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Robótica: Realidade ou Ficção - Uma Opção para a Medicina do Século XXI

      

A forma mais interessante para entendermos sistemas de robótica vem da história da evolução do homem, desde a sua criação por DEUS. Entendemos que o crescimento do ser humano é irreversível. Entretanto, um dos pontos que hoje desperta reação e medo é associarmos a palavra Robótica diretamente com o "desemprego", e não com a melhoria da qualidade e respeito associado a um emprego, e esquecendo-se, muitas vezes, que o grande responsável pela situação são nossos dirigentes, que não vislumbraram as crescentes inovações tecnológicas e da globalização, não dando a capacitação necessária à população para absorver e desfrutar essas novas tecnologias.

A Robótica é uma ciência que atualmente encontra-se em constante e acelerado crescimento, pois situações que no passado não muito distante do presente em que vivemos foram consideradas ficções científicas, hoje são perfeitamente possíveis, graças ao avanço de pesquisas em áreas como a da eletrônica, mecânica, informática e também da Inteligência Artificial.ÿ

Apesar de os robôs terem constante atuação no mundo atual, através de pesquisa feita com estudantes concluiu-se que a maioria das pessoas não tem conhecimentos gerais sobre o verdadeiro significado da robótica, bem como seu uso na medicina, que é uma aplicação que quebra o paradigma surgido através da ficção científica de que robôs são máquinas inúteis feitas para realizar tarefas humanas.ÿ

Segundo o dicionário Aurélio, a definição de robô é a seguinte:ÿ

1. Mecanismo automatizado, em geral com aspecto semelhante ao de um homem, e que realiza trabalhos e movimentos humanos.

2. Figurativo: Pessoa que se comporta como robô, i., e., que executa tarefas sem pensar.ÿ

Ao analisarmos somente a primeira definição, pode-se concordar com a opinião popular que acredita fielmente que robôs só fazem por aumentar o desemprego, não tendo nenhuma utilidade para a camada popular. Assim, torna-se de extrema importância termos a ousadia de corrigir o Dicionário Aurélio, afirmando que essa definição é equivocada, e, ao invés de classificarmos robôs como máquinas que realizam trabalhos humanos, porque não usufruir sua lógica e precisão para realizar tarefas impossíveis ao homem, como, por exemplo, salvar vidas na medicina.

HISTàRICO DA ROBàTICA

Se voltarmos no tempo, podemos detalhar melhor e tentar explicar o porquê de hoje não entendermos o nosso Futuro em relação à Automação?

? bom citar algumas épocas de nossa história para que o leitor possa sentir como foi a evolução tecnológica, principalmente no tocante ao emprego da mão-de-obra, para chegarmos ao uso de sistemas automatizados, dos quais o Robô faz parte. Isto torna necessário revermos o passado, desde os primórdios da criação e do surgimento do homem.

Durante o período paleolítico (40.000 a.C.), segundo pesquisadores, o homem nesta época utilizava lascas de pedra, as quais pode usar em machadinhas e pontas de lança. Nunca se preocupando em melhorar o formato das lascas de pedras. Eles viviam em tribos, não tinham o sentido de organização.

No período neolítico (4.000 a.C.), porém, começou a acontecer uma sensível evolução natural, principalmente na organização. Ele começou a mudar, assim surgiam as técnicas.

Na Grécia antiga, os detentores de poder tinham seus escravos, que nunca podiam dirigir a palavra ao Senhor, somente obedecer a ordens, reservando também espaço importante aos intelectuais, aos pensadores gregos, tais como Platão, Sócrates, e outros que tinham todo o seu tempo para filosofar e descobrir muitas coisas que hoje fazem parte da história da humanidade.ÿ

Avançando novamente no tempo, chegamos ao período medieval, no qual surgiu a Burguesia. O senhor feudal detentor de uma área geográfica considerável tinha a seus serviços a prole, que se amontoavam em volta de seus castelos, surgindo os primeiros comerciantes, que mostravam esculturas feitas de geringonças, representando um ser que poderia ser seu escravo, ou seja, imitando os senhores feudais, tinham essas geringonças como seus escravos a lhes servir, imagem que denotava um ser artificial, o qual chamava por "robota", que significava trabalho em eslavo, faxina em russo, termo que seria utilizado em 1921, pelo theco Karl Capek, em sua peça teatral "O Robô Universal de Rossun".

