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ICB inaugura laboratório para pesquisas com microorganismos de alta periculosidade

      
O Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP inaugura, na terça-feira (11), o laboratório Klaus Eberhard Stewien, um dos únicos do Brasil a ser classificado como de nível de biossegurança 3 (NB3+).Com área de 50 metros quadrados, o laboratório permitirá o estudo de vírus e bactérias, sem que os microorganismos tenham a possibilidade de passar para o meio exterior.

O NB3+ só é concedido, atualmente, a alguns centros de pesquisa dos EUA e a um similar da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Um laboratório com esse título está habilitado a trabalhar com vírus e bactérias de maior periculosidade, como hantavírus e arbovírus (causador da febre amarela), além de outros microorganismos, como os responsáveis por diversos tipos de febre hemorrágica.

Os seres estudados nesse laboratório podem ser letais, e por isso a segurança é uma das maiores preocupações: só terão acesso ao espaço dois pesquisadores e quatro técnicos, que ao entrarem no local terão que utilizar uma roupa especial. Ao sair do laboratório, é necessário tomar um banho, em chuveiros especiais para esse procedimento.

Segundo o professor Paolo Zanotto, do ICB, um dos pesquisadores que terá acesso ao espaço, o laboratório permitirá ao ICB, no futuro, "montar uma unidade de descoberta viral". "Se houver um caso de um vírus desconhecido, o laboratório terá todas as condições para realizar pesquisas sobre ele", comenta o professor. Zanotto ressalta que, embora o laboratório possua tecnologia para pesquisas em vírus e bactérias, os estudos serão centrados sobre os vírus, já que o ICB integra uma rede de pesquisas em virologia que inclui outros 24 laboratórios de São Paulo.

Em um primeiro momento, as pesquisas do laboratório funcionarão em fase de teste, quando serão trabalhados microorganismos de periculosidade inferior aos do nível 3. "Nesse momento, verificaremos coisas aparentemente menos importantes, como posicionamento do material. Será um período de experiências", afirma o professor. As pesquisas com os vírus compatíveis ao laboratório devem ser iniciadas ainda no primeiro semestre de 2004.

Fonte: USP

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