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Eficiência de escova dental de baixo custo é comprovada em estudos da FO

      
Uma escova de dentes monobloco, com cabo e cerdas numa única peça, foi desenvolvida pelo professor Pedro Bignelli, da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto da USP (FORP). Os custos de produção são menores do que as escovas convencionais, o que permitiria sua distribuição em grande escala via centros de saúde e escolas.

Testes realizados por pesquisadores da Faculdade de Odontologia (FO) da USP mostraram que a escova monobloco tem eficiência e durabilidade semelhantes aos modelos tradicionais, e a versão para bebês apresentou menor índice de contaminação por bactérias que provocam cáries.

A mestranda em Odontologia, Symonne Parizotto, testou a escova monobloco em 32 crianças, de 4 a 6 anos - todas no final da dentição decídua (dentes de leite) -, de uma escola pública em Campo Grande (MS). O trabalho, orientado pela professora da FO, Célia Regina Rodrigues, verificou que os índices de remoção de placas bacterianas são quase idênticos ao das escovas tradicionais - cerca de 30% na faixa etária estudada. "A durabilidade do modelo monobloco também é semelhante", aponta Célia Regina.

A escova desenvolvida na FORP é feita de plástico injetado, com o cabo e as cerdas formando uma única peça, ao contrário das escovas comuns, que possuem cabo de plástico e cerdas de nailon. Segundo a professora Célia, cada unidade pode custar menos da metade do preço dos modelos disponíveis no mercado. "As escovas monobloco vendidas por atacado para prefeituras tem custado R$ 0,21 por unidade", relata.

A pesquisa de Symone Parizotto também observou que a quantidade de placa bacteriana removida com a escovação é praticamente a mesma quando se usa apenas escova, sem pasta. Célia Regina Rodrigues observa, entretanto, que o resultado do estudo não invalida o uso do dentifrício para escovar os dentes. "Os cremes dentais possuem flúor, elemento essencial na prevenção das cáries", diz a professora.

Bebês
O professor Pedro Bignelli também desenvolveu uma versão da escova monobloco para uso em bebês, que possui um "escudo" para impedir que o cabo vá até o fundo da boca da criança. O modelo foi testado pela pesquisadora Glenda Nahás Bergamasco, sob orientação da professora Célia Regina, e também apresentou índices de remoção da placa bacteriana semelhantes ao das escovas convencionais - 33% quando a escovação é feita pela mãe e 60% quando é realizada por dentistas.

A principal vantagem da escova monobloco para bebês, aponta Célia Regina Rodrigues, é a redução da contaminação por Estreptococos do grupo Mutans, bactérias responsáveis pelo aparecimento das cáries dentárias. Segundo a professora, os custos dos dois modelos de escova monobloco diminuem com o aumento do volume de produção. "O preço menor torna o modelo uma opção vantajosa de compra para prefeituras, que poderiam distribuir as escovas em escolas e centros de saúde", explica.

Célia Regina relata que a escova de dentes monobloco já é vendida para dentistas pela Internet. Segundo a professora, o modelo é economicamente viável para ser vendido no comércio em geral, necessitando apenas de pesquisas de mercado para verificar a aceitação do produto. "Durante as pesquisas, algumas mães não gostaram do aspecto da escova", afirma. "Somente por meio de um trabalho de orientação sobre o modelo, demonstrando a eficiência da escovação, foi possível superar a resistência inicial", observa.

Fonte: USP

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