Mais adiante, devido à comercialização natural do proletariado nos feudos, surgiu a necessidade de uma moeda como meio de suavizar trocas de mercadorias. Aos poucos alguns foram se destacando por melhorar produtos, que se manufaturavam com o emprego e auxílios de seus parentes e amigos, assim surgia a mão-de-obra.

Do mesmo modo que na Grécia Antiga, o rei protegia artistas e pensadores, surgindo também os artesões, que se qualificavam em várias especialidades, dentre elas os aprendizes, estes que se moldavam às novas técnicas de trabalhos para poderem aprender ofícios. Eles tinham como principal objetivo a confecção dos artefatos criados pelos artistas e pensadores para aumento da Produtividade.O que predominava nesta época eram os serviços relacionados ao campo, realizados pelos camponeses (90 % da população) e pelos artesões.ÿ

Nesta época surgiram nomes como Leonardo da Vinci, que idealizou muitos projetos que nos dias atuais encontramos, tais como os mecanismos de escavação, tratamento de esgotos, o aparelho para flutuar (helicóptero), etc., onde muito deles inspiraram no final do séc XIX, Julio Verne com seu Nautilus, que se assemelha aos atuais submarinos.

Finalmente, é chegada a Revolução Industrial, originário da evasão de mão-de-obra do campo para empresas, as quais sentiram necessidade de melhorar a produtividade. Podemos destacar o empresário George Devol, o primeiro a utilizar um sistema robotizado, considerado o precursor do robô no mundo. Assim, surgia a imagem do robô, o grande vilão para tirar empregos de operários americanos, o que se alastrou para os países europeus durante muitos anos.ÿ

O escritor futurista Isaac Asimov (1920-1992), foi um dos precursores de alguns conceitos utilizados nos dias de hoje dentro da Robótica. Ele escreveu cerca de 300 livros de ficção na área de Robótica no período de 1941-1984. Ele é autor de livros como "Eu, Robô" e "O homem bicentenário", que ele considerava sua melhor obra. No livro "Eu, Robô" ele idealizou três leis fundamentais da robótica:ÿ

1. Um robô nunca deve atacar a um ser humano, nem omitir socorro a um ser humano em perigo.

2. Um robô deve sempre obedecer às ordens dadas pelos seres humanos, a não ser que essa entre em conflito com a primeira lei.

3. Um robô nunca deve se auto-destruir e destruir a um dos seus, a não ser que essa entre em conflito com a primeira e com a segunda lei.

Finalmente, o que é a Robótica ?

Na sociedade atual, há uma crescente necessidade de se realizar tarefas com eficiência e precisão. Existem também tarefas a serem realizadas em lugares onde a presença humana se torna difícil, arriscada e até mesmo impossível, como o fundo do mar ou a imensidão do espaço. Para realizar essas tarefas, se faz cada vez mais necessária a presença de dispositivos automatizados (robôs), que as realizam sem risco de vida.ÿ

A Robótica é a área que se preocupa com o desenvolvimento de tais dispositivos, constituindo uma área multidisciplinar altamente ativa que busca o desenvolvimento e a integração de técnicas e algoritmos para a criação de robôs.ÿ

A formação em Robótica envolve o conhecimento de matérias como Engenharia Mecânica, Engenharia Elétrica, Inteligência Artificial, entre outras, com uma perfeita harmonia, que se faz necessária para se projetar essas maravilhosas tecnologias.

Temos hoje Robôs sendo utilizados em vários segmentos de nossa sociedade: robôs que prestam serviços, como para o desarmamento de bomba; robôs com a nobre finalidade da pesquisa científica e educacional; e até mesmo os robôs operários, que se instalaram em nossas fábricas e foram responsáveis pela "segunda Revolução Industrial", revolucionando a produção em série, substituindo a carne e o osso pelo aço, agilizando e fornecendo maior qualidade aos produtos.ÿ

Pudemos constatar o crescimento tecnológico irreversível para hoje termos que entender que não existem freios para sistemas de robótica, que fazem parte de uma evolução natural do homem, exigindo um maior preparo e qualificação.

