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Pesquisadores divulgam resultados do censo étnico racial entre alunos da UFMT

      
Em coletiva à imprensa, o reitor Paulo Speller e a Profª Lúcia Muller, Coordenadora do NEPRE-Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Relações Raciais e Educação da UFMT, divulgaram, nesta quinta-feira, dia 30, os resultados do 1º Censo Étnico-Racial das Universidades Federais Fluminense e de Mato Grosso. A UFMT e a UFF são as duas primeiras universidades brasileiras a realizar este trabalho e o levantamento dos dados aconteceu entre os meses de março e maio de 2003 com os alunos das duas universidades.

O objetivo do censo foi fazer um mapeamento dos estudantes no que se refere à sua identidade étnico-racial, trajetória escolar, rendimento e origem familiar, verificando, ao mesmo tempo, o grau de aceitação entre eles de uma política de quotas para negros na universidade. Na UFMT, foram entrevistados 5.571 alunos, todos do campus de Cuiabá.

Segundo Lúcia Müller, os dados obtidos são preliminares uma vez que o trabalho prosseguirá com os pesquisadores "cruzando as informações e aprofundando a sua análise para, posteriormente, se publicar um livro com os resultados." A coordenadora do censo esclarece, contudo, que a partir dessa primeira etapa da pesquisa já é possível perceber alguns fatos interessantes. O percentual de alunos da UFMT negros ou pardos é de 50,5%, enquanto o de brancos se situou em 40,1%, o de amarelos em 3,5%, e o de índios em 0,8%. No censo, 5,0% dos entrevistados não declarou a raça e 0,1% se classificou como pertencente a mais de uma raça. Embora os alunos negros ou pardos sejam maioria na UFMT, a sua presença é menor nos cursos de maior prestígio, exceto no de enfermagem. Outra questão que apareceu na pesquisa é que a trajetória dos alunos negros ou pardos é mais acidentada, ou seja, é marcada pelas dificuldades de concluírem seus cursos, pela evasão e trancamento de matrículas.

Com relação à adoção de uma política de cotas, 51,88% dos alunos entrevistados se posicionaram contra e 8,25% a favor. 10,76% disseram não ter opinião e 0,85% não responderam.

O reitor Paulo Speller manifestou sua satisfação pela conclusão do censo, que, na sua opinião, está fornecendo dados objetivos para que a UFMT possa adotar políticas adequados de ação afirmativa para a população negra ou afro-descendente. Em princípio, afirmou que a UFMT não é contra nem a favor de uma política de cotas e que a posição da Instituição dependerá do resultado das pesquisas, que, posteriormente, serão encaminhadas para os órgãos colegiados para os devidos encaminhamentos.

Fonte: UFMT
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