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UFSC desenvolve tecnologia inédita no Brasil

      
O Laboratório de Soldagem da Universidade Federal de Santa Catarina (LabSolda/UFSC) desenvolveu um equipamento que permite a realização de soldas submarinas molhadas. O aparelho será utilizado para fazer reparos na plataforma semi-submergível P-27 da Petrobrás, localizada na Bacia de Campos, litoral do Rio de Janeiro. Devido aos problemas com a plataforma, a produção de petróleo e liquefeito de gás natural (LGN) da Petrobrás no Brasil caiu 2% em setembro, na comparação com agosto. A média diária foi de 1,559 milhão de barris contra 1,587 milhão do mês anterior. A nova tecnologia desenvolvida na UFSC vai ajudar a empresa a solucionar o problema, reduzindo à metade o tempo gasto com o concerto. A previsão dos técnicos é de que os trabalhos, que ainda não começaram porque as condições do mar estavam desfavoráveis, possam ser finalizados em 20 dias.

Os aparelhos Hiper1 e Hiper2 funcionam como os demais equipamentos de soldagem. O calor é gerado por um processo físico, causado pela diferença de potencial e as elevadas tensões entre o material que será soldado e o eletrodo (um bastão de metal, de tamanho aproximado ao de uma caneta, que é fundido juntamente com a peça que será soldada). A queima do revestimento do eletrodo produz um ambiente gasoso em torno do local da solda. Gases como o dióxido de carbono e o hidrogênio formam uma camada, com cerca de 10 milímetros de espessura, que isola a solda da água que está ao redor.

O supervisor geral do Labsolda, Jair Carlos Dutra, explica que a soldagem submarina não é realizada no Brasil e que a equipe do laboratório empregou tecnologia inovadora no desenvolvimento dos equipamentos. O professor lembra que esse tipo de trabalho também requer uma mão-de-obra bem especializada: "É muito difícil encontrar um profissional que saiba mergulhar e soldar ao mesmo tempo".

A solda subaquática é feita a uma profundidade de 20 metros com o uso de uma pistola, ligada por cabos ao aparelho que fica na superfície. Jair Dutra afirma que as duas máquinas possuem igual performance, mas que a Hiper2 é mais produtiva. Ao invés de utilizar bastões de eletrodos que precisam ser substituídos a cada 15 segundos, a Hiper 2 é capaz de abastecer a pistola com um eletrodo tubular - um arame contínuo que fica enrolado em um carretel e é gasto ininterruptamente durante a soldagem. Esse tipo de solda, em fluxo contínuo, ainda não está sendo utilizado.

Fonte: UFSC
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