A constituição de um robô

Antes de tudo, devemos ter sempre em nossa mente que DEUS é o nosso criador, responsável por nossos DONS e TALENTOS, que fizeram o HOMEM capaz de criar a máquina, onde ele colocou o seu jeito de ser e que nunca irão substituir toda a capacidade humana, mas somente ajuda-lo e servi-lo.ÿ

Os robôs têm estrutura cerebral positrônica, constituída de circuitos semi-condutores, que transmitem as informações processadas para uma placa central (placa mãe) feita de silício e aos equipamentos responsáveis pelas funções do robô.ÿ

Conseqüentemente, sua estrutura é atômica, de ferro, e não molecular como as estruturas orgânicas. Os robôs não morrem, simplesmente podem ser destruídos por um ser humano sem relutarem, a maioria das vezes por se tornarem obsoletos. A maior parte dos robôs é idealizada para uma função específica. Entretanto, uma nova geração de robôs em pleno desenvolvimento é composta de um cérebro positrônico mais bem elaborado, podendo desenvolver várias atividades, inclusive apresentando criatividade nessas atividades.

Atualmente, os robôs podem ser classificados como:

  • Comuns: São aqueles que realizam uma tarefa específica com perfeição.
  • Versáteis: São aqueles que têm uma estrutura de controle aberta (programável pelo homem), podendo fazer diversas tarefas com perfeição, chegando até a apresentar alguma criatividade.
  • Andróides: São os robôs versáteis em uma estrutura biológica comum.

Dentre as principais vantagens na utilização dos robôs podemos citar:

  • O robô apresenta a "capacidade de inteligência" superior a de qualquer ser humano, podendo executar qualquer tarefa que lhe for dada com precisão incontestável, dependendo somente de sua capacidade de processamento de informações inseridas pelo Homem.
  • Um robô não morre naturalmente, a sua parte eletrônica se torna obsoleta, podendo o homem atualiza-lo (retrofitting) ou sucatá-lo. A sua estrutura mecânica pode ter uma vida superior a 25 anos.
  • Dentre as principais utilidades de um robô podemos destacar aplicações direcionadas ao setor industrial, pesquisas científicas, exploração ãroespacial, testes nucleares e realização de tarefas domésticas simples.

O robô foi desenvolvido para servir e proteger o homem. Assim, todo o robô tem por natureza ser escravo do homem.ÿ

Se o robô for versátil, apresentando uma logística menos automática e repetitiva, ele tem condições de se tornar livre. Porém, mesmo livre, o robô estará sempre sujeito a obedecer aos 3 mandamentos da Robótica, tendo sido essa a sua condição inicial de existência e a primeira informação armazenada em sua memória. Se o robô não cumpre com competência os deveres para os quais foi designado, ele deverá ser substituído.

Fatores que Levaram à Invasão dos Robôsÿ

Na época em que foram lançados, na década de 1960, os robôs eram caros e acessíveis a pouquíssimas empresas existentes em países mais desenvolvidos, principalmente no Japão e nos Estados Unidos. No entanto, a partir de 1976 começaram a baixar de preços de uma forma extremamente acelerada.ÿ

O grande responsável por esta brutal redução de custos que ocorreu na informática e na robótica é a microeletrônica. Com o avanço desta disciplina, por exemplo, foi possível colocar toda a capacidade do ENIAC, o primeiro computador a válvula desenvolvido em 1950, utilizando uma pastilha de silício de menos de 0,5 centímetro quadrado. Ressaltando que isso se consegue com velocidade de processamento muito superior e a um custo infinitamente menor.ÿ

Desta forma, os microprocessadores influenciaram diretamente a capacidade de todas as máquinas industriais, tendo impacto decisivo nas tecnologias associadas à robótica, permitindo que a capacidade de processamento de informações se multiplicasse de forma estrondosa, além de baratear o custo dos robôs, tornado-os mais acessíveis.ÿ

