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Projeto de simulação de acidentes com derramamento de petróleo é desenvolvido por professor da Unicap

      
Um programa de computador que simula acidentes de derramamento de petróleo, permitindo saber com exatidão a localização e o tamanho da expansão da mancha de óleo no mar está sendo desenvolvido pelo professor Emerson Lima, do Departamento de Estatística e Informática (DEI). O projeto vem sendo trabalhado desde o início de 2001 e está sendo totalmente financiando pelo Programa Institucional de Base para Iniciação Científica da UNICAP (Pibic). Durante os dois primeiros anos da pesquisa, o projeto teve como bolsistas os alunos do curso de computação Gláucio Lima e João Paulo Freire, ambos premiados com o primeiro e segundo lugares na Semana de Iniciação Científica, nos anos de 2003 e 2002 respectivamente.

O software foi dividido em três etapas, sendo que as duas primeiras já foram concluídas. Na fase inicial, que teve a duração de um ano, foi desenvolvido o núcleo matemático e computacional que permitiu ao programa simular o comportamento de uma mancha originada de um derramamento oceânico de petróleo levando em considerações fatores como correntezas, temperatura da água, características do petróleo, dentre outras. Na segunda etapa, foi aprimorada a interface do projeto, permitindo que o mesmo seja utilizado por pessoas não especialistas da área de computação, capacitando o programa a ser utilizado como ferramenta de tomada inteligente de decisões para conter o avanço da mancha, sem a necessidade de um especialista durante a maior parte do processo. Nesta segunda etapa, também foi incorporado um sistema de algoritmos que torna as simulações ainda mais próximas da realidade.

Atualmente o programa está em fase de transição. Na terceira e última etapa prevista, serão realizadas as experiências de campo, tendo como objetivo a obtenção de dados reais sobre correntezas marítimas, salinidade e condições físico-químicas da água do mar dentre outras variáveis que, incorporadas ao sistema, tornará bastante precisas as previsões e precauções a serem tomadas para evitar ou minimizar um desastre ecológico.

"Esse software irá auxiliar na tomada inteligente de decisões para que se possa tomar as medidas adequadas antes que o derramamento de petróleo chegue as praias ou mangues, por exemplo", explica o professor Emerson Lima. O período para o término da última etapa do projeto deve durar entre um e dois anos. "Tudo vai depender de financiamento das agências de fomento como a Facepe (Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco) e o CNPq ou do Centro de Pesquisas de Petróleo da Petrobrás, para onde o projeto está sendo encaminhado", afirma o professor.

Já para os alunos que participaram das duas primeiras fases de desenvolvimento do programa, a oportunidade poderá significar um avanço na vida acadêmica e profissional. "Participei do projeto durante um ano e pude colocar em prática tudo que já tinha aprendido em sala de aula. Alem disso, com o projeto, adquiri experiências práticas e um embasamento teórico muito rico" revela o estudante Gláucio Lima. Segundo João Paulo Lima, que participou do projeto durante dois anos, a experiência poderá ser usada em futuras teses de mestrado e doutorado. " Poderei usar as informações e os conhecimentos adquiridos nesse projeto no meu futuro acadêmico, como um mestrado ou doutorado, por exemplo", reforça.

Fonte: UNICAP
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