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Fósseis ajudam a compreender o passado geológico da região

      
Para poder imaginar a Terra há milhões de anos atrás é necessário se desprender das feições atuais do planeta, repleto de morros e vales e com as plantas e animais que encontramos hoje. Durante o período Triássico, há 230 milhões de anos atrás, era tudo diferente. Na região do Vale do Rio Pardo, por exemplo, o clima era mais quente que o atual, a vegetação não era abundante e o relevo era composto de planícies com lagos rasos e rios pequenos. Mas como é possível saber de tudo isso, se o homem passou a habitar a

Terra somente há cerca de 600 mil anos
Conforme o geólogo, pesquisador e assessor da coordenação de pesquisa da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), Gerson Fauth, essas e outras informações podem ser obtidas a partir de restos ou vestígios de animais e vegetais preservados em rochas, que registram as mudanças geológicas de determinada região. O estudo dos fósseis é conhecido como paleontologia. Na região que vai desde Mariante até Santa Maria, no Rio Grande do Sul, é possível encontrar uma grande quantidade de fósseis de vertebrados do Triássico, que corresponde ao período de 250 a 205 milhões de anos atrás.

Fauth explicou que as rochas sedimentares avermelhadas encontradas na região contêm grandes e pequenos animais e plantas que viveram aqui há alguns milhões de anos e que são muito diferentes das formas atuais. Isso, aliado às condições especiais necessárias para eles se fossilizarem, fazem com que a região seja a única no país a possuir fósseis de vertebrados do período Triássico. "A região central do Vale do Rio Pardo guarda muitas riquezas paleontológicas", afirmou o pesquisador.

De fato, as pesquisas e descobertas na região não param. Durante um levantamento arqueológico no interior do município de Vera Cruz, coordenado pelo professor Sérgio Klamt, do Centro de Estudos e Pesquisas Arqueológicas da Unisc (Cepa), foram encontrados ossos fossilizados de répteis. O Cepa comunicou Fauth, que em outubro deste ano começou a trabalhar nas escavações e recolhimento do material para pesquisas. Os ossos encontrados provavelmente pertencem a um animal conhecido como rincossauro, que viveu na região há cerca de 230 milhões de anos.

"É preciso haver uma maior conscientização sobre a importância da pesquisa paleontológica nesta região", alertou Fauth. Ele contou que os estudos nessa área, no Brasil, tiveram início no século passado, quando o País ainda não possuía um corpo técnico qualificado, o que explica os grandes exemplares de fósseis de Candelária e região que estão expostos em museus da Europa e dos Estados Unidos. "Esses fósseis precisam ficar em nossa região para serem aqui estudados e expostos à nossa comunidade", frisou. Para isso, o pesquisador destacou a relevância do Memorial Unisc, que já está em construção no campus de Santa Cruz do Sul e que irá abrigar as pesquisas e estudos sobre a história da região. "Esses fósseis contribuirão para contar a história da vida em nossa região, enriquecendo o acervo do memorial", finalizou.

Fonte: UNISC

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