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Pesquisador da UCS apresenta trabalho em congresso internacional sobre a aids

      
O pesquisador do Laboratório de Pesquisa em HIV/AIDS da Universidade de Caxias do Sul, o farmacêutico-bioquímico e mestrando em Biotecnologia, Leonardo Motta, retornou de sua primeira experiência internacional ao apresentar, em Bangkok, Tailândia, na XV Conferência Internacional sobre AIDS, um pôster do trabalho Baixa aceitabilidade de aconselhamento e testagem de HIV em tempo real entre presidiários do sul do Brasil. O evento reuniu cerca de 20 mil participantes. Destes, 160 eram brasileiros.

O projeto de pesquisa foi desenvolvido em fevereiro de 2003 junto ao presídio de Caxias do Sul, quando foi efetuado um teste de sangue rápido e com resultado em menos de um minuto. O produto utilizado já havia sido testado em outra pesquisa. "Conseguimos um lote do InstantScreen para a detecção do vírus e procuramos aplicar em 439 presidiários. Porém, a aceitação para o o teste foi baixa: somente 28,5% deles aceitaram participar da pesquisa", afirma o professor.

O baixo número de aceitação chamou a atenção de pesquisadores dos Estados Unidos e Austrália, uma vez que a população carcerárea, em números mundiais, apresenta um número sete a oito vezes maior de portadores do vírus da AIDS do que a comunidade em geral. Dos 28,5% que aceitaram participar da pesquisa, quatro por cento são portadores do vírus. "Encaminhamos o resultado para a Secretaria de Segurança do Estado, para que providências fossem encaminhadas para tratamento", informa Leonardo.

No Canadá, por exemplo, uma pesquisa semelhante foi realizada com os presidiários e lá, 98,5% aceitaram fazer o teste. "Nós não conseguimos constatar a prevalência do HIV nos presidiários. Eles tinham à disposição um teste eficaz e rápido, e no momento em que o realizávamos, fazíamos o aconselhamento sobre o tratamento. Estima-se que de 1,3 a 9,1% da população carcerárea tem o vírus, mas não foi possível provar", enfatiza Leonardo. Quanto ao congresso, Leonardo Motta conheceu inovações na área, estabeleceu contato com outros pesquisadores e representantes de diversas instituições empenhadas na busca de melhores alternativas para o combate da AIDS. Com a sua participação, o Laboratório de Pesquisa em HIV/AIDS esteve presente na maior conferência mundial sobre o assunto. "Isto irá nos auxiliar em projetos futuros. É em participação de eventos como estes que conseguimos o lote para o teste rápido, que pôde ser utilizado no presídio. Somos a única instituição brasileira que conta com este teste", conclui.

Fonte: UCS
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