. "Aÿ ciência também acaba tendo que se vender como um espetáculo", concluiu.

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