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Notícias

Jornalista precisa saber separar joio do trigo

      
1º Congresso Internacional de Divulgação Científica Painel: "Divulgação científica e educação"
Expositores: Célio da Cunha, assessor especial da Unesco; Maurício Tuffani, jornalista da revista Galileu; Julio Abramczyk, colunista do jornal Folha de S.Paulo; Ronaldo Freitas Maurão, representante do CNPq

O último painel do segundo dia do congresso discutiu a importância da divulgação científica na educação. Os participantes reconheceram erros no ensino da ciência no país e, mais especificamente, da utilização do jornalismo como forma de educação continuada.

O jornalista da revista Galileu, Maurício Truffani, foi o primeiro a falar e, como já haviam feito outros jornalistas durante o congresso, fez um mea-culpa do papel da imprensa na educação e na divulgação científica. Truffani identificou três fatores que, segundo ele, são os atuais problemas de método da imprensa.

O primeiro é a relação dos jornalistas com as fontes. Truffani explicou que, no jornalismo científico, tem-se por regra geral a utilização de única fonte, tendo a ciência como verdade inquestionável, o que geraria problemas de credibilidade. O segundo problema é a utilização da própria imprensa como fonte de informação. O último é a simplificação excessiva da linguagem, empobrecendo o discurso.

Truffani ainda criticou a falta de visão crítica dos jornalistas, que têm tratado a ciência como mero relato de experiência, sem fazer uma análise do que realmente interessa ao leitor. ?Os jornalistas não tem conseguido separar o joio do trigo?, filosofa.

Ronaldo Freitas Mourão, que representou o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), também falou sobre a relação entre o jornalismo e a ciência. Para o professor, se jornalismo científico tiver senso crítico ele servirá como meio de ensino.

Segundo o professor, há atualmente uma defasagem na divulgação científica, pois embora os meios sejam novos, os métodos utilizados ainda são antiquados. Mourão também aproveitou para falar sobre outros meios de divulgação científica que julga importantes, como a construção de museus.

Para Mourão, o governo deveria investir mais na criação de museus sobre ciência, ampliando o alcance da educação. O professor criticou os pesquisadores que não se preocupam com o assunto. ?Cientistas não querem desenvolver preservação do passado. Acham que devem apenas utilizar tecnologias de ponta?, alfinetou.

O encontro foi encerrado com a palavra do assessor especial da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) Célio da Cunha, que criticou a situação do ensino das ciências no país. Segundo Cunha, só é possível prever um futuro melhor para o país quando existir uma política de cultura, educação e ciência. ?Não é ético oferecer uma educação que não seja de qualidade?, concluiu.

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