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Cálculos visam obter a previsibilidade das trocas de carbono e água nas florestas

      
A USP está desenvolvendo em parceria com Votorantim Celulose e Papel S.A. (VCP), um projeto para quantificar os ciclos de carbono e água em florestas naturais e florestas plantadas de reflorestamento (eucalipto). O projeto é coordenado pelo professor Humberto Rocha, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP, e envolve especialistas de diversas áreas, como biólogos, hidrólogos e meteorologistas, entre outros.

O trabalho visa compreender de forma quantitativa o ciclo funcional das florestas, o impacto das mudanças de uso da terra, e a elaboração de modelos físico-matemáticos verificando como se procedem as trocas de carbono e água do sistema solo-vegetação com a atmosfera e a hidrosfera (rios e água subterrânea).

As trocas de carbono ocorrem por processos como fotossíntese e respiração dos vegetais, decomposição da matéria orgânica e transporte nas águas, e são fundamentais para se determinar como esse elemento aumenta ou diminui na atmosfera. A água está em contínuo movimento nas florestas não somente pelo que vem das chuvas, mas também pelos transportes através dos rios e lençóis subterrâneos.

Posteriormente a essa etapa, serão elaborados modelos matemáticos que buscarão aumentar a "previsibilidade do sistema", como define Rocha. A previsibilidade é importante pois permite que se enxergue quais as melhores formas de se manter a sustentabilidade de produção e oferta de recursos hídricos. Em cenários adversos - como eventos climáticos extremos, mudanças de uso da terra com manejo inadequado - os impactos podem ser previstos e os riscos calculados.

Com isso, os estudos poderão apontar quais métodos podem ser empregados para que conceitos como integridade e sustentabilidade do ecossistema sejam atingidos. "Os estudos têm como metas específicas quantificar a oferta de água nos vários compartimentos do ecossistema, e a captação de carbono das florestas", explica o professor.

Reflorestamento no cerrado
A floresta estudada é a Gleba Pé de Gigante, uma área de Cerrado em Santa Rita do Passa Quatro, no interior de São Paulo. Originalmente a região tem o cerrado como vegetação predominante, mas há uma área de reflorestamento particularmente adequada para a elaboração das pesquisas nas vizinhanças. "Ter a oportunidade de se fazer estudos em microbacias pareadas, como é o caso, é um grande privilégio pois permite isolar cada controle específico nas entradas e saídas de água e carbono dos dois ecossistemas, o natural e o plantado", aponta Rocha.

Os estudos envolvendo simultaneamente os ciclos de carbono e água são inéditos no Brasil, e têm a previsão de duração de sete anos. Participam do projeto também a Embrapa Meio Ambiente, a Esalq/USP, Instituto de Botânica e o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DãE) e a Secretaria do Meio Ambiente do estado de São Paulo.

Fonte: USP


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