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O imaginário brasileiro sobre a Amazônia: uma leitura por meio dos discursos dos viajantes, do Estado, dos livros didáticos de Geografia e da mídia impressa

      

Título da Dissertação: O imaginário brasileiro sobre a Amazônia: uma leitura por meio dos discursos dos viajantes, do Estado, dos livros didáticos de Geografia e da mídia impressa.

Autora: Magali Franco Bueno, graduada em Geografia pela FFLCH, defendeu mestrado também no Departamento de Geografia

Objetivo: Entender qual idéia e concepção a população brasileira apreendeu em relação ao termo "Amazônia" em relação aos discursos da mídia, do Estado e da Geografia ensinada nas escolas desde a década de 50.

Tempo de elaboração: de 1994 a 2003

Processo de elaboração: "Eu cresci na época do militarismo e talvez por isso eu tenha crescido com a idéia tão forte de ïAmazônia - o pulmão do mundo` que era uma imagem tão vendida na época", diz a autora. "O que me instigava era tentar entender como se pode usar um termo no singular ? Amazônia ? para algo tão heterogêneo e tão grande", diz.

O que pretende fazer agora: Magali pretende continuar o tema em seu doutorado analisando a percepção das comunidades amazônicas sobre sua própria região.

A dissertação: Magali estudou livros escritos por viajantes que visitaram a região desde o século XVI. Além disso, coletou reportagens especiais sobre a Amazônia feita pelas revistas O Cruzeiro, Realidade e Veja, cobrindo um período extenso da década de 50 até novembro de 2000 (no caso de Veja especificamente). Já quanto ao discurso do Estado, Magali analisou dois planos de desenvolvimento da Amazônia, dos anos de 1974 e 1978. "Meu principal foco foi a partir da segunda metade do século XX, pois as pessoas estão inseridas nesta visão construída mais recentemente", diz Magali.

Para saber o que pensavam as pessoas, Magali fez entrevista com 80 moradores das cidades de São Paulo e de municípios próximos a Manaus e Belém, tendo desta forma o ponto de vista de cidadãos de dentro e fora da região analisada. "Primeiro eu perguntava se já tinha ou não ouvido falar em `Amazônia`. Depois, pedia para localizar em uma mapa da América do Sul, e o mais comum era que mostrassem o estado do Amazonas", conta. Por último, era pedido aos entrevistados que dissessem o que vinha à cabeça quando ouviam falar no termo. "Foi aí que percebi que há muito do discurso do Estado, vindo da década de 70, de Amazônia como pulmão do mundo, além da noção de preservação", explica.

O mais surpreendente é que as respostas não foram muito diferentes entre os entrevistados da própria região amazônica e os de São Paulo. "A idéia principal é sempre associada com a floresta, tanto é que algumas pessoas de localidades na própria região, não se reconheciam na Amazônia, diziam que ela ficava onde começava a floresta", conta a pesquisadora. Por outro lado, em entrevistas realizadas em uma comunidade de pescadores, a autora pôde destacar que apenas o padre (espanhol) e o presidente do sindicato local utilizavam o termo "Amazônia".

Conclusões: O termo Amazônia, na visão externa, é muito influenciado pela visão do Estado e reforçada pela mídia ao longo do tempo. A imagem da floresta é a mais forte no imaginário dos entrevistados. Já a visão interna é por demais heterogênea e muitos habitantes não se reconhecem como pertencentes à região.

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