Principais Benefícios da Automação

Este crescimento de tecnologia relacionado à robótica gerou grandes benefícios. A automação possibilita grandes incrementos na produtividade do trabalho, possibilitando que as necessidades básicas da população possam ser atendidas. Além de aumentar a produção, os equipamentos automatizados possibilitam uma melhora na qualidade do produto, uniformizando a produção, eliminando perdas e refugos.ÿ

A automação também permite a eliminação de tempos mortos, ou seja, permite a existência de "operários" que trabalhem 24 horas por dia sem reclamarem, que leva a um grande crescimento na rentabilidade dos investimentos.ÿ

A microeletrônica permite flexibilidade ao processo de fabricação, ou seja, permite que os produtos sejam produzidos conforme as tendências do mercado, evitando que se produzam estoques de produtos invendáveis.ÿ

As características citadas acima mostram que a microeletrônica possibilita que não haja nem escassez nem desperdício, com melhor qualidade de vida e de produção, aliadas a um menor esforço.ÿ

Sem dúvida, a automação industrial foi e é um grande impulsionador da tecnologia de robótica. Cada vez mais tem se procurado aperfeiçoar os dispositivos, dotando-os com inteligência para executar as tarefas necessárias. Por exemplo, usando Redes Neurais procura-se a linearização de acionamentos eletromecânicos; com Fuzzy Logic pode-se fazer o planejamento de trajetória para robôs redundantes; ou utilizando Sistemas Especialistas é possível a detecção de vazamento de água a partir da aquisição remota de consumo.ÿ

Impactos Sociais da Robóticaÿ

Fala-se em evolução dos robôs, mas não se pode esquecer dos impactos sociais que eles podem causar à sociedade. E quando se fala em impactos causados pela robótica, o primeiro fator que nos vem a cabeça é o desemprego.ÿ

As transformações que ocorrem, causadas pelo advento dos robôs, muitas vezes podem não estar visíveis para grande parte das pessoas que não convivem no ambiente fabril. Contudo, a ascensão da robótica nas fábricas faz parte da mesma tendência que vem determinando, nos últimos anos, a crescente automatização dos bancos, do comércio e das empresas em geral, causados pelo advento da informática.ÿ

No que se refere ao meio fabril, por um lado as indústrias recrutam robôs e computadores guiadas por uma necessidade crucial para sobrevivência no mercado, de forma a conquistar maior produtividade e qualidade para seus produtos, de forma barata e assim assegurar competitividade frente aos concorrentes. Por outro lado, os trabalhadores ficam aterrorizados com a possibilidade de perda de emprego causada pelos impactos que os robôs exercem sobre o nível de emprego. Certamente os robôs se instalam no lugar dos homens. Muitas vezes um robô substitui dezenas ou até centenas de homens em uma linha de produção.ÿ

Este temor de desemprego vem aumentando a cada dia que passa. A queda nos custos dos robôs tornando-os acessíveis para muitos setores da indústria fez com que eles (os robôs) pudessem competir com a mão-de-obra barata, como a existente nos países do terceiro mundo, ameaçando o emprego de muitos trabalhadores. Muitas empresas multinacionais que se instalavam em países subdesenvolvidos para utilizar-se do recurso "mão-de-obra barata" já estão pensando em reverter essa tendência e concentrar suas operações nos seus próprios países de origem, utilizando robôs para baratear seus custos.ÿ

O uso de robôs para as indústrias passa a ser uma questão de sobrevivência. Assim, resistir ao uso dos robôs é uma batalha perdida, principalmente devido à forma acelerada com que eles cãm de preço. Além disso, o sucesso que as empresas e países usuários de robôs vem obtendo é alto. O Japão, por exemplo, em dez anos conseguiu quadruplicar a sua produção de automóveis, mantendo praticamente a mesma força de trabalho.ÿ

Um estudo conduzido no Japão em 1983 mostrou que existiam no início de 1981, no Japão, cerca de 25.000 robôs, cujo valor médio de mercado era de US$ 17.000. Desses robôs espera-se uma vida útil de seis anos, desde que trabalhem 22 horas por dia, durante os sete dias por semana.

