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Crianças fissuradas são as maiores vítimas de cárie

      
O tratamento preventivo precoce e a conscientização de pais podem evitar a cárie em bebês com fissura labiopalatal, uma das mais comuns má-formações presentes a cada 650 nascimentos. Entre crianças fissuradas, a doença atinge 59,3% com idade entre sete e 66 meses, e 10% com até um ano.

De acordo com a odontopediatra Lucimara Teixeira das Neves, que analisou a condição bucal destas crianças em sua pesquisa de mestrado, muitos bebês já poderiam ter passado por uma cirurgia corretiva, o que não foi possível devido à presença de lesões de cárie. "A boa saúde bucal é pré-requisito fundamental para todo o processo de reabilitação desde fases precoces", explica.

A odontopediatra avaliou 300 crianças portadoras de fissuras dividindo-as em dez grupos de acordo com a faixa etária. Paralelamente, aplicou um questionário com seus pais e, assim, verificou as dificuldades mais freqüentes. "Cerca de 40% dos pais relataram receio na higiene bucal de seus filhos. Muitos justificavam esta insegurança por terem medo de machucarem a fissura ou então pelo fato de as próprias alterações anatômicas locais dificultarem a limpeza. Alguns confessavam que mal higienizavam a área afetada."

E esse temor acabou por apontar que a presença de cárie chega a 40% nos grupos formados por crianças de 19 a 24 meses. "O valor é alto nesta faixa pelo fato de as crianças já serem mais independentes e não colaborarem muito com seus pais para uma higiene correta", acredita Lucimara. "Além disso, outro fator que contribui é a irrupção dos dentes posteriores, os quais possuem uma anatomia diferente e facilitam o acúmulo de restos alimentares e o surgimento da cárie."

Conscientização
A cárie é uma doença infecto contagiosa que ocorre principalmente pela falta de higiene e dieta inadequada, como por exemplo o alto consumo de alimentos açucarados. O ideal para evitá-la entre estas crianças mais vulneráveis seria a prevenção precoce a partir de um acompanhamento odontológico periódico.

Com isso, desde março, o Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC) da USP de Bauru - mais conhecido como Centrinho- vem oferecendo este serviço de orientação gratuitamente em sua recém-inaugurada "Clínica de Bebês". "Por volta de 450 crianças não só da região mas de todo o País e da América Latina já se beneficiaram dessa extensão do atendimento odontopediátrico", conta a pesquisadora. "Quanto antes o problema de cárie for tratado e a cirurgia corretiva for feita, menor serão as chances da criança sentir-se diferente de outras de sua idade", comenta.

Em todo o Brasil, a maioria das universidades já implementou o atendimento precoce por meio das Clínica de Bebês. Mas o Centrinho se destaca por desenvolver pesquisas de ponta no atendimento de crianças com deformidades craniofaciais.

Lucimara apresentou seu trabalho na Faculdade de Odontologia (FO) da USP e foi premiada no Encontro da Sociedade Brasileira de Pesquisa Odontológica (SBPqO), realizado em setembro de 2002 - o que rendeu o convite para apresentar, este ano, sua pesquisa no 21º Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo (CIOSP) na galeria de trabalhos premiados.
Fonte: USP
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