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Eco-eficiência permite produção mais limpa e com redução nos custos de produção

      
Estudo realizado no Departamento de Engenharia Hidráulica e Sanitária da Escola Politécnica da USP mostra como a unidade da VCP - Votorantim, Celulose e Papel, localizada em Jacareí, São Paulo, conseguiu economizar neste ano cerca de US$ 30 milhões utilizando estratégias de eco-eficiência na produção de papel e celulose. A empresa produziu mais e, ao mesmo tempo, teve ganhos ambientais significativos nos custos de produção.

"A idéia da eco-eficiência na indústria implica em maior e melhor qualidade ambiental na produção, com redução do uso de recursos naturais e das emissões", explica a engenheira química Zeila Chittolina Piotto. A unidade reduziu o custo de sua produção de celulose em 30% entre 1992 e 2002.

Em sua tese de doutorado Eco-eficiência indústria de celulose e papel - estudo de caso, orientada pela professora Dione Morita, Zeila analisou os impactos da evolução tecnológica por intermédio do uso de tecnologias mais limpas e da implementação de outras ferramentas de gestão, no desempenho ambiental da empresa e nos custos de produção. Segundo ela, a unidade investiu cerca de US$ 900 milhões em novas tecnologias de produção. Deste valor, aproximadamente US$ 160 milhões foram destinados às estratégias com foco na eco-eficiência.

Zeila utilizou também outras ferramentas da eco-eficiência como a contabilização ambiental, a avaliação da performance ambiental e o relatório de desempenho ambiental. "Com técnicas como estas pudemos atingir resultados satisfatórios na busca de uma produção mais limpa e com ganhos econômicos", destaca a engenheira.

Entre as medidas adotadas, a otimização do processo de cozimento, que resultou em maior rendimento na separação das fibras. "Com essa modificação, reduzimos o uso de madeira o que implicou em redução de custos", explica. Outro processo de produção alterado, foi a utilização da deslignificação com oxigênio, ou seja, "o pré-branqueamento da celulose passou a ser feito com o oxigênio, reduzindo o uso de produtos químicos, aumentando a recuperação de sódio e enxofre com ganhos energéticos associados. Além disso, há também menor carreamento (arraste) de matéria orgânica nos efluentes". Por fim, o branqueamento com ozônio e isento de cloro permitiu maior reaproveitamento da água usada na lavagem da polpa (pasta de celulose). "Isso reduziu o consumo de água e geração de compostos orgânicos clorados", conta Zeila.

Mais economia
Além de economizar milhões de dólares, a unidade da VCP reduziu seu consumo de água em quantidades equivalentes a uma cidade de cerca de 160 mil habitantes. Na maioria das indústrias do setor, de toda a água captada para a produção, entre 90% e 95% - após ser utilizada nas diferentes etapas do processo produtivo - é enviada as estações de tratamento de efluentes industriais. "No caso da VCP, houve uma redução de 50% no consumo de água e, conseqüentemente, na geração de efluentes", contabiliza Zeila.

Segundo ela, em 2003 a empresa produziu apenas 30 metros cúbicos (m3) de efluentes por tonelada de celulose produzida. "Trata-se de uma média anual, bem abaixo da média das indústrias norte-americanas, que é de 77 m3. No mês de outubro, o número ficou em apenas 23 m3 por tonelada", conta. Em 1992, a VCP chegava a produzir cerca de 105 m3 de fluentes por tonelada.

O estudo de Zeila na VCP teve início em 1999, quando ela resgatou os dados dos diversos projetos de otimização da produção por intermédio do uso de tecnologias mais limpas, que foram implementados na empresa, relacionando-os com os ganhos ambientais e financeiros. Além disso, coordenou a implementação de outras ferramentas da eco-eficiência como avaliação de desempenho ambiental e sistema de gestão ambiental. Esta estratégia, de acordo com a engenheira, ainda é incipiente na maioria dos setores industriais. "Mesmo nas universidades o conceito de eco-eficiência e da prevenção à poluição ainda é pouco estudado", adverte.

Fonte: USP
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