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USP e empresa privada desenvolvem retificadora de alta velocidade

      
Uma retificadora de alta velocidade, com tecnologia nacional inédita, foi desenvolvida pela Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP em parceria com a empresa Zema Zselics - além da GE Fanuc e a Saint Gobain Abrasivos. A Zema - com dez anos de pesquisas conjuntas com a EESC - já vendeu três unidades industriais e o protótipo permanecerá na Universidade para o aprimoramento de sua aplicação. "Agora, o Brasil mantém-se em pé de igualdade com um seleto grupo de países que possuem este tipo de conhecimento", conta João Fernando Gomes de Oliveira, professor da Escola de Engenharia de São Carlos da USP.

A máquina, registrada como Numerika G-800-CBN-HS, é responsável pela manufatura de peças que exigem extrema precisão em seu acabamento. Ela pode fabricar componentes mecânicos, como os usados no sistema power train dos automóveis, motores da indústria ãrospacial, e até sistemas mais simples, como peças de eletrodomésticos.

"A retificação á aplicada em todo sistema mecânico que necessita de precisão para o correto funcionamento. No caso automobilístico, 25% do tempo de produção dos componentes de precisão é gasto nas operações de retificação, o que corresponde a 20% de seu preço final", diz o especialista.

O Brasil é o oitavo país a produzir o equipamento. Alemanha, Estados Unidos, Suíça, Itália, Inglaterra, Japão e Espanha orquestram o mercado responsável pela "produção da alma das máquinas mecânicas". Gomes de Oliveira ressalta que, por enquanto, um impacto da inclusão do Brasil neste restrito grupo será sentido apenas internamente, porém, a competitividade tende a aumentar.

"Para o protótipo foram investidos cerca de 250 mil dólares e este valor foi financiado inteiramente pelas empresas envolvidas. O valor de mercado é menor que o do protótipo e há máquinas que chegam ao custo de um milhão de dólares. Com isso, se tem a vantagem da versão nacional ter menor preço e valor de manutenção mais baixo", explica.

Parceria universidade-empresa
Segundo o professor, a aproximação de empresários com universidades possibilita o desenvolvimento de pesquisas conjuntas que diminuam a diferença existente entre a indústria nacional e estrangeira.

Neste sentido, a região de São Carlos já vem seguindo estes passos. Indústrias de alta tecnologia como Embrãr, o centro de manutenção do Airbus da TAM, a fábrica de motores da Volkswagen e Audi instaladas na região têm, como expressiva quantidade de seus funcionários, alunos e ex-alunos da EESC e demais universidades de tecnologia próximas da localidade.

"Com a parceria todos ganham: o empresário sai beneficiado com o desenvolvimento das máquinas e a universidade ganha ao diminuir o impacto social gerado com a possibilidade de novos empregos para operar estes equipamentos nacionais", reforça Gomes de Oliveira.

Fonte: USP

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