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Resumo: Avaliação da ingestão de hidrocarbonetos policíclicos aromáticos através da dieta

      

A fim de estimar a ingestão diária de HPAs no Brasil, o presente estudo foi basicamente dividido em 2 etapas: obtenção de dados de consumo de alimentos e determinação analítica dos HPAs de interesse nos produtos selecionados.

Os dados de consumo de alimentos e bebidas pela população Brasileira foram obtidos a partir dos resultados de uma pesquisa nacional, intitulada "Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF)", realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nas regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, além de Brasília (DF) e do município de Goiânia. Nestas áreas urbanas encontram-se 29,85% da população brasileira, compreendendo diferentes classes sociais, idade, sexo e nível de escolaridade.

O método utilizado para a extração de HPAs nas amostras de alimentos envolveu basicamente as etapas de saponificação com hidróxido de sódio metanólico, partição líquido-líquido com ciclohexano e dimetilformamida-água (9:1,v/v), seguida de purificação em coluna cromatográfica de sílica gel. A determinação foi feita por cromatografia líquida de alta eficiência com detecção por fluorescência. A confirmação da identidade dos HPAs nas amostras foi conduzida por cromatografia gasosa acoplada a espectômetro de massa, através do monitoramento de íons selecionados (CG-MS/SIM) e também utilizando-se um aparelho de cromatografia líquida de alta eficiência com detector de arranjo de diodos.

Benzo(k)fluoranteno, benzo(a)pireno e benzo(a)antraceno foram os hidrocarbonetos carcinogênicos que ocorreram mais freqüentemente, tendo sido detectados em 100, 86 e 76 % das amostras, respectivamente, em níveis variando na faixa de <0,07 a 7,21 ãg/kg. Criseno não foi detectado em qualquer das amostras analisadas. àleos e gorduras foi o grupo que apresentou a maior quantidade média de HPAs totais (32,72 mg/kg), seguido pelo grupo dos açúcares (15,44 mg/kg).

A ingestão total de HPAs através da dieta média nacional foi estimada em 6,15 mg/pessoa/dia, sendo que 1,90 mg/pessoa/dia correspondem à fração carcinogênica. De acordo com os resultados obtidos, três são os grupos de alimentos que mais contribuem para a ingestão diária de HPAs totais no Brasil: óleos e gorduras, açúcares e carnes, com valores, respectivamente, de 1,32, 0,95 e 0,90 mg/pessoa/dia.

Como dados complementares à pesquisa realizada, estudou-se a influência da técnica de preparo do café na quantidade de HPAs extraídos e da proximidade de áreas industriais na contaminação de alguns vegetais. Monitorou-se também a presença de HPAs foi em óleos de soja e margarinas nacionais.

Diferentes HPAs foram observados em todas as amostras de café analisadas, em níveis variando tanto entre as marcas quanto em função da técnica de preparo da bebida. A quantidade média de HPAs totais encontrada no café foi de 10,12 ãg/kg, enquanto que o chá apresentou um nível de contaminantes relativamente menor (0,70 ãg/kg). Os resultados obtidos para os vegetais confirmam que a quantidade de HPAs nesses produtos é diretamente proporcional ao local de plantio e ao tipo de vegetal exposto à poluição do ar. Os níveis de HPAs foram maiores em amostras provenientes de localizações próximas à rodovias (17,93; 14,62 and 13,27 mg/kg) em relação aquelas provenientes de zonas rurais (9,12; 4,38; 4,44 mg/kg), respectivamente, para alface, tomate e repolho. Todas as amostras de óleos de soja analisadas se apresentaram contaminadas, com valores médios variando entre < 0,07 e 15,20 mg/kg para HPAs individuais, totalizando em média 51,90 mg/kg.

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