Fazendo-se as contas, percebe-se que nesses seis anos o robô trabalhará cerca de 48.000 horas. Isso equivale ao que o operário médio japonês consegue trabalhar em 30 anos, já que trabalha apenas 40 horas por semana. O custo do operário médio para as empresas japonesas era de US$ 13.000 por ano. Pode-se notar a vantagem que os robôs possuem sobre os operários.ÿ

Quando se fala em desemprego, é necessário ressaltar que não existem somente os empregos destruídos. Existem também os empregos modificados. Habilidades pacientemente adquiridas por trabalhadores são, para alguns, bruscamente desqualificadas, porque foram tornadas inúteis pelo movimento do braço do robô.ÿ

Não resta dúvida que o que deve ser feito não é impedir o advento dos robôs, pois isto seria praticamente impossível. Por outro lado, não se deve assistir passivamente à sua chegada. O caminho é lutar para que sejam implantadas medidas que contraponham os seus possíveis impactos negativos.ÿ

Por exemplo, um estudioso inglês chamado Tom Stonier diz que o caminho seria que os governos adotassem programas maciços de educação gratuita em todos os níveis. Isto aumentaria a capacitação dos indivíduos, o que possibilitaria que descobrissem novas formas de utilização dos robôs e dos computadores e, conseqüentemente, novos serviços e produtos viessem a ser inventados ou gerados.ÿ

Segundo um outro estudo feito por uma entidade sindical inglesa, a APEX, só existe uma forma, não de se evitar desemprego, mas de se atenuar os seus males: essa saída é através de uma atuação conjunta entre governo, sindicatos e empresários no sentido de estudarem cada setor da economia e cada ramo de atividade, estabelecendo impostos para as empresas que obtiverem ganhos em produtividade conseguidos às custas da automatização de funções outrora manuais. Esses impostos teriam uma destinação específica, qual seja, a criação de empregos públicos em áreas como saúde, educação, etc...ÿ

Uma outra instituição muito importante que se tem dedicado a estudar este assunto é a OIT- Organização Internacional do Trabalho, organismo vinculado à ONU que já publicou várias pesquisas a respeito. As recomendações da Organização para que se consiga reduzir essas altas taxas de desemprego são as seguintes:
1) Reduzir as jornadas de trabalho para 30 horas semanais.
2) Criação de empregos no setor de serviços sociais, como saúde e educação.ÿ

Uma constante nos estudos referentes às possíveis forças atenuantes do desemprego é a referência à importância dos sindicatos de trabalhadores. Existem inúmeros exemplos provenientes de países com Alemanha, Suécia e França, entre outros da Europa Ocidental, onde atividades industriais foram automatizadas mas, por pressão dos sindicatos dos trabalhadores, as empresas não puderam dispensar seus empregados e tiveram de reaproveitá-los em outras funções. Isso evidencia uma outra arma importante no combate ao desemprego provocado pela máquina: o poder sindical, o qual por sua vez é dependente de uma sociedade civil forte. A existência de uma sociedade civil forte é importante não apenas para garantir sindicatos autônomos que possam defender seus filiados, mas também para permitir que toda essa discussão acerca da melhor distribuição dos frutos do progresso técnico seja feita de uma forma democrática, com participação de todos os segmentos da sociedade.ÿ

Uma outra forma muito importante para se conseguir atenuar os impactos negativos da robotização é o investimento maciço na indústria da construção civil, já que este é o segmento da economia com maiores condições de se transformar em absorvedouro de mão-de-obra não especializada. Além disso, a construção civil ainda demorará bastante até passar a ter os seus processos sendo realizados de forma robotizada ou automatizada. Ressaltando que quando se fala em construção civil não se está pensando somente em rodovias, pontes ou edifícios, mas principalmente em habitações populares, escolas e postos de saúde.ÿ

Um outro instrumento muito utilizado em praticamente todos os países desenvolvidos para atenuar os males do desemprego, é o salário desemprego.ÿ


* João Mauricio Rosário, professor da Faculdade de Engenharia Mecânica da UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas) e coordenador do Laboratório de Automação Integrada e Robótica do Departamento de Projeto Mecânico da instituição

** As opiniões expressadas neste artigo são de responsabilidade do autor e não refletem, necessariamente, a posição do portal Universia Brasil sobre o tema abordado.

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