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Pesquisa da UEFS mostra que arte serve para minimizar problemas sociais de alunos e estimulá-los

      
Pesquisa da UEFS (Universidade Estadual de Feira de Santana) mostrou que a Arte serve para minimizar problemas sociais de alunos e estimular as habilidades motoras e a criatividade em sala de aula. A dissertação foi defendida em 30 de julho, no Centro Universitário de Cultura e Arte (CUCA), pela professora Mávis Dill Kaipper, que desenvolveu o trabalho em Salvador dentro do convênio do Mestrado em Educação Especial entre a UEFS e o Centro de Referência Latino-Americano para Educação Especial (CELãE), do governo de Cuba.

A pesquisa educacional foi realizada durante o ano de 2000 numa escola do perímetro urbano de Salvador, fixando-se no estudo de crianças em desvantagem social. Segundo a pesquisadora, a investigação constatou "que o efetivo ensino da Arte pode contribuir positivamente para amenizar os efeitos prejudiciais das condições extremas em que as crianças são obrigadas a viver".

A professora Mávis Kaipper informou que a amostra da pesquisa foi formada por crianças desprivilegiadas, viciados em drogas ou alcoólicos, com mães prostitutas e que moram em locais inseguros, onde as condições de higiene são insatisfatórias. O acesso a estas informações, como ressaltou a professora, foi obtido com visitas pessoais às casas dos alunos e com a realização de entrevistas às famílias.

ATENDIMENTO

"Apesar de estarem numa mesma sala de aula, o atendimento a esses alunos deveria ser especial, por apresentarem problemas de diferentes naturezas, como deficiência visual e de comportamento", disse Mávis Kaipper. A pesquisadora sugeriu em sua pesquisa que, nestes casos, o atendimento deva ser individual e com encaminhamento para diagnóstico clínico e posterior tratamento.

A pesquisadora relata que vários alunos de outras séries costumavam invadir sua sala pedindo para participarem das tarefas. Isso ocorria, disse ela, principalmente nas aulas em que eram usadas massa de modelar, recorte e colagem de revistas, palitos ou linhas coloridas.

Segundo a pesquisadora, essas atividades não são nada extraordinárias e podem ser realizadas pelos professores das classes do Ensino Fundamental como recurso básico para atrair o interesse dos alunos no ensino de outras disciplinas. No decorrer das práticas pedagógicas, a professora surpreendeu-se com o alto percentual de dias letivos suspensos por motivos alheios como a falta de água nas escolas, falta de merenda escolar, sujeira na escola após festa no dia anterior, falta de professores, campanha para eleição de diretor e reuniões de diversas ordens.

Na dissertação do mestrado, a professora alerta: "A formação dos professores não os habilita ao atendimento de alunos especiais que não estejam sendo acompanhados paralelamente por outros profissionais especializados". Ela sugere, na conclusão do trabalho, aos professores que participem de programas de formação continuada voltada para a "tarefa de educar".

Fonte: UEFS
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