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Estudo avalia forma de evitar impactos ambientais causados pelos visitantes de Itatiaia

      
Cerca de 72% dos praticantes de ecoturismo possui nível universitário completo ou em andamento, porém isso não evita impactos ecológicos e sociais do Parque Nacional de Itatiaia (PNI), localizado no eixo Rio-São Paulo e fundado em 1937, como o primeiro do País.

"Os problemas mais graves estão relacionados à falta de conhecimento específico dos visitantes, o que poderia ser evitado se fosse adotado um programa de educação sobre técnicas de mínimo impacto para toda a região do PNI", afirma a engenheira florestal Maria Isabel de Barros, em seu mestrado defendido na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP.

De acordo com o estudo, desde 1996 registra-se um crescente aumento na visitação da parte alta do Parque de Itatiaia, área onde são encontrados o Pico das Agulhas Negras (o quinto maior do Brasil), o Pico das Prateleiras e o Abrigo Rebouças. "Esses três atrativos concentram 84% da visitação total que a Parte Alta do parque recebe, aumentando o desgaste dessas áreas e também o impacto social, já que todos os grupos visitam os mesmos locais", comenta Isabel.

Após realizar um questionário com 605 pessoas sobre as condições das trilhas e áreas de acampamento, 90% dos visitantes mostraram-se receptivos a um programa de educação. Com base nos resultados, a engenheira florestal elaborou diretrizes que poderiam compor o programa a ser adotado pelo Parque. "Um Programa de Educação do Visitante contribuiria para minimizar os impactos causados pela visitação pública na área do Planalto do Parque. Com isso, questões específicas como o comportamento adequado em trilhas e áreas de acampamento certamente seriam melhor aplicadas já que os próprios visitantes se interessam pela preservação", aponta.

Convivência responsável
Situado na fronteira entre os Estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e quase no limite com São Paulo, o Planalto do Itatiaia fica no meio da Serra da Mantiqueira. Seus 30 mil hectares, hoje preservados dentro da unidade de conservação, já eram utilizados para montanhismo e trilhas desde o começo do século pelos imigrantes europeus que colonizaram a região. Com a popularização das atividades ecológicas na década de 80 e o "boom" em 90, a infra-estrutura do Parque de Itatiaia não conseguiu atender a demanda pela sua procura.

"Até o começo da década de 1990, a visitação era mais desregulamentada e não tinha fiscalização. Hoje, há um preenchimento de fichas de todos os grupos que entram no Parque e as trilhas tem cores e orientações específicas, conta Isabel. "Contudo, essas medidas não são suficientes para evitar o impacto nas áreas de acampamento e de maior incidência de visitas", diz.

De acordo com Isabel, não é possível prever um prazo para que as medidas sugeridas tenham efeitos, porque isso nunca foi empregado. Para ela, a combinação de estratégias eficientes incluem "a regulamentação do que já existe e a inclusão de novos programas contínuos, sejam educativos ou de manutenção das trilhas e contenção de áreas erodidas já existentes no Parque."

Fonte: